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Batalha atrás de Batalha ou Pecadores? Paul Thomas Anderson ou Ryan Coogler? E o que fazer a Marty Supreme? Cedo ainda demais para Josh Safdie?
E será Timothée Chalamet o seu pior inimigo nesta competição?
Dizer mal dos Óscares mas não parar de falar deles... é o ritual. Quanto a nós, No Escuro, achamos que os prémios americanos são uma interessante maneira de falarmos de nós, espectadores. Devidamente contextualizados, são bem reveladores do nosso tempo. Dizem mais sobre quem os dá do que sobre quem os recebe.
É por isso, também, que nos interessa a forma como François Ozon olhou para o romance que Albert Camus publicou em 1942, O Estrangeiro, e que desde então permanece opaco, misterioso, ambivalente. Uma emanação da França colonial — o livro passa-se na Argélia colonizada — ou um exercício sobre o absurdo, sobre um alienado, Meursault, condenado à morte porque não chorou no funeral da mãe, não porque matou "um árabe".
Ozon lê o livro a partir de 2025, usando a história do cinema francês, a literatura e até a música — The Cure estrearam-se no pós-punk com Killing an Arab, resultado das leituras de Robert Smith — como instrumentos para chegar mais perto de Meursault; para perceber o que nos diz o seu reflexo no espelho.
Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes.
Vamos falar de cinema?
Sim, e vamos falar de outras coisas também.
No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).
See omnystudio.com/listener for privacy information.
By PÚBLICOBatalha atrás de Batalha ou Pecadores? Paul Thomas Anderson ou Ryan Coogler? E o que fazer a Marty Supreme? Cedo ainda demais para Josh Safdie?
E será Timothée Chalamet o seu pior inimigo nesta competição?
Dizer mal dos Óscares mas não parar de falar deles... é o ritual. Quanto a nós, No Escuro, achamos que os prémios americanos são uma interessante maneira de falarmos de nós, espectadores. Devidamente contextualizados, são bem reveladores do nosso tempo. Dizem mais sobre quem os dá do que sobre quem os recebe.
É por isso, também, que nos interessa a forma como François Ozon olhou para o romance que Albert Camus publicou em 1942, O Estrangeiro, e que desde então permanece opaco, misterioso, ambivalente. Uma emanação da França colonial — o livro passa-se na Argélia colonizada — ou um exercício sobre o absurdo, sobre um alienado, Meursault, condenado à morte porque não chorou no funeral da mãe, não porque matou "um árabe".
Ozon lê o livro a partir de 2025, usando a história do cinema francês, a literatura e até a música — The Cure estrearam-se no pós-punk com Killing an Arab, resultado das leituras de Robert Smith — como instrumentos para chegar mais perto de Meursault; para perceber o que nos diz o seu reflexo no espelho.
Vamos libertar o cinema. Vamos tentar entender o mundo através dos filmes.
Vamos falar de cinema?
Sim, e vamos falar de outras coisas também.
No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).
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