Jefferson J Silva

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A Perseverança na Oração: Um Chamado de Jesus para Nunca Desanimar

O evangelista Lucas nos apresenta uma introdução impactante antes de narrar a parábola da viúva persistente: “Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar” (Lucas 18:1). Esse versículo já estabelece uma verdade essencial para a vida cristã: a oração deve ser constante, perseverante e fundamentada na fé.

Muitos entendem a oração apenas como uma tentativa de convencer Deus a fazer algo, como se Ele fosse um juiz severo ou um pai relutante. Mas Jesus deixa claro que Deus não é assim. Ele é um Pai amoroso, cujo ouvido está sempre aberto para ouvir os seus filhos. Por isso, a oração não é insistência para cansar a Deus, mas perseverança para fortalecer a nossa fé e alinhar nosso coração à vontade d’Ele.

No Sermão da Montanha, Jesus usa três verbos que ilustram essa intensidade crescente da oração: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta” (Mateus 7:7-8). Cada verbo revela uma dimensão prática da perseverança:

1. Pedir: é o primeiro nível da oração, um ato de humildade. Reconhecemos que não temos, mas Deus tem. É como alguém que entra numa loja e chama por ajuda. O simples ato de pedir já é uma confissão de dependência.


2. Buscar: é intensificar o pedido com atitude. Significa se mover, agir, se posicionar. É como se disséssemos: “Senhor, eu não apenas peço, mas estou disposto a caminhar na direção da resposta”.


3. Bater: é perseverar mesmo diante da resistência. Bater implica insistência, não desistir facilmente. É a fé que recusa aceitar um “não” quando se trata de algo que está dentro da vontade de Deus. É manter firme a convicção de que a porta vai se abrir.



Essa progressão mostra que a oração não é passividade, mas engajamento. Quando oramos, não estamos diante de um Deus distante, mas de um Pai que deseja que aprendamos a confiar, a insistir e a não retroceder.

Entretanto, a perseverança na oração não significa manipular Deus. O apóstolo João nos lembra: “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5:14). Logo, não se trata de impor a nossa vontade, mas de insistir naquilo que está em harmonia com o caráter e os planos do Senhor.

Na prática, isso significa que diante dos obstáculos — sejam enfermidades, crises familiares, dificuldades financeiras ou lutas espirituais — temos duas opções: desistir ou perseverar. Desistir é aceitar a derrota antes da hora; perseverar é crer que Deus é maior que qualquer barreira.

Jesus nos ensina a não parar de orar justamente porque Ele sabe que muitas vezes a vitória está um passo além da perseverança. Cada vez que oramos, nossa fé é fortalecida, nosso coração é alinhado, e nossa visão é ampliada.

Portanto, o chamado de Cristo é claro: não desanime. Continue pedindo, continue buscando, continue batendo. Se a resposta parece demorar, confie que o tempo de Deus é perfeito. Se o obstáculo parece intransponível, lembre-se de que a oração é a chave que abre portas impossíveis.

Finalizo com uma aplicação prática: diante de qualquer situação, ore sempre. Ore quando for fácil e também quando for difícil. Ore quando sentir fé e também quando se sentir fraco. Porque a oração perseverante não muda apenas as circunstâncias, mas transforma também aquele que ora.

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