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Uma questão fundamental que se coloca para o bom professor é a compreensão de que a atividade de ensinar é também a atividade (e a oportunidade) de aprender. Essa compreensão é fundamental para que o professor desça do pedestal do indivíduo todo-poderoso, que tudo sabe e ilumina os estudantes, descendo para a arena em que ocorre o aprendizado e o compartilhamento do conhecimento. Aliás, todo professor é apenas um elo em uma longa e velha cadeia de transmissão do conhecimento, já que a maior parte do conhecimento compartilhado não foi gerado pelo professor, mas adquirido de outros estudantes e professores com os quais se relaciona.
O aprendizado do professor ocorre em vários níveis e oportunidades:
a) durante a preparação da aula, quando ocorre o aprendizado e fixação de novos e velhos conceitos e o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação que torne a transmissão do conhecimento eficiente;
b) durante a resolução de exercícios, quando é dada ao professor a oportunidade de ele mesmo experimentar e fixar a lógica ensinada;
c) ao responder perguntas e curiosidades dos estudantes, que podem trazer questões novas e não dominadas pelo professor, que não deve se envergonhar de não ter uma resposta pronta, mas deve se esforçar para trazer uma resposta ou argumentação em uma próxima aula ou oportunidade;
d) durante o preparo de planos de estudo e investigação sobre questões propostas pelos estudantes ou por ele mesmo, durante a troca de informações;
e) durante o monitoramento do aprendizado dos estudantes, que deve aferir a compreensão da informação compartilhada e propor mudanças de estratégias de comunicação, caso se observe que a eficiência do aprendizado é baixa;
f) por meio do feedback trazido pelos estudantes, que pode ajudar a corrigir eventuais problemas de comunicação e deve ser sempre visto de forma positiva e construtiva;
g) principalmente por conta da troca de experiências que transbordam o conteúdo programático da disciplina, quando o professor é exposto a realidades distintas da sua e a experiências e conhecimentos que não necessariamente tinha.
A citação frequente a Paulo Freire diz que "quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender". O professor que ignora essa aparente obviedade não é professor, mas palestrante. Ou coach.
https://www.scielo.br/j/ea/a/QvgY7SD7XHW9gbW54RKWHcL/?lang=pt
By Jose Carlos PintoUma questão fundamental que se coloca para o bom professor é a compreensão de que a atividade de ensinar é também a atividade (e a oportunidade) de aprender. Essa compreensão é fundamental para que o professor desça do pedestal do indivíduo todo-poderoso, que tudo sabe e ilumina os estudantes, descendo para a arena em que ocorre o aprendizado e o compartilhamento do conhecimento. Aliás, todo professor é apenas um elo em uma longa e velha cadeia de transmissão do conhecimento, já que a maior parte do conhecimento compartilhado não foi gerado pelo professor, mas adquirido de outros estudantes e professores com os quais se relaciona.
O aprendizado do professor ocorre em vários níveis e oportunidades:
a) durante a preparação da aula, quando ocorre o aprendizado e fixação de novos e velhos conceitos e o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação que torne a transmissão do conhecimento eficiente;
b) durante a resolução de exercícios, quando é dada ao professor a oportunidade de ele mesmo experimentar e fixar a lógica ensinada;
c) ao responder perguntas e curiosidades dos estudantes, que podem trazer questões novas e não dominadas pelo professor, que não deve se envergonhar de não ter uma resposta pronta, mas deve se esforçar para trazer uma resposta ou argumentação em uma próxima aula ou oportunidade;
d) durante o preparo de planos de estudo e investigação sobre questões propostas pelos estudantes ou por ele mesmo, durante a troca de informações;
e) durante o monitoramento do aprendizado dos estudantes, que deve aferir a compreensão da informação compartilhada e propor mudanças de estratégias de comunicação, caso se observe que a eficiência do aprendizado é baixa;
f) por meio do feedback trazido pelos estudantes, que pode ajudar a corrigir eventuais problemas de comunicação e deve ser sempre visto de forma positiva e construtiva;
g) principalmente por conta da troca de experiências que transbordam o conteúdo programático da disciplina, quando o professor é exposto a realidades distintas da sua e a experiências e conhecimentos que não necessariamente tinha.
A citação frequente a Paulo Freire diz que "quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender". O professor que ignora essa aparente obviedade não é professor, mas palestrante. Ou coach.
https://www.scielo.br/j/ea/a/QvgY7SD7XHW9gbW54RKWHcL/?lang=pt