A criatividade nacional tem a sua gênese nesse caldeirão, mesclado de ideias temperadas com atos diários de sobrevivência. Ainda somos o lugar para onde se vem tirar alguma coisa. O visitante ainda nos vê como mão de obra barata, e nossas mulheres são objetos para seus desejos mais abusivos. Todos querem algo daqui, inclusive quem investe dinheiro em busca de lucro fácil. Até o nativo, quando se realiza financeiramente, a primeira coisa que faz é comprar uma casa em Miami, Lisboa ou Ibiza. O resto sobe a montanha, com fome, usando a constante tragédia como inspiração para um processo criativo que emagrece enquanto deixa de ser original.