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Or


"O cálice do cárcere!"
"O gosto do cárcere
É amargo.
O cálice do cárcere
É desgostoso!
Como um vinho
De féu entre os lábios,
Que transtorna
A careta no rosto!
E a súplica vem à boca,
Como um fogo,
Que queima e arde! Pai,
Eu sei que te dei este desgosto...
Mas afasta de mim
Este cálice!
A amargura da cela revela,
A desventura de quem está nela.
E em meio a súplica,
Lá no fundo se escuta:
-- Pai, afasta de mim este...
-- Cale - se.
E o direito à voz se acaba.
E se acaba a voz do direito...
E se acaba na porta da cela...
Lá se acaba, todo o respeito.
E mais uma vez
Interrompe - se a suplica...
Pela voz que se encontra alterada!
Enquanto, um reza
No fundo da cela,
De fora, o outro que fala:
-- Pai, afasta de mim este...
-- cale - se.
E infelizmente, alí se encerra,
A voz que foi calada.
A voz de quem mais nada
Espera...
Cumpriu - se toda a desgraça!"
Rodrigo Quintella.
By Escritor Rodrigo Quintella"O cálice do cárcere!"
"O gosto do cárcere
É amargo.
O cálice do cárcere
É desgostoso!
Como um vinho
De féu entre os lábios,
Que transtorna
A careta no rosto!
E a súplica vem à boca,
Como um fogo,
Que queima e arde! Pai,
Eu sei que te dei este desgosto...
Mas afasta de mim
Este cálice!
A amargura da cela revela,
A desventura de quem está nela.
E em meio a súplica,
Lá no fundo se escuta:
-- Pai, afasta de mim este...
-- Cale - se.
E o direito à voz se acaba.
E se acaba a voz do direito...
E se acaba na porta da cela...
Lá se acaba, todo o respeito.
E mais uma vez
Interrompe - se a suplica...
Pela voz que se encontra alterada!
Enquanto, um reza
No fundo da cela,
De fora, o outro que fala:
-- Pai, afasta de mim este...
-- cale - se.
E infelizmente, alí se encerra,
A voz que foi calada.
A voz de quem mais nada
Espera...
Cumpriu - se toda a desgraça!"
Rodrigo Quintella.