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Série - O sertão que virou mar: VIDAS SECAS - Graciliano Ramos


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O sertão que virou mar

Episódio. 03

Vidas Secasé o quarto livro pulicado pelo alagoano Graciliano Ramos, em 1938. Assim como O quinze, de Rachel de Queiroz, também narra a trajetória de retirantes do sertão nordestino, que na época da seca precisam deixar sua terra natal na esperança de encontrar melhores condições de sobrevivência. Outra característica em comum é que a obra também integra a fase denominada “Romance de 30”, a segunda fase do Modernismo brasileiro.

A condição humana é mostrada de forma bastante realista em Vidas Secas, através do cotidiano da família do vaqueiro Fabiano: sua esposa, Sinhá Vitória, o Menino mais velho, o Menino mais novo e a cachorra Baleia, que é considerada parte da família.

A obra foi escrita na década de 30, período de grande turbulência política no Brasil e no mundo. Os Estados Unidos viviam uma grande crise econômica e a Europa se recuperava do fim da Primeira Guerra. O Brasil era comandado por Getúlio Vargas que, em 1937, instalou a ditadura do Estado Novo. Em Vidas Secas, Graciliano Ramos traz uma forte crítica social, direcionada ao capitalismo, ao governo, aos ricos fazendeiros e aos militares. Revela também o processo de transformação do homem em bicho e a humanização dos animais, numa visível troca de papeis, que se destaca nos sonhos e reflexões de Baleia.

O romance de Graciliano Ramos ganhou uma adaptação cinematográfica em 1963, com direção de Nelson Pereira dos Santos, considerado um dos precursores do movimento do Cinema Novo. A adaptação do livro recebeu diversos prêmios e foi indicada à Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1964.

O livro pode ser lido na íntegra e gratuitamente através do link:

https://dynamicon.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Vidas-secas-de-Graciliano-Ramos.pdf

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