PodCália

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PodCália episodes

  • GringoCália #66 - The Redwalls - De Nova (part. Dado Doria)
    Você pode nunca ter ouvido falar, mas acredite, The Redwalls é uma banda muito legal!


    Formada em 2001 Deerfield, Illinois , nos arredores de Chicago, pelos colegas de escola Andrew Langer e Jordan Kozer e os irmãos Logan e Justin Baren, a banda se inspirava na invasão britânica fazendo um som muito maduro, fato que chamou a atenção da Capitol Records, que ofereceu ao quarteto um contrato, e assim, o primeiro disco "Universal Blues" viu a luz do dia. 


    Quase dois anos após o álbum de estreia, a banda lançou seu segundo álbum de estúdio intitulado "De Nova," em 21 de junho de 2005. Pouco depois, The Redwalls foram convidados a se juntar ao Oasis em sua turnê britânica de verão de 2005 e também se apresentaram no Lollapalooza em 2005 e 2006.


    "De Nova" não alcançou tantos os holofotes ao redor do mundo, mas fez barulho suficiente para conquistar o coração dos participantes desse podcast.


    No ultimo dia 28 de novembro, recebemos com muita tristeza a noticia da morte do baixista e fundador da banda Justin Baren, aos 40 anos. 
    Esse episódios é uma forma de homenagearmos Justin, mantendo o legado do The Redwalls vivo. 
    1 hr 4 min
  • GringoCália #65 - Noel Gallagher's High Flying Birds (part. de Dado Doria)
    Em 28 de agosto de 2009, após uma briga explosiva entre os irmãos Gallagher nos bastidores do festival Rock en Seine, em Paris, onde Liam quebrou uma guitarra de seu irmão; Noel anunciou sua saída no site da banda logo depois, dizendo que "simplesmente não poderia continuar trabalhando com Liam um dia a mais


    Passado o luto dos fãs, a expectativa crescia cada vez mais sobre a estreia do disco solo de Noel Gallagher, projeto o qual era almejado e comentando pelo ex-líder do Oasis desde os primórdios dos anos 2000.


    No dia 21 de agosto de 2011, o single "The Death of You and Me", primeiro single do disco,  chegava ao mercado fonográfico trazendo elementos dançantes, como metais no estilo jazz de New Orleans e camadas "western". A canção trazia pitadas de tudo aquilo que Noel sempre admirou mas nunca conseguiu inserir - pelo menos como música de trabalho - no trajetória de sua antiga. banda


    "Noel Gallagher's High Flying Birds" - nome adotado também para o projeto -  viu a luz dia em outubro daquele.. É interessante notar que o Chef, a principio não conseguiu se distanciar totalmente de sua antiga bada, trazendo para o álbum músicas que já existiam na época do Oasis, atitude esta que acabou irritando seu irmão Liam, que o acusou de esconder suas melhores composições já pensando em uma carreira solo.


    Por outro lado, o Gallagher mais velho pela primeira vez desenvolveu um trabalho com nuances conceituais, implementando nas canções elementos eletrônicos, percussões, instrumentos de sopro, orquestra e coral, abrindo dessa forma uma estrada para o tipo de arte que ele realizaria no futuro.


    Enquanto "If I Had a Gun" incorporara as mais belas baladas do Oasis, "Aka...What a Life" era diferente de tudo já apresentando no catálogo da banda. 


    "Noel Gallagher's High Flying Birds" foi sucesso de critica e marcou a volta de Noel aos shows menores e mais intimistas - alias, esse tipo de apresentação menos caótica como no começo de carreira parecia ser o desejo do Gallagher já a algum tempo. 


    2025 marcou a gigantesca volta do Oasis com uma turnê impecável. Sendo assim, é até nostálgico olhar para os trabalhos solos dos dois irmãos no período de hiato, e admira-los como obras que acalentaram os corações dos "mad fer it". E com o disco debut de Noel Gallagher, não é diferente. 
    59 min
  • GringoCália # 64 - The Kinks & Lola (part. de Gui Martins)
    Existia alguma coisa muito especial na água do Reino Unido nos anos 60. Nessa década, surgiram excelentes bandas que respectivamente, lançaram discos memoráveis. 


    É claro, que a opinião sobre um álbum é sempre um questão subjetiva. Mas os apresentadores desse podcast podem garantir que em meio aos "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band," "My Generation" e "Let it Bleed" da vida, existe uma obra-prima - por muitas vezes subestimada - chamada “Lola Versus Powerman and the Moneygoround, Part One” 


    Lançado em 1970, "Lola" é o oitavo álbum de estúdio do "The Kinks," e apresenta um trabalho conceitual contando a história da banda fictícia The Contenders, que alcança o topo do sucesso na Inglaterra, mas que acaba descobrindo que nem tudo são flores na vida de rockstar, principalmente ao tentar arrebentar as amarras capitalistas do mercado e das gravadoras.


    Ao escutar o disco, fica evidente que os irmãos Davies estão usando suas próprias experiências para construir a história e o conceito do disco, trazendo nuances de suas experiências e desventuras financeiras no mercado fonográfico.


    Os Kinks já possuíam diversos trabalhos de muita qualidade antes de 1970 - como "Face to Face" e "Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire - mas foi com o lançamento de “Lola Versus Powerman and the Moneygoround, Part One” que a banda conseguiu abandonar o rótulo - por vezes injusto - de serem apenas uma sombra dos Beatles formada em Village Green.


    "Lola", foi considerado um trabalho de transição da estética do grupo, tendo se tornado sucesso tanto comercial e de crítica, alcançando assim o objetivo da maioria das bandas britânicas da época: atravessa o atlântico, e fazer sucesso nos Estados Unidos.
    1 hr 7 min
  • PodCália # 137 - Tom Zé e o Tribunal do Feicebuqui
    Em 2013, Tom Zé fez uma locução para um comercial da Coca-Cola.


    O fato resultou em centenas de seguidores (e haters desocupadas que ganhavam voz nas redes sociais) usaram o Facebook para proferir ataques ao cantor.


    Ou seja, mesmo sendo considerado um dos maiores ícones alterativos da MPB, um dos malditos da música, Tom Zé foi "cancelado" por fazer um comercial considerado capitalista demais para ele. 


    Os ataques tiraram seu sono, fazendo com que ele optasse por doar todo o cachê que recebeu pelo comercial para a banda de música de Irará, sua cidade natal, no interior da Bahia e inspiração para sua canção "Abacaxi de Irará",


    Alguns meses depois, Tom Zé decidiu responder ao cancelamento não só com uma ação social, mas também da forma com que ele melhor saber se comunicar: A música.


    O EP "Tribunal do Feicebuqui" um dos mais geniais da sua década, e indo na contramão da acusações que Tom Zé recebia, foi liberado para download gratuito em uma era pré-streaming.


    Para a construção da obra, Tom convocou um time de nomes emergentes da música nacional, entendo que o projeto precisava gente nova para se atingir a mensagem anti cancelamento na era digital. São eles:  Emicida, Tim Bernardes (O Terno), Marcelo Segreto (Filarmônica de Pasárgada), Gustavo Galo (Trupe Chá de Boldo) e Tatá Aeroplano. Além disso, o álbum tem como novidade direção do jornalista Marcus Preto e a arte da capa desenhada por Mallu Magalhães.


    São 3 faixas muito criativas e diretas: A primeira,  um copilado de ataques que Tom Zé recebeu no facebook, transformandos em poesia. A segunda, uma espécie de homenagem ao trajetória do cantor. E a ultima, um jingle engavetado para o guaraná "Taí" na época em que o artista trabalhava para a agência de publicidade DPZ.


    Passados mais de anos do ocorrido, quase ninguém se lembra da propaganda e da polemica com a Coca-Cola, mas muitos se lembrado de "Tribunal do Feicebuqui"
    9 min
  • GringoCália # 63 - George Harrison: Thirty Three & 1/3 (part. de Leo Palma)
    Ao completar 33 anos (e um terço) em 1976, George Harrison passava por um dos momentos mais delicados da sua vida.


    Seu casamento com Pattie Boyd chegava ao fim, após de exageros em drogas e uma conturbada traição envolvendo seu amigo Eric Clapton.


    Seu contrato com a A&M Records , que na época era a distribuidora mundial da Dark Horse - selo pessoal de Harrison - chegava ao fim, após George não conseguir finalizar seu ultimo disco conforme o prazo acordado, culminando em uma briga com o diretor da gravadora e até então seu amigo, Herb Alpert.


    As eternas comparações por parte da impressa de seus trabalhos com os de seus ex-companheiros Paul e John, continuavam ser uma sombra em sua trajetória.


    E para completar, o ex-Beatles enfrentava uma hepatite e também um processo de plágio na justiça por causa de sua canção: "My Sweet Lord".


    Para relaxar a mente e mudar de rumo, George tirou férias nas Filipinas e ressignificou esse momento de sua vida. Tratou da saúde, oficializou sua relação com seu novo amor Olivia e mergulhou de cabeça no estudo e na evolução de sua espiritualidade.


    Pode contar com a ajuda de muitos amigos queridos, e assim, finalizou seu álbum que foi muito elogiado por critica e pública: Thirty Three & 1/3 - um disco onde George Harrison fala sobre pessoas e situações. 
    1 hr 1 min
  • PodCália # 136 - Pato Fu e o Isopor (part. de Sammyr Muradi, do podcast "Bota o Disco Aí")
    Depois de mais de 5 anos de existência, finalmente uma das bandas mais inteligentes, divertidas e inventivas do Brasil faz a sua estreia em nosso Podcast: Pato Fu! 


    E para esse debute, a escolha de resenha foi o 5º trabalho de estúdio dos mineiros: "Isopor" - lançado em 1999.


    Definir o estilo do som de "Isopor - assim como do Pato Fu - é uma tarefa muito complexa, afinal, a originalidade desse disco é um dos pontos altos da música no apagar das luzes do século XX. 


    Passados 26 anos , é possível dizer que esse é o maior trabalho da banda - já que definir o melhor, seria uma tarefa pessoal e subjetiva - tendo em vista que o quarteto formado por Fernanda Takai, John Ulhôa, Xande Tamietti e Ricardo Koctus conseguiu sintetizar no álbum tudo que a banda havia feito de bom em sua carreira: canções esquisitas, camadas criativas, belas baladas, som pesado, guitarras excêntricas e tudo isso em contraste com a bela e suava foz de Takai.
     
    Além disso, é possível argumentar que 'Isopor' foi um disco que procedeu muitos estilos de música que seriam adotados na indústria no ano 2000 para frente. 


    Ou seja, o Pato Fu foi uma banda de "indie no Brasil" antes do movimento chegar ao Brasil,  e "Isopor" é algo que você além de ouvir, precisa sentir! 
    Um que projeto extrassensorial.


    Venha acompanhar mais um episódios do PodCália, lembrando sempre que:
    "as brigas que ganhei
    nem um troféu
    como lembrança
    pra casa eu levei
    as brigas que perdi
    estas sim
    eu nunca esqueci"  
    57 min

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Sejam bem vindos ao Podcália, um podcast preparado com muito carinho por dois amigos aficionados por música. Aqui, Daniel e Gigolas expressam seus sentimentos pela música com muito amor, espírito…