Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊
Na quarta (7), comemora-se o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. O tema está “na boca do povo”, junto com a afamada liberdade de expressão. Ainda assim, pouca gente sabe o que é de fato ou para que serve, especialmente porque, de uns anos para cá, parte da população perdeu sua fé no jornalismo.
Isso traz um enorme risco à sociedade! Por isso, aproveito a data para tentar explicar por que um bom relacionamento entre a imprensa e seu público é essencial para todos.
Em primeiro lugar, é preciso definir para quem o jornalista trabalha. Não é para nenhum governo, nem empresas, nem mesmo anunciantes: é para seu público!
Ficar sem anunciantes pode quebrar um veículo, especialmente quem ainda adota um modelo de negócios “mais tradicional”. Entretanto, ficar sem público é a sentença de morte para qualquer veículo. Ele é a sua razão de existência!
Uma imprensa livre, vigorosa e comprometida é condição para uma sociedade vibrante e próspera. Aí mora nosso problema! Parte dessa desconexão atual se deve a alguns profissionais e veículos de comunicação esquecerem para quem trabalham.
Isso me leva a outro tema que se popularizou recentemente em meio a muita desinformação: a busca pela objetividade. Os detratores do jornalismo distorcem o conceito, exigindo que a imprensa se limite a “contar fatos”. Isso seria um grande desserviço à população!
A objetividade é ferramenta dos jornalistas. Mas eles devem cuidar para não cair na armadilha da falsa equivalência, dando o mesmo destaque a fatos comprovados e a teorias da conspiração.
Devem, sim, contar os fatos, mas também contextualizá-los e explicá-los às pessoas. Elas, por sua vez, precisam apoiar aqueles que são a última frente de resistência a todo tipo de desmandos do poder.
Para entender por que essa simbiose é fundamental para o desenvolvimento saudável de qualquer sociedade e o que todos devem fazer, convido você a ouvir esse episódio.