É inimaginável para Geferson Oliveira que sua startup um dia se tornará um unicórnio. Cavalos mágicos, ele bem sabe, não existem.
Mas botos, abundantes nos rios atendidos pela Navegam, esses, sim, são reais. "O boto não dorme. Ele consegue desligar somente 50% do seu cérebro", conta.
É nesse ritmo dobrado que Geferson e seus sócios trabalham para avançar com a startup em um estado sem tradição de empreendedorismo tecnológico e bastante distante do dinheiro - e do conhecimento - dos investidores. Mas os números revelam seu potencial: atendendo a apenas 10% do potencial de mercado de transporte fluvial na bacia que liga Amazonas, Amapá e Belém, a Navegam já movimentou mais de R$ 25 milhões em um ano e vendeu quase 150 mil passagens.
Mergulhe no segundo episódio da 3a temporada do Vale e se permita abrir a cabeça para um empreendedorismo fora da cartilha da Faria Lima.
Criado pelas jornalistas Adriele Marchesini e Silvia Paladino, cofundadoras da agência essense, o Vale do Suplício conta a história de empreendedores que falam pouco, mas fazem muito.
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