Nossa Poesia

O Oitavo Pecado - Olavo Bilac


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O Oitavo Pecado de Olavo Bilac por Gilles

Vivendo para a morte, alegre da tristeza,

Temendo o fogo eterno e a danação sulfúrea,

Gelaste no cilício, em ascética fúria,

A alma ridente, o sangue em esto, a carne acesa.

Foste mártir e herói da própria natureza.

Intacto de ambição, de desejo ou de injúria,

Para ganhar o céu, venceste a ira, a luxúria,

A gula, a inveja, o orgulho, a preguiça e a avareza.

Mas não amaste! E, além do Inferno, um outro existe,

Onde é mais alto o choro e o horror dos renegados:

Ali, penando, tu, que o amor nunca sentiste,

Pagarás sem amor os dias dissipados!

Esqueceste o pecado oitavo: e era o mais triste,

Mortal, entre os mortais, de todos os pecados!


Edição por Felipe Xavier

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