Nossa memória nem sempre é confiável. Quando causamos dor e sofrimento, nossa memória tende a suavizar nossa participação e ações negativas. Quando sofremos dor e sofrimento, nossa memória tende a carregar na carga dramática o que vivenciamos. Por isso é necessário tentar lembrar da maneira mais fidedigna, ainda que seja uma tarefa árdua. A lembrança dessas memórias traumáticas vai proporcionar dois passos relevantes para esse processo de cura: um passo externo, que é o reconhecimento da comunidade do seu papel e a validação da sua memória; e um passo interno, que é entender que viver dentro dos traumas é permitir que o algoz continue tendo poder sobre sua vida. O reconhecimento da comunidade, de que fomos vítimas de uma violência, poderá nos ajudar a viver para além das nossas cicatrizes.
Texto base: Deuteronômio 25:17.