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Os autorretratos não são recentes e antes de termos câmaras fotográficas já exibiamos algum fascínio com os nossos rostos, com a preservação e partilha das nossas expressões. Pensemos, por exemplo, em Van Gogh ou em Frida Kahlo... O rosto parece trazer alguma magia, talvez por ser muito importante na comunicação e no estabelecimento de relações. Agora parece que tudo é analisado à lupa e tantas vezes elevado ao patológico. É verdade que agora a tentação é maior para fotografarmos diversos momentos, com a chegada dos telemóveis com câmara... é mais fácil, mais económico e podemos escolher na hora o que queremos manter. Mas somos todos egocêntricos, narcisistas, psicopatas, até? Calma! Vamos perder a pressa de rotular. São outros tempos, são outros hábitos. Nem todos os momentos revelam inautenticidade e sentimentos dúbios. Mas vamos pensar: com que intenção fotografa e partilha? O que pretende? Nós, no Voz da Terra, gostamos muito de fotografar. Assumidamente. É bom partilhar momentos divertidos, inspiradores, relaxados, cómicos... por que não fazê-lo? Como disse o nosso convidado, Edgardo Vieira, não se discutem gostos, mas pode ser mau quando se perde a noção da intimidade, quando se ultrapassa o limite e há uma sobre-exposição da vida privada. Tudo o que é em excesso, deixa de ser saudável. Como disse, e muito bem, tem dois versos: pode fazer bem, mas também pode prejudicar se perdermos a noção do que partilhamos e se procurarmos transmitir algo que não corresponde à realidade numa busca de aprovação e aceitação. Se assim for pode, de facto, culminar em sofrimento, em frustração e na não aceitação de si próprio. Foi um programa animado que terminou com uma importante mensagem: nenhuma selfie vale mais do que a sua vida. O nosso convidado sabe, em primeira mão, o que é arriscar para conseguir uma imagem... e aconselha: não vale a pena. Fotografem em segurança e aproveitem os momentos sem este olhar constante através da lente. Olhar o mundo pelos ecrãs dos telemóveis parece estar a trazer algum distanciamento e insensibilidade em relação ao mundo... vamos espreitar sem intermediários. Vamos ver. E agir. E agora perguntamo-vos a vós: o que gostam mais de fotografar? Com que intenção partilham as vossas fotos? A duckface já caiu em desuso... qual acham que será a próxima moda? Obrigada ao nosso convidado e a todos os colaboradores. Obrigada a si por ter estado connosco! Boas fotografias! Diversão! Autenticidade!
Rádio Voz dos Açores
"Voz da Terra "
Programa 14 - Selfies
Autoria: Ana Terra
Convidado: Edgardo Vieira
Apresentação: Ana Terra e Francisco Ferraz da Rosa
Colaborador: Ildeberto Rocha
Gravação em direto: 7 de outubro de 2018
Estúdio da RVA - Santa Bárbara (Ilha Terceira)
https://www.facebook.com/Vozdaterraprograma/
RÁDIO VOZ DOS AÇORES
https://www.vozdosacores.com/
https://www.instagram.com/programa_voz_da_terra/ PODCAST
YOUTUBE
https://www.youtube.com/watch?v=xsfoSQSKti0&fbclid=IwAR0pSdBknYnZRcjzaIk3wMrEYnpcBzDy2JA_7vAVwldU51bz3BZdx1yYx4A
By Ana TerraOs autorretratos não são recentes e antes de termos câmaras fotográficas já exibiamos algum fascínio com os nossos rostos, com a preservação e partilha das nossas expressões. Pensemos, por exemplo, em Van Gogh ou em Frida Kahlo... O rosto parece trazer alguma magia, talvez por ser muito importante na comunicação e no estabelecimento de relações. Agora parece que tudo é analisado à lupa e tantas vezes elevado ao patológico. É verdade que agora a tentação é maior para fotografarmos diversos momentos, com a chegada dos telemóveis com câmara... é mais fácil, mais económico e podemos escolher na hora o que queremos manter. Mas somos todos egocêntricos, narcisistas, psicopatas, até? Calma! Vamos perder a pressa de rotular. São outros tempos, são outros hábitos. Nem todos os momentos revelam inautenticidade e sentimentos dúbios. Mas vamos pensar: com que intenção fotografa e partilha? O que pretende? Nós, no Voz da Terra, gostamos muito de fotografar. Assumidamente. É bom partilhar momentos divertidos, inspiradores, relaxados, cómicos... por que não fazê-lo? Como disse o nosso convidado, Edgardo Vieira, não se discutem gostos, mas pode ser mau quando se perde a noção da intimidade, quando se ultrapassa o limite e há uma sobre-exposição da vida privada. Tudo o que é em excesso, deixa de ser saudável. Como disse, e muito bem, tem dois versos: pode fazer bem, mas também pode prejudicar se perdermos a noção do que partilhamos e se procurarmos transmitir algo que não corresponde à realidade numa busca de aprovação e aceitação. Se assim for pode, de facto, culminar em sofrimento, em frustração e na não aceitação de si próprio. Foi um programa animado que terminou com uma importante mensagem: nenhuma selfie vale mais do que a sua vida. O nosso convidado sabe, em primeira mão, o que é arriscar para conseguir uma imagem... e aconselha: não vale a pena. Fotografem em segurança e aproveitem os momentos sem este olhar constante através da lente. Olhar o mundo pelos ecrãs dos telemóveis parece estar a trazer algum distanciamento e insensibilidade em relação ao mundo... vamos espreitar sem intermediários. Vamos ver. E agir. E agora perguntamo-vos a vós: o que gostam mais de fotografar? Com que intenção partilham as vossas fotos? A duckface já caiu em desuso... qual acham que será a próxima moda? Obrigada ao nosso convidado e a todos os colaboradores. Obrigada a si por ter estado connosco! Boas fotografias! Diversão! Autenticidade!
Rádio Voz dos Açores
"Voz da Terra "
Programa 14 - Selfies
Autoria: Ana Terra
Convidado: Edgardo Vieira
Apresentação: Ana Terra e Francisco Ferraz da Rosa
Colaborador: Ildeberto Rocha
Gravação em direto: 7 de outubro de 2018
Estúdio da RVA - Santa Bárbara (Ilha Terceira)
https://www.facebook.com/Vozdaterraprograma/
RÁDIO VOZ DOS AÇORES
https://www.vozdosacores.com/
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