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Neste episódio do Provoca, Marcelo Tas recebe o chef Emmanuel Bassoleil para uma conversa sobre quase quatro décadas de trajetória no Brasil, os bastidores da alta gastronomia e as transformações na maneira como as pessoas cozinham, trabalham e se relacionam com a comida.Nascido em Dijon, na França, Bassoleil chegou ao Brasil no final dos anos 1980 sem falar português. Ele relembra os primeiros desafios em São Paulo e as experiências que ajudaram a construir sua carreira, desde a formação na França e o trabalho em restaurantes renomados até a consolidação de seu nome na gastronomia brasileira.Ao longo da conversa, o chef também fala sobre sua relação com o Brasil, a passagem pela televisão, os livros e os anos à frente do restaurante Skye, no Hotel Unique.Bassoleil ainda analisa as mudanças provocadas pelas redes sociais na gastronomia. A obsessão por fotografar pratos, a pressão dos influenciadores e a transformação da comida em espetáculo entram no debate, assim como as diferenças entre gerações dentro das cozinhas e do mercado de trabalho.A conversa também revisita um episódio marcante de sua adolescência: a saída de casa ainda jovem, após um conflito com o pai, e como aquela decisão acabou sendo determinante para que seguisse sua vocação.Entre memórias, críticas e histórias de cozinha, Emmanuel Bassoleil fala sobre disciplina, paixão, resiliência e sobre a importância de manter a vida sempre em movimento.
No Provoca, Marcelo Tas conversa com o ator Kiko Mascarenhas. Ele fala sobre ansiedade, os desafios da carreira artística no Brasil, a transição para o audiovisual e como o monólogo Todas as Coisas Maravilhosas o ajudou em uma crise pessoal.
Kiko conta como Todas as Coisas Maravilhosas, monólogo que protagoniza desde 2019, teve um papel importante durante uma crise de ansiedade e depressão. “Eu acho que fez parte da minha cura o processo todo. Voltar a falar sobre isso depois de ter vivido isso, me ajudou”, revela. A experiência também o levou a criar uma lista mental de pequenas coisas boas da vida, como uma risada, um sorvete ou um banho de mangueira.
O ator relembra ainda um dos momentos mais difíceis desde a estreia do espetáculo: um dia em que nenhum ingresso foi vendido e não houve público. “E aí eu fui chorar”, conta. Para ele, situações como essa fazem parte da profissão. “Eu falo que o teatro é feito de fracassos, porque é isso.”
Ao falar sobre a chegada ao audiovisual, Kiko explica que uma das principais dificuldades para quem vem do teatro é manter a concentração diante do ritmo e do barulho de um set. Ele também reflete sobre a capacidade de transformação da arte e resume sua visão em uma frase: “A arte salva. Eu acredito nisso, de verdade.”
Neste Provoca, Marcelo Tas recebe Ricardo Geromel, empresário, autor e especialista em inovação, para uma conversa sobre a transformação acelerada da China e os impactos desse movimento para a economia global e para o Brasil.
Geromel explica por que considera o modelo político-econômico chinês “sui generis” e discute as diferenças culturais que ajudam a compreender o papel da educação, do trabalho e da ascensão social na sociedade chinesa.
A conversa também passa pela relação estratégica entre China e Brasil. O país asiático se tornou um dos principais destinos dos produtos brasileiros e depende do Brasil em setores importantes de sua segurança alimentar. Geromel explica essa relação e discute os riscos e desafios de uma dependência econômica tão significativa, além dos movimentos chineses para diversificar suas fontes de abastecimento.
Outro eixo do episódio é a corrida tecnológica. Inteligência artificial, energia limpa, infraestrutura e robôs humanóides aparecem na conversa como áreas em que a China busca ampliar sua liderança e transformar sua economia.
Geromel também aborda alguns dos desafios internos do país, como a elevada taxa de poupança, as mudanças demográficas e a necessidade de estimular o consumo e novos motores de crescimento.
Ao longo do episódio, ele compartilha ainda sua experiência de acompanhar de perto o ecossistema chinês e de levar empresários e executivos brasileiros para conhecer, presencialmente, empresas, tecnologias e modelos de negócios ligados à chamada Nova Rota da Seda.
Mateus Solano é o convidado de Marcelo Tas no Provoca. Ator de personagens que marcaram a televisão brasileira, ele revisita sua trajetória, fala sobre fama, exposição, teatro, redes sociais e os desafios de se reconhecer para além dos papéis que interpreta.
Na conversa, Mateus relembra Félix, o inesquecível vilão de Amor à Vida, personagem que se tornou um fenômeno popular e que, para o ator, reúne características de um arquétipo da natureza humana. Ele também fala sobre a responsabilidade de interpretar Zé Bonitinho na Escolinha do Professor Raimundo e sobre os diferentes personagens que atravessaram sua carreira.
Mateus Solano também conta os bastidores de Figurante, seu primeiro monólogo, e revela como o sucesso e o olhar constante do público fizeram com que, em determinado momento, se sentisse um “figurante de si mesmo”. A conversa passa ainda pela relação com as telas e as redes sociais, especialmente quando o assunto são crianças e jovens.
Roberta Miranda fala sobre bissexualidade, infância, família e uma trajetória marcada por superação no Provoca. Marcelo Tas recebe a cantora e compositora para uma conversa aberta sobre os caminhos que a levaram ao sucesso, as dificuldades enfrentadas desde cedo e histórias pessoais que permaneceram em silêncio por décadas.Uma das grandes vozes da música sertaneja, Roberta Miranda revisita momentos difíceis de sua infância e adolescência. Nascida na Paraíba e criada em uma família de origem humilde, ela conta como enfrentou a fome, a pobreza e a violência dentro de casa. Aos 14 anos, saiu de casa e passou a dormir em construções, trabalhando para conseguir sobreviver.A cantora também fala sobre a relação com a fé e relembra a importância de pessoas que cruzaram seu caminho, como o músico Hermeto Pascoal, que ajudava sua família quando ela ainda era criança.
Na conversa com Marcelo, Roberta Miranda também aborda um dos capítulos mais íntimos de sua vida: sua bissexualidade. Ela conta por que levou mais de 50 anos para falar publicamente sobre sua orientação sexual e como uma promessa feita à mãe influenciou suas escolhas afetivas durante décadas.Roberta ainda relembra a história de “Majestade, o Sabiá”, um de seus maiores sucessos, composta em apenas cinco minutos e que se tornou um marco em sua carreira.
Felipe Nunes, cientista político, professor e fundador da Quaest, é o convidado do Provoca desta semana. Em conversa com Marcelo Tas, ele investiga quem é o brasileiro de hoje e o que as pesquisas revelam sobre as transformações políticas e sociais do país.A partir de seu livro “Brasil no Espelho”, Felipe Nunes fala sobre o crescimento da identificação com a direita, a polarização política e o paradoxo de um Brasil cada vez mais tradicionalista ter escolhido Lula para a Presidência. O cientista político também explica o conceito de “calcificação” ideológica e como ela pode dificultar o diálogo e o debate na sociedade.Durante a entrevista, Nunes apresenta três grandes transformações que ajudaram a moldar o Brasil contemporâneo: a transição demográfica, a transição religiosa e a transformação na maneira como nos comunicamos. A conversa também passa pela desconfiança entre os brasileiros, pelo medo da violência urbana e pelo impacto das redes sociais na política.Felipe explica ainda como funcionam as pesquisas eleitorais, desfaz mitos sobre pesquisas de intenção de voto e comenta os limites desse tipo de levantamento — afinal, pesquisa não é previsão do futuro, mas uma fotografia de determinado momento.E há uma revelação pessoal: Felipe Nunes conta por que decidiu não votar e como essa escolha está relacionada à busca por isenção e independência em seu trabalho como analista político.
Marcelo Tas recebe o psiquiatra Guilherme Polanczyk para uma conversa sobre saúde mental de crianças e adolescentes, os impactos do uso excessivo de telas e os desafios da educação na era digital.Especialista na área, Polanczyk destaca a importância do exemplo dos pais na relação dos filhos com celulares e outras telas e fala sobre os possíveis efeitos da exposição precoce, como dificuldades no desenvolvimento da linguagem, interação social, ansiedade e depressão.O psiquiatra também aborda o aumento dos diagnósticos de autismo e os cuidados necessários para que eles não se transformem em rótulos. Ele alerta ainda para os riscos do autodiagnóstico a partir de conteúdos disponíveis na internet e reforça a importância de uma avaliação profissional.
Marcelo Tas recebe o fotógrafo e fotojornalista Pedro Martinelli para uma conversa sobre fotografia, jornalismo e as transformações provocadas pela tecnologia.Com décadas de carreira e uma trajetória marcada pelo trabalho na Amazônia, Martinelli relembra experiências que transformaram sua maneira de fotografar e reflete sobre as mudanças no jornalismo. Entre elas, destaca o fim do papel e a redução das equipes de fotografia nos jornais, que, segundo ele, fizeram desaparecer parte do olhar próprio do fotógrafo.O fotojornalista também comenta como o uso dos celulares e a produção instantânea de imagens modificaram a cobertura dos acontecimentos e questiona o espaço da fotografia no jornalismo atual.Na conversa, Martinelli ainda conta sobre os dez anos em que viveu em um barco e percorreu a Amazônia, experiência que mudou sua relação com as pessoas fotografadas e o levou a desenvolver uma nova forma de se aproximar dos personagens antes de fazer uma imagem.
Maria Flor é atriz, diretora e uma das artistas mais reconhecidas da televisão, do cinema e do teatro brasileiro. Emanuel Aragão é psicanalista, pesquisador e escritor, com estudos voltados aos afetos e aos relacionamentos contemporâneos. Juntos, eles lançaram o livro “O Amor Ainda É Possível?”, em que refletem sobre os desafios de construir e manter vínculos.Nesta entrevista com Marcelo Tas, o casal fala sobre amor, paixão, ciúmes, casamento, conflitos e a chamada “fórmula do amor”. A conversa também aborda como eles lidam com as diferenças, as crises e a escolha diária de permanecer juntos.Maria Flor e Emanuel discutem ainda a importância do diálogo, da parceria e da renovação dos relacionamentos ao longo do tempo.
Frei Betto é um dos principais intelectuais brasileiros contemporâneos. Frade dominicano, escritor, jornalista e militante, construiu uma trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos, pela resistência à ditadura militar, pelo combate à fome e pela atuação política ao lado de movimentos populares.
Nesta entrevista, ele relembra sua prisão durante o regime militar, fala sobre a Teologia da Libertação, literatura, democracia, espiritualidade e os desafios do Brasil atual. A conversa também passa pelo lançamento do romance "O Voo da Locomotiva", que revisita a ditadura militar pela ficção, e por mais de seis décadas de atuação pública.
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