Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu. (João 6:38-39a)
Jesus desceu do céu, do trono de Sua majestade, para fazer tudo segundo a vontade de Deus Pai. Ele deixa claro que a vontade do Pai é que nenhum dos que o Pai lhe deu se perca. Isso é algo extraordinário!
E dá, não apenas aos discípulos daquela época, mas a nós também, uma certeza e confiança quanto a nossa vida e salvação. Estamos nas mãos mais segura do universo! Agora, Jesus não desceu do céu apenas para nos salvar.
Mas também, gerar discípulos para o propósito do Pai, para que eles dessem continuidade a essa missão até a consumação dos séculos (Mateus 28:20). E nesse ponto é importante destacar que Ele não recebeu do Pai pessoas prontas.
Deus Filho se fez gente perfeita para relacionar com gente imperfeita e cheia de falhas. Mas por meio desse relacionamento, os discípulos seriam transformados segundo a Sua imagem!
Todo o investimento de Jesus no curto tempo que ficou aqui na Terra foi relacionando com as pessoas que o Pai lhe deu, investindo toda a Sua vida neles – de todos os que me deu.
Porque Ele fez assim?
Porque Jesus sabe o poder que há nos relacionamentos. Em que se baseia a unidade da Trindade? No relacionamento que experimentam desde a eternidade passada (João 17:21-26). Veja, relacionamentos nos transformam e nos une!
Agora, Jesus foi um modelo perfeito de alguém que gera discípulo, porque Ele era discípulo do Pai. Ele estava completamente compromissado em fazer a vontade daquele que o enviou.
Fomos comissionados a gerar discípulos para Jesus. Isso se dará por meio de relacionamentos! Veja, relacionamento não é uma necessidade humana, mas um estilo de vida da divindade.
Sendo assim, gostaria de ver dois pontos importante dos nossos relacionamentos a partir de Jesus e os discípulos.
1. Comprometimento
Do ponto de vista de Jesus podemos ver um elo inquebrável em sua maneira de relacionar. Seu compromisso era em amar até o fim!
Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim (João 13:1).
Veja, Jesus não se envolveu com aqueles que Deus lhe deu com reservas – se eu for contrariado não discipulo mais ninguém… Se não for do meu jeito não serve… Não!
A Bíblia diz que Ele foi até o fim, mas não foi na base da tolerância ou do vamos ver até onde isso vai! Ele amou até o fim!
Essa palavra amou-os é agapao é o amor com o qual Deus nos ama. O compromisso não tem como base a palavra empenhada ou o esforço natural, mas o amor (Ef 4:15-16).
É o amor que irá sustentar o nosso compromisso de ir até o fim amando uns aos outros! Por que? Porque relacionamento sempre exigirá amor, isso porque o outro nunca irá responder na medida que esperamos no tempo que queremos.
É assim no casamento! Quem ama espera a resposta do outro independente do tempo! Tenha cuidado quando você deseja do outro uma resposta rápida – ainda que seria bom – mas se é apenas a resposta, o alvo deixou de ser a pessoa.
O pai do filho pródigo queria o coração do filho e não apenas uma resposta rápida. Depois de uma longa espera, todo o investimento dele veio a memória do filho.
Agora, a resposta era um compromisso até o fim, por parte do filho. O amor do pai e seu compromisso de ir até o fim, o levou a colher os frutos.
Veja, o caso do irmão do filho pródigo? O pai não tinha seu coração e mesmo com a experiência do irmão pródigo ele não percebeu a intensão do pai! Preferiu seguindo a dureza do seu coração.
Mas o impressionante é que o pai continuou amando aquele filho (Lc 15:31-32)!
Quando nos comprometemos a amar o que Deus nos deu (pessoas), iremos colher a seu tempo os frutos.