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Quando me encontrei com a Nane para falar das parteiras tradicionais do Brasil, o que emergiu foi uma conversa carregada de histórias, resistência e uma visão de mundo que desafia as perspectivas convencionais. Nesse diálogo, percebi que há uma profundidade que muitas vezes passa despercebida no debate sobre parto e cuidado à mulher.
O saber da parteira nasce na comunidade, naquilo que é passado de geração em geração, muitas vezes desde a infância, com a iniciação que ocorre ao serem chamadas para acompanhar nascimentos. Uma experiência ancestral que não se limita ao conhecimento técnico, mas valoriza o cuidado na sua essência, com respeito, espiritualidade e uma conexão profunda com o ambiente e o próprio contexto da mulher.
O que me surpreende é como essa forma de cuidado, que nasce de uma escuta atenta e da vivência comunitária, é vista hoje como algo “atrasado” por um sistema que prioriza intervenções, protocolos padronizados e uma lógica de controle bastante distante do corpo vivo, das emoções e das necessidades específicas de cada mulher.
Essa conversa traz uma forte crítica à medicalização do parto, à hegemonia do conhecimento científico que muitas vezes deslegitima os saberes tradicionais, e à imposição de uma visão única sobre o que é “seguro” e “profissional”.
O que fica dessa conversa é uma esperança de resistência. A continuidade dessas parteiras mostra que o saber ancestral é forte e que o reconhecimento oficial, por meio de leis, é uma luta urgente. Nós não queremos substituir o hospital — queremos que o que já funcionou por séculos seja respeitado, valorizado e protegido.
Ao final, sinto que o maior benefício dessa troca é a oportunidade de refletirmos sobre a riqueza da diversidade brasileira — cultural, espiritual e prática — e como isso pode enriquecer o cuidado espontâneo, humano e completo que toda mulher merece.
Se você ressoa com esse chamado, convido a conhecer mais sobre o movimento das parteiras tradicionais e a fortalecer essa luta. Afinal, o resgate da tradição é também uma resistência pela vida e pela autonomia de cada mulher.
Com carinho,Lux
By Lux BerndtQuando me encontrei com a Nane para falar das parteiras tradicionais do Brasil, o que emergiu foi uma conversa carregada de histórias, resistência e uma visão de mundo que desafia as perspectivas convencionais. Nesse diálogo, percebi que há uma profundidade que muitas vezes passa despercebida no debate sobre parto e cuidado à mulher.
O saber da parteira nasce na comunidade, naquilo que é passado de geração em geração, muitas vezes desde a infância, com a iniciação que ocorre ao serem chamadas para acompanhar nascimentos. Uma experiência ancestral que não se limita ao conhecimento técnico, mas valoriza o cuidado na sua essência, com respeito, espiritualidade e uma conexão profunda com o ambiente e o próprio contexto da mulher.
O que me surpreende é como essa forma de cuidado, que nasce de uma escuta atenta e da vivência comunitária, é vista hoje como algo “atrasado” por um sistema que prioriza intervenções, protocolos padronizados e uma lógica de controle bastante distante do corpo vivo, das emoções e das necessidades específicas de cada mulher.
Essa conversa traz uma forte crítica à medicalização do parto, à hegemonia do conhecimento científico que muitas vezes deslegitima os saberes tradicionais, e à imposição de uma visão única sobre o que é “seguro” e “profissional”.
O que fica dessa conversa é uma esperança de resistência. A continuidade dessas parteiras mostra que o saber ancestral é forte e que o reconhecimento oficial, por meio de leis, é uma luta urgente. Nós não queremos substituir o hospital — queremos que o que já funcionou por séculos seja respeitado, valorizado e protegido.
Ao final, sinto que o maior benefício dessa troca é a oportunidade de refletirmos sobre a riqueza da diversidade brasileira — cultural, espiritual e prática — e como isso pode enriquecer o cuidado espontâneo, humano e completo que toda mulher merece.
Se você ressoa com esse chamado, convido a conhecer mais sobre o movimento das parteiras tradicionais e a fortalecer essa luta. Afinal, o resgate da tradição é também uma resistência pela vida e pela autonomia de cada mulher.
Com carinho,Lux