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🤔 🌍 Você já parou para pensar em quem exatamente está sendo protegido quando grandes potências e organizações internacionais falam em "segurança"? E em como a marginalização histórica da África foi construída para legitimar intervenções e exploração imperial?
🎙️ Na primeira parte deste episódio do Paralelo 33, rompemos com visões eurocêntricas para debater a trajetória da segurança internacional no continente africano, da ordem colonial à busca por autonomia regional. Resgatamos as estruturas políticas, diplomáticas e de defesa pré-coloniais (como os impérios do Mali, Songhai, Reino do Kongo e as cidades suaílis) e analisamos como a corrida imperialista e a Conferência de Berlim reorganizaram o continente sob a violência da dita "pacificação" e a divisão colonial entre cidadãos e súditos.
Acompanhamos as lutas de libertação, a criação da Organização da Unidade Africana (OUA) em 1963, a decisão estratégica sobre as fronteiras herdadas e os confrontos da Guerra Fria em países como Congo, Angola e Etiópia.
Por fim, examinamos os dilemas das intervenções dos anos 1990 (Libéria, Serra Leoa, Somália e Ruanda) e a virada institucional da "não intervenção" para a "não indiferença" com a criação da União Africana e da Arquitetura Africana de Paz e Segurança (APSA).
👉 Esse episódio utilizou como fontes: obras e conceitos teóricos de Mahmood Mamdani e Mohammed Ayoob (realismo subalterno), tratados e documentos históricos da Organização da Unidade Africana (OUA) e da União Africana (Ato Constitutivo, APSA e Tratado de Pelindaba), resoluções e relatórios independentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), bem como registros documentais da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO/ECOMOG).
Você já parou para pensar em como o Irã, mesmo sob intensas sanções e pressões militares do Ocidente, consolidou-se como um dos principais eixos de resistência geopolítica e protagonista na transição para a multipolaridade no Oriente Médio?
🎙️ Neste episódio do Paralelo 33, debatemos a complexa organização de poder do Estado iraniano desde a Revolução Islâmica de 1979 e sua atuação como ponto de inflexão na geopolítica regional e global. Analisamos a formação do "Crescente Xiita" e a "geocultura da resistência" no cenário pós-Guerra ao Terror, a articulação do Eixo de Resistência e o emprego de estratégias de guerra assimétrica e irregular — como o controle estratégico de rotas de navegação (Estreito de Ormuz e Bab al-Mandab) e o uso de drones de baixo custo.
Além disso, discutimos o confronto com as ofensivas de Israel e dos Estados Unidos, os impactos da desdolarização nas rotas do petróleo e a inserção iraniana nos BRICS, superando narrativas maniqueístas para compreender as disputas sectárias e as transformações na ordem internacional vigente.
👉 Esse episódio utilizou como fontes: análises, reportagens e estudos de Agência Brasil, Atito Xavier, BBC News Brasil, CNN Brasil, Ministério da Defesa do Brasil (Cadernos de Estudos Estratégicos de Defesa - CADN), O Globo e Opera Mundi.
Depois de abrir nosso mês temático entendendo o que é segurança, como esse conceito se transformou ao longo do tempo e como podemos enxergá-lo a partir das Relações Internacionais, chegou a hora de ver tudo isso acontecendo no mundo real!
No terceiro programa do nosso mês temático sobre Segurança, atravessamos o planeta e chegamos à Ásia para falar de um dos atores que mais influencia os rumos da política internacional contemporânea: a China.
Como um país que, há poucas décadas, ainda ocupava uma posição muito diferente no sistema internacional se tornou uma potência capaz de disputar espaços de poder com os Estados Unidos?
E, principalmente: o que segurança tem a ver com tudo isso?
Neste episódio, passamos pela modernização das Forças Armadas chinesas, pela Nova Rota da Seda, pela questão de Taiwan, pelas tensões com o Japão, pelas disputas entre China e Estados Unidos no Indo-Pacífico e pela expansão da presença chinesa para regiões como África e América do Sul.
Economia, tecnologia, território, soberania, infraestrutura, poder militar e influência política se encontram em um mesmo tabuleiro e ajudam a explicar por que entender a estratégia de segurança chinesa também é entender uma ordem internacional que está mudando diante dos nossos olhos.
🎧 Então coloca o fone e vem com o Paralelo 33 descobrir como os conceitos que discutimos nos episódios anteriores aparecem, de verdade, nas grandes disputas do sistema internacional.
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🚨 E fica ligado: nosso mês temático sobre Segurança ainda não acabou. Os próximos programas já estão chegando!
🚨 PARTE 2 NO AR (E AGORA A SEGURANÇA FICA BEM MAIS COMPLICADA).
Se na primeira parte a gente voltou às origens dos Estudos Estratégicos e entendeu como guerra, Estado, estratégia e poder militar ajudaram a formar esse campo, agora a pergunta muda: e quando a ameaça não vem de outro exército?
Na Parte 2 do nosso programa sobre Segurança no Sul Global, a gente amplia o debate para falar de segurança humana, Estudos Críticos, perspectivas feministas, Escola de Copenhague, securitização e das críticas feitas a essas teorias a partir das experiências do Sul Global.
Afinal, proteger fronteiras não significa, necessariamente, proteger pessoas. Um Estado pode estar “seguro” enquanto parte da sua população vive sob fome, violência, perseguição ou deslocamento.
Chamar alguma coisa de ameaça nunca é um ato completamente neutro. Quem pode dizer que algo representa um perigo? Quem é ouvido? Quem é silenciado? E quem acaba sendo transformado na própria ameaça?
É aqui que conceitos como securitização, colonialidade, eurocentrismo e segurança humana entram em cena, e ajudam a entender por que Ásia, África, Oriente Médio e América Latina não podem ser analisados apenas pelas lentes das grandes potências.
E esse é só o começo do nosso mês temático. Nos próximos episódios, vamos aplicar essas ferramentas para entender casos concretos de segurança na Ásia, na África e no Oriente Médio.
Segue @paralelotrintaetres e fica de olho, porque o debate está só começando. 👀🌍
Segurança internacional não é só guerra, exército e fronteira. Também envolve poder, desigualdade, território, identidade, economia, tecnologia, meio ambiente e, principalmente, uma pergunta que muda tudo: segurança para quem?
Neste mês, o Paralelo 33 vai mergulhar nos debates sobre segurança no Sul Global, com episódios especiais sobre Ásia, África e Oriente Médio. Mas antes de partir para os estudos de caso, precisamos organizar o vocabulário da missão.
O que é estratégia? Qual a diferença entre segurança e defesa? Como funciona a securitização? O que significa segurança humana? E por que conceitos criados no Norte Global nem sempre explicam, sozinhos, as experiências do Sul?
Na Parte 1 do nosso programa, voltamos às origens dos Estudos Estratégicos e dos Estudos de Segurança para entender como guerra, política, poder estatal, Guerra Fria e armas nucleares ajudaram a formar esse campo de estudos.
Parece complicado? Calma! A proposta é traduzir o debate acadêmico sem perder o rigor e mostrar por que esses conceitos aparecem muito mais na nossa vida do que parece.
🎙️ A primeira parte já está começando. Dá o play e vem construir esse glossário com a gente!
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A Doutrina Monroe voltou! Mas agora com a marca de Donald Trump. Mas o que muda quando a velha ideia de que a América Latina pertence à esfera de influência dos Estados Unidos é atualizada para um cenário de disputa com a China?
Neste novo episódio do Paralelo 33, vamos analisar a chamada “Doutrina Donroe” ou “Corolário Trump”: uma política baseada em pressão econômica, militarização, controle de recursos estratégicos e alinhamento político.
Ao longo do programa, discutimos o por que a Venezuela se tornou um ponto de inflexão dessa nova estratégia, como a presença chinesa em portos, infraestrutura, tecnologia e minerais passou a ser tratada como uma ameaça por Washington, por que até o Pix e a autonomia financeira brasileira entraram no radar dos Estados Unidos, entre outros pontos.
Entre o Porto de Chancay, o petróleo venezuelano, o Triângulo do Lítio, os BRICS e a fragmentação regional, fazemos uma pergunta central: os países latino-americanos ainda podem decidir seus próprios caminhos ou voltarão a ser tratados como o quintal de uma grande potência?
Dê o play, compartilhe e venha entender como a disputa entre Estados Unidos e China está redesenhando o futuro do nosso continente!
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A campanha da Argentina na Copa de 2026 foi cercada por polêmicas, reclamações sobre a arbitragem e suspeitas de favorecimento. Mas será que isso já não aconteceu antes?
Neste novo episódio do Paralelo Docs, voltamos à Copa do Mundo de 1978 para investigar uma das partidas mais controversas da história: a goleada da Argentina por 6 a 0 sobre o Peru, resultado que classificou os donos da casa para a final e eliminou um Brasil que terminou o torneio invicto.
Ditadura militar, propaganda política, mudanças suspeitas na equipe peruana, possíveis acordos entre governos e uma visita de Jorge Rafael Videla e Henry Kissinger ao vestiário adversário antes do jogo: coincidência, intimidação ou uma partida decidida muito além das quatro linhas?
Dê o play e descubra por que, quase cinquenta anos depois, a pergunta continua viva: a Argentina e Henry Kissinger (talvez) roubaram a Copa de 1978? Ouça até o final, compartilhe com quem ama futebol, história e política internacional e conte para a gente: foi apenas uma goleada ou havia algo muito maior por trás daquele placar?
🤔 🗺️ Você já parou para pensar em como a promessa histórica de "proteger" o continente americano contra ameaças externas acabou se transformando em uma justificativa permanente para intervenções políticas e militares na América Latina?
🎙️ Neste episódio do Paralelo 33, debatemos a formação e a consolidação da estratégia hemisférica dos Estados Unidos na América Latina. Analisamos como diferentes regimes discursivos — desde a exclusão de potências europeias com a Doutrina Monroe em 1823 até o anticomunismo da Guerra Fria e a Doutrina Wolfowitz na era pós-Guerra Fria — operaram como dispositivos de legitimação para práticas de intervenção e imperialismo.
Buscamos entender como essa gramática de poder se reconfigurou ao longo do tempo por meio de mecanismos econômicos, políticos e militares, mascarando o controle hegemônico sob um falso verniz de estabilidade e segurança regional, com impactos profundos sobre a soberania e a autonomia dos Estados latino-americanos.
👉 Esse episódio utilizou como fontes: obras, artigos e ensaios de Juan Pablo Scarfi, Greg Grandin, John H. Coatsworth, Stephen G. Rabe, John D. Martz e Lars Schoultz. Também foram consultados documentos históricos e desclassificados da CIA (referentes às operações PBSUCCESS na Guatemala e Baía dos Porcos em Cuba), registros do Departamento de Estado dos EUA, da Casa Branca e do National Security Archive , além de análises e reportagens de veículos como BBC News, The Guardian, El País, Le Monde Diplomatique, UOL e Swissinfo.
🤔 🌍 Você já parou para pensar por que, com os eventos climáticos extremos, os pequenos agricultores do Sul Global são os que mais perdem suas safras, mesmo consumindo e poluindo muito menos?
🎙️ Neste episódio do Paralelo 33, debatemos como a pressão pela exportação de commodities e a degradação ambiental refletem desigualdades estruturais profundas. Buscamos entender a violência objetiva que mascara a exploração ecológica sob um falso verniz de progresso e desenvolvimento, encarecendo os alimentos orgânicos e agravando a insegurança alimentar da população mais vulnerável.
👉 Esse episódio utilizou como fontes: obras e artigos de Giovanni Arrighi, CEPAL, Ha-Joon Chang, John Bellamy Foster, Celso Furtado, Amitav Ghosh, Jason Hickel, Karl Marx e Slavoj Žižek, além de reportagens e dados do Globo Rural, Governo Federal e Senado Federal do Brasil
🤔🍎 Você já parou para pensar por que, em muitas regiões do Sul Global, os alimentos mais acessíveis costumam ser também os menos nutritivos?
🎙️ Neste episódio do Paralelo 33, debatemos como a diferença na qualidade dos produtos consumidos no Norte e no Sul Global reflete desigualdades estruturais, buscando entender a lógica de mercado que favorece o lucro em detrimento da saúde e que perpetua a marginalização econômica, ambiental e social dos países mais vulneráveis.
👉 Esse episódio utilizou como fontes: artigos científicos da Universidade de São Paulo (USP), Fundação das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), International Journal of Health Policy and Management, Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Programa de Nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Agência Pública, The Baby Killer (Mike Muller), The Guardian e The Intercept.
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