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Relacionamentos que transformam Part. 3 – Pr. Cláudio Gouveia


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Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? (Mateus 13:55-56a)
Relacionamento é a essência da divindade. Isso pode ser visto na encarnação, pois quando Deus se fez gente, Ele se envolveu em todas as esferas dos relacionamentos humanos. Ele nasceu em uma família, mas poderia apenas ter se feito gente – porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão (Mt 3:9b).
Veja, Jesus teve pais humanos, mas não ficou por aí, Ele também teve irmãos. Muitos irmãos! Essas esferas de relacionamentos produziram tensões, mas Jesus não se eximiu dessa convivência (Jo 7:3-5).
Porque? Por que Ele deseja nos ensinar a maneira correta de nos relacionarmos. Depois da queda relacionamento se tornou um problema (Gn 3:12-13).
Quando Deus criou o homem e a mulher e os colocou no jardim, seu objetivo era que eles relacionassem com Ele. Esse relacionamento seria o modelo para que eles reproduzissem na família e demais pessoas.
Quando a redenção se completar plenamente, Deus mesmo estará conosco relacionando eternamente – Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles (Ap 21:3). A divindade sabe o que é relacionar em unidade.
Agora, não precisamos esperar por esse dia eterno. Podemos hoje aprender a relacionar com os homens por meio do nosso relacionamento com Deus.
Tenho afirmado que se relacionamos com Deus não temos dificuldade de relacionar com as pessoas. Nosso relacionamento com Deus nos modela para relacionarmos com os homens.
Então, precisamos ter consciência que a queda nos limitou em nossos relacionamentos e só no Senhor podemos ser restaurados.
Essa limitação produz erros no relacionamento que nos impedirão de avançar como pessoa, mas também como Igreja. Gostaria de falar sobre alguns erros no relacionamento.
1. Relacionar com base na velha natureza
O que isso significa? Veja, depois da queda o homem mudou a maneira de se relacionar. Na relação humana o primeiro efeito da queda foi a transferência de culpa. Adão disse: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.
Deus não perguntou quem havia dado a ele da árvore, mas se ele havia comido – Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? A resposta era apenas sim ou não, mas ele quis se eximir do erro culpando a mulher.
Adão culpou a mulher para justificar o seu erro. E a mulher sucessivamente colocou a responsabilidade na serpente. Isso é muito comum nos relacionamentos.
Tanto Adão como Eva deixaram de assumir responsabilidades no relacionamento. Veja, Adão foi estabelecido para guardar, mas depois da queda de guardador passou a ser acusador (um dos nomes do diabo). E isso passou para Eva e para os demais seres humanos.
Paulo diz em 2 Coríntios 5:17: E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.
Estar em Cristo é sair das coisas velhas e viver na esfera da nova criatura. Porque? Por que a velha não serve para os planos de Deus!
Isso significa que sua relação com Deus e com as pessoas não terá proveito nenhum, mas é nenhum, se for baseada na velha criatura. Nada acontece, não tem edificação, não tem crescimento espiritual e pior te sentencia a ser uma eterna criança.
A infância é uma fase linda da vida, mas precisa passar, pois criança não sabe relacionar! Elas são aprendizes!
Como é um relacionamento com base na velha criatura? É um relacionamento que expressa falta de perdão, ressentimento, domínio sobre o outro, dissimulação, ciúmes, competição, manipulação, rejeição, indiferença, presumir o que o outro está pensando, vitimização, chantagem, fofoca, enfim, a lista é bem grande! Onde há tais expressões não tem como haver edificação e crescimento.
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