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Existem décadas em que nada acontece; e existem semanas em que acontecem décadas - É uma frase, da autoria de Vladimir Lenin, que temos estado a ouvir com mais frequência nos últimos anos, em que a instabilidade e a incerteza têm pintado um cenário internacional especialmente volátil. Tem-se tornado particularmente verdade nas últimas semanas, que abriram a porta a 2026, com magnitude da invasão da Venezuela e do rapto do seu Presidente Nicolás Maduro logo a dia 3, quase eclipsada pela chuva de acontecimentos que se sucederam - desde ameaças à soberania de Estados latino-americanos, à manifestação de interesse dos EUA em adquirir a Groenlândia e aos protestos de grande escala no Irão.
A segunda parte desta introdução, que inicialmente se debruçava apenas sobre os acontecimentos na Venezuela, mas que em poucos dias foi completamente desatualizada, falava sobre a possibilidade de um desalinhamento ou até de um realinhamento da ordem internacional, hipótese essa que parece demasiado evidente para estar agora sequer a mencionar.
Para esta reflexão temos connosco o Major-General Carlos Branco. Serviu na ONU, nos Balcãs, antes de Dayton, como observador militar. Serviu no quartel-general da EUROFOR, em Florença, como chefe da Secção de Análise de Informações. Em 2001, foi selecionado para a Divisão Militar do DPKO, na sede da ONU, em Nova Iorque, como Peacekeeping Affairs Officer para as missões da ONU no Médio Oriente (Líbano, Síria, Israel e Iraque / fronteira do Kuwait). Foi ainda Comandante de Regimento e Segundo-Comandante da Brigada Aerotransportada e porta-voz do COMISAF, no Afeganistão. Em 2008, assumiu o cargo de Subdiretor do Instituto de Defesa Nacional e Diretor de Doutrina do Exército, antes de ser selecionado para o cargo de Diretor da Divisão de Cooperação e Segurança Regional, no Estado-Maior Militar Internacional, no quartel-general da NATO. Os seus principais temas de pesquisa e interesse são a manutenção da paz, a resolução de conflitos, as comunicações estratégicas, a NATO, as Nações Unidas e a PCSD.
By GerminalExistem décadas em que nada acontece; e existem semanas em que acontecem décadas - É uma frase, da autoria de Vladimir Lenin, que temos estado a ouvir com mais frequência nos últimos anos, em que a instabilidade e a incerteza têm pintado um cenário internacional especialmente volátil. Tem-se tornado particularmente verdade nas últimas semanas, que abriram a porta a 2026, com magnitude da invasão da Venezuela e do rapto do seu Presidente Nicolás Maduro logo a dia 3, quase eclipsada pela chuva de acontecimentos que se sucederam - desde ameaças à soberania de Estados latino-americanos, à manifestação de interesse dos EUA em adquirir a Groenlândia e aos protestos de grande escala no Irão.
A segunda parte desta introdução, que inicialmente se debruçava apenas sobre os acontecimentos na Venezuela, mas que em poucos dias foi completamente desatualizada, falava sobre a possibilidade de um desalinhamento ou até de um realinhamento da ordem internacional, hipótese essa que parece demasiado evidente para estar agora sequer a mencionar.
Para esta reflexão temos connosco o Major-General Carlos Branco. Serviu na ONU, nos Balcãs, antes de Dayton, como observador militar. Serviu no quartel-general da EUROFOR, em Florença, como chefe da Secção de Análise de Informações. Em 2001, foi selecionado para a Divisão Militar do DPKO, na sede da ONU, em Nova Iorque, como Peacekeeping Affairs Officer para as missões da ONU no Médio Oriente (Líbano, Síria, Israel e Iraque / fronteira do Kuwait). Foi ainda Comandante de Regimento e Segundo-Comandante da Brigada Aerotransportada e porta-voz do COMISAF, no Afeganistão. Em 2008, assumiu o cargo de Subdiretor do Instituto de Defesa Nacional e Diretor de Doutrina do Exército, antes de ser selecionado para o cargo de Diretor da Divisão de Cooperação e Segurança Regional, no Estado-Maior Militar Internacional, no quartel-general da NATO. Os seus principais temas de pesquisa e interesse são a manutenção da paz, a resolução de conflitos, as comunicações estratégicas, a NATO, as Nações Unidas e a PCSD.