
Sign up to save your podcasts
Or


Fazer o movimento de criar espaço para o vazio e o sentir tem sido mais desafiador do que eu poderia imaginar. Se eu provoquei a vida para mudar a minha realidade, ela tem me provocado de volta em um nível de intensidade muito maior!
A rotina pesada na qual antes eu me escondia pra me fazer de forte agora já não existia e confesso que cheguei a desejar por ela. Mas aí lembrei de um aprendizado recente: fugir do sentir não faz com que ele desapareça, no máximo se transforma em ressentimento que acabamos sem nem perceber replicando por aí.
Os fatos que narro nesse episódio, são carregados de sentimento e emoção e talvez até algum nível de ressentimento ainda (não da pra fazer milagre né). Eles me fizeram revisitar toda a minha história e me provocaram profundamente com uma dor tão dilacerante que me fez encarar a raiva, a frustração, o medo, a rejeição, o medo e tantos sentimentos que classificamos como desagradáveis.
Então o jeito foi me recolher, acolher e respeitar toda a minha dor sem julgá-la. Mesmo sabendo que "essas coisas acontecem" e "nada acontece por acaso", a dor não deixa de existir e todas aquelas sensações ruins também não. Jung dizia que não somos o que nos acontece, mas o que decidimos nos tornar e é isso que estou a exercitar. Precisei tempo pra digerir e aprender. Ainda não está resolvido e talvez eu precise de mais tempo pra viver alguns "lutos" completamente. Mas falar sobre isso, por aqui, já alivia meu coração.
Boa escuta!
A foto desse episódio é da porta de uma cela na Eastern State Penitentiary (Filadélfia), já que a dor me prendeu por um tempo.
Produção: Gabriele Welter
Edição: Michel Martins
By Gabriele WelterFazer o movimento de criar espaço para o vazio e o sentir tem sido mais desafiador do que eu poderia imaginar. Se eu provoquei a vida para mudar a minha realidade, ela tem me provocado de volta em um nível de intensidade muito maior!
A rotina pesada na qual antes eu me escondia pra me fazer de forte agora já não existia e confesso que cheguei a desejar por ela. Mas aí lembrei de um aprendizado recente: fugir do sentir não faz com que ele desapareça, no máximo se transforma em ressentimento que acabamos sem nem perceber replicando por aí.
Os fatos que narro nesse episódio, são carregados de sentimento e emoção e talvez até algum nível de ressentimento ainda (não da pra fazer milagre né). Eles me fizeram revisitar toda a minha história e me provocaram profundamente com uma dor tão dilacerante que me fez encarar a raiva, a frustração, o medo, a rejeição, o medo e tantos sentimentos que classificamos como desagradáveis.
Então o jeito foi me recolher, acolher e respeitar toda a minha dor sem julgá-la. Mesmo sabendo que "essas coisas acontecem" e "nada acontece por acaso", a dor não deixa de existir e todas aquelas sensações ruins também não. Jung dizia que não somos o que nos acontece, mas o que decidimos nos tornar e é isso que estou a exercitar. Precisei tempo pra digerir e aprender. Ainda não está resolvido e talvez eu precise de mais tempo pra viver alguns "lutos" completamente. Mas falar sobre isso, por aqui, já alivia meu coração.
Boa escuta!
A foto desse episódio é da porta de uma cela na Eastern State Penitentiary (Filadélfia), já que a dor me prendeu por um tempo.
Produção: Gabriele Welter
Edição: Michel Martins