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O dia mais feliz de uma vida Um garotinho de corpo magro desperta em uma manhã fria de inverno, seu corpo encontrava-se todo encolhido e, ao espreguiçar-se, sentiu os olho lacrimejarem. Olhando para um relógio na parede, o pequeno garoto franzino saltou de sua cama e pisou com os pés descalços no chão gelado. O choque térmico o fez sentir um calafrio que o tremelicou de cima a baixo, isso além do queixo, que também tremulava de frio. Sem fazer barulho ele puxou o cobertor de sua cama, usou-o para cobrir os ombros e saiu o arrastando pela casa. Ainda eram seis e quarenta da manhã e, embora ele não visse, o céu ainda encontrava-se alaranjado devido o alvorecer. Com o cobertor nas costas ele foi até a geladeira, apanhou uma caixa de leite, encheu um copo médio que encontrou sob a mesa, guardou alguns biscoitos caseiros nos bolsos e sentou-se no tapete que ficava de frente a televisão. Silencioso, ele passou a comer as bolachas enquanto encarava a tv desligada com seus grandes olhos castanhos. Enquanto se alimentava as migalhas caiam em seu cobertor ficando presas na trama dos fios, porém ele não se importava pois mais tarde ele mesmo acabaria limpando aquela manta. Depois de tomar todo o leite ele apoiou uma cadeira na pia, subiu na mesma e lavou o próprio copo. Suas mãos ficaram geladas devido a água fria, porém o cobertor impediu que seu corpo sentisse maiores efeitos vindos do inverno. O garotinho olhou para o relógio e notou que faltavam cinco minutos para às sete da manhã, nisso seu pequeno coração acelerou; ele calculara mau o tempo de seu lanche matinal e o que ele planejara fazer poderia não estar completo na hora certa. Rapidamente ele saltou da cadeira, abriu o armário, pegou um copo, um prato de vidro, dois talheres e posicionou tudo em cima da mesa redonda. Com as pequenas mãos ele cortou um pão, passou margarina e voltou para o tapete com sua manta sob o corpo. O relógio de ponteiro bateu as sete da manhã e um som de despertador começou a tocar no quarto de seus pais. Dois minutos depois sua mãe aparecia no cômodo que era ao mesmo tempo sala e cozinha. Toda descabelada e com os olhos quase fechados, a mãe viu seu pequeno garoto sentado de frente para a televisão assistindo um canal que passava apenas desenhos animados. A mulher sabia que ele estaria ali, pois a programação se iniciava às sete da manhã e ele jamais perdia nenhum programa, entretanto, o que ela não imaginava, era que a mesa estava toda preparada para que ela tomasse café. A mãe sorriu e encarou o filho, porém este estava vidrado na tela e não percebeu. Normalmente ela teria reclamado por ele estar tão próximo ao televisor, porém aquele pequeno ato a fez deixar para lá, seu coração encontrava-se completamente envolto em felicidade e seus problemas haviam desaparecido por completo. Os olhos brilhantes de um garoto inocente que preparou uma mesa, mas que não sabia fazer um café quente… Aquela imagem não sairia da mente daquela mulher até o último dia de sua vida. Mesmo depois que aquele garotinho deixou de ser inocente e até mesmo aprendeu a fazer café, ela ainda o via da mesma forma. Uma criança que adorava acordar cedo para ver desenhos durante o dia todo. Mesmo quando ele se fora de sua casa e enfrentou o mundo frio como aquele dia de inverno, ela ainda o viu como seu garotinho. Aquele gesto inocente de amor foi o suficiente para fazê-la marcar aquele dia em sua mente como sendo o dia mais feliz de sua vida.
By Lucas P. SilvaO dia mais feliz de uma vida Um garotinho de corpo magro desperta em uma manhã fria de inverno, seu corpo encontrava-se todo encolhido e, ao espreguiçar-se, sentiu os olho lacrimejarem. Olhando para um relógio na parede, o pequeno garoto franzino saltou de sua cama e pisou com os pés descalços no chão gelado. O choque térmico o fez sentir um calafrio que o tremelicou de cima a baixo, isso além do queixo, que também tremulava de frio. Sem fazer barulho ele puxou o cobertor de sua cama, usou-o para cobrir os ombros e saiu o arrastando pela casa. Ainda eram seis e quarenta da manhã e, embora ele não visse, o céu ainda encontrava-se alaranjado devido o alvorecer. Com o cobertor nas costas ele foi até a geladeira, apanhou uma caixa de leite, encheu um copo médio que encontrou sob a mesa, guardou alguns biscoitos caseiros nos bolsos e sentou-se no tapete que ficava de frente a televisão. Silencioso, ele passou a comer as bolachas enquanto encarava a tv desligada com seus grandes olhos castanhos. Enquanto se alimentava as migalhas caiam em seu cobertor ficando presas na trama dos fios, porém ele não se importava pois mais tarde ele mesmo acabaria limpando aquela manta. Depois de tomar todo o leite ele apoiou uma cadeira na pia, subiu na mesma e lavou o próprio copo. Suas mãos ficaram geladas devido a água fria, porém o cobertor impediu que seu corpo sentisse maiores efeitos vindos do inverno. O garotinho olhou para o relógio e notou que faltavam cinco minutos para às sete da manhã, nisso seu pequeno coração acelerou; ele calculara mau o tempo de seu lanche matinal e o que ele planejara fazer poderia não estar completo na hora certa. Rapidamente ele saltou da cadeira, abriu o armário, pegou um copo, um prato de vidro, dois talheres e posicionou tudo em cima da mesa redonda. Com as pequenas mãos ele cortou um pão, passou margarina e voltou para o tapete com sua manta sob o corpo. O relógio de ponteiro bateu as sete da manhã e um som de despertador começou a tocar no quarto de seus pais. Dois minutos depois sua mãe aparecia no cômodo que era ao mesmo tempo sala e cozinha. Toda descabelada e com os olhos quase fechados, a mãe viu seu pequeno garoto sentado de frente para a televisão assistindo um canal que passava apenas desenhos animados. A mulher sabia que ele estaria ali, pois a programação se iniciava às sete da manhã e ele jamais perdia nenhum programa, entretanto, o que ela não imaginava, era que a mesa estava toda preparada para que ela tomasse café. A mãe sorriu e encarou o filho, porém este estava vidrado na tela e não percebeu. Normalmente ela teria reclamado por ele estar tão próximo ao televisor, porém aquele pequeno ato a fez deixar para lá, seu coração encontrava-se completamente envolto em felicidade e seus problemas haviam desaparecido por completo. Os olhos brilhantes de um garoto inocente que preparou uma mesa, mas que não sabia fazer um café quente… Aquela imagem não sairia da mente daquela mulher até o último dia de sua vida. Mesmo depois que aquele garotinho deixou de ser inocente e até mesmo aprendeu a fazer café, ela ainda o via da mesma forma. Uma criança que adorava acordar cedo para ver desenhos durante o dia todo. Mesmo quando ele se fora de sua casa e enfrentou o mundo frio como aquele dia de inverno, ela ainda o viu como seu garotinho. Aquele gesto inocente de amor foi o suficiente para fazê-la marcar aquele dia em sua mente como sendo o dia mais feliz de sua vida.