Salve povo de Deus!
Me chamo Valmir, faço parte do Movimento de Trabalhadores Cristãos/Secretaria Ecumênica/Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda-Recife/Fórum Dom Hélder (coordenação do Grito dos Excluídos).
Hoje nossa reflexão do Evangelho dominical - domingo, 03 de maio de 2020 - será no livro de João 10,1-10. Cenário onde Cristo coloca duas figuras simbólicas: a de pastor e a de porta. Esse texto, mais uma vez, reforça nossa vocação para a liberdade. Enquanto nossa tradição de fé enfatiza o texto de Lucas sobre a ovelha perdida {e ao falarmos de pastor, lembramos automaticamente desse texto}, uma costura de conformismo foi feita - uma ovelha, nos ombros do pastor, que nos conduz apenas dessa forma. Agora, Cristo nos faz uma provocação: Ele é o pastor que abre as portas do redio e segue na frente - um caminho de libertação. Por isso, com mais ênfase nesse Evangelho posteriormente, afirma que é a porta - um emblema para entendermos a dimensão de liberdade, pois nEle temos livre acesso e permissividade para escolhas.
O pastor nos conduz para fora, não para dentro de formas ou estruturas que amarram. Fora dessa lógica e dimensão estabelecida por Jesus, aquele que se coloca como pastor é usurpador e não libertador. É bom pensarmos nisso, pois nossas tradições/igrejas muitas vezes colocaram o _"dia do bom pastor"_ para rezar por vocações - esses direcionamentos, no seio de nossas comunidades, devem ser para liberdade, não para colocar a juventude dentro de estruturas que sufocam. Assim nossa oração fará sentido. Convido vocês para rezarem juntos, a fim de que nossas comunidades e espaços de culto-fé se transformem para perceber as novas formas de vocação na vida da juventude (poesia, arte, proclamação da boa nova com o corpo e vida, com os afetos). O rito e profissão de fé celebradas devem pedir que as estruturas reflitam melhor sobre os novos modelos de vocação que já estão gritando no mundo.
Um abraço!