Estamos em um momento importante de valorização da propriedade da informação. A sensação do inconsciente coletivo é que as pessoas querem poder ser donas dos seus dados, mas a forma de utilização proposta pelo modelo atual não permite isso. Os sistemas são desenvolvidos pelas empresas apenas para realizar os mais diversos processos e procedimentos operacionais de registo. Os dados das pessoas nada mais são do que instâncias desses bancos relacionais, apenas uma minúscula célula, num fluxo contínuo de desenvolvimento infinito de novas versões para atender cada vez mais consumidores. Dentro deste paradigma, a propriedade da informação pelas pessoas nada mais será do que um sonho distante. Nunca deixará de ser uma utopia. E por que não, se pensarmos na sua efetiva não realização, uma distopia?
Impressionantemente, este problema insolúvel no atual contexto de alcançar um melhor nível de inteligência computacional é simples de resolver se concentrarmos os nossos esforços no desenvolvimento dos sistemas das pessoas. Para tanto, é necessário um protocolo de comunicação entre as partes. Com sistemas de gerenciamento e controle para movimentação de dados entre Graph DBs individuais e grupos específicos de pessoas, ou ainda salas coletivas de grupos temáticos segmentados por áreas do conhecimento. De qualquer forma, o fator decisivo neste caso é a centralização e o controle dos dados das pessoas que terão a propriedade real de suas bases de conhecimento.
Com filtros avançados de caminhamento nos grafos, trabalhamos com o conceito de interação completa dos eventos. Cada pessoa possui múltiplos eventos com registros de toda a extensão da interação nos Graph DBs. Traduzindo esse conceito, pode-se dizer que é possível percorrer um caminho de 50 conceitos e relacioná-los a uma pessoa a partir de 50 mil conceitos. Com o balanceamento de bases também é possível definir os conceitos de precisão e recall para definir a auto construtividade das bases e equipará-las ao alto desempenho no reconhecimento de padrões.