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Aprender a ler e a escrever não é um mero processo mecânico de memorização de sílabas; é um ato de libertação e de conquista de autonomia. As motivações dos alunos revelam o peso da exclusão histórica e o desejo profundo de recuperar a dignidade:
O momento em que a técnica encontra a vida produz uma carga simbólica avassaladora, como se observa no relato sobre o aluno Joaquim ao escrever o nome da sua companheira:
“Foi aqui nesta sala que um Joaquim se levantou durante o processo da pesquisa, foi ao quadro negro, apanhou o giz e escreveu Nina. Quando acabou de escrever, deu uma gargalhada nervosa… Ele olhou para mim e disse: ‘Puxa, Dina é o nome de minha mulher’. Eu percebia nos olhos deles uma espécie de alívio centenário, como se tivessem sacudido para fora uma pedra que há séculos repousava sobre os seus ombros.”
By Jorge BorgesAprender a ler e a escrever não é um mero processo mecânico de memorização de sílabas; é um ato de libertação e de conquista de autonomia. As motivações dos alunos revelam o peso da exclusão histórica e o desejo profundo de recuperar a dignidade:
O momento em que a técnica encontra a vida produz uma carga simbólica avassaladora, como se observa no relato sobre o aluno Joaquim ao escrever o nome da sua companheira:
“Foi aqui nesta sala que um Joaquim se levantou durante o processo da pesquisa, foi ao quadro negro, apanhou o giz e escreveu Nina. Quando acabou de escrever, deu uma gargalhada nervosa… Ele olhou para mim e disse: ‘Puxa, Dina é o nome de minha mulher’. Eu percebia nos olhos deles uma espécie de alívio centenário, como se tivessem sacudido para fora uma pedra que há séculos repousava sobre os seus ombros.”

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