No episódio 13 do SINDCAST, colocamos em debate uma pergunta pouco explorada, mas central para entender a organização da classe trabalhadora no Brasil: qual foi o papel da Igreja Católica na formação do sindicalismo e da ação coletiva?
Para essa conversa, recebemos Rodrigo Loconte, economista e analista político, que traz uma leitura contemporânea da tradição católica diante do conflito entre capital e trabalho, e Larissa Rosa Corrêa, historiadora do trabalho e professora da PUC-Rio, especialista na atuação de padres operários, Comunidades Eclesiais de Base e na relação entre Igreja e mundo do trabalho durante a Ditadura Militar.
O papo parte de uma provocação direta: a organização da classe trabalhadora não nasceu apenas da tradição marxista. Em muitos territórios, passou por dentro de igrejas, comunidades e experiências religiosas que formaram lideranças, incentivaram a participação política e enfrentaram a repressão.
Com mediação de Paulo Fontes, advogado da classe trabalhadora, o episódio tensiona a ideia de que fé é sinônimo de alienação e mostra como, em determinados contextos históricos, religião e organização coletiva caminharam juntas, nem sempre sem conflito, nem sempre sem disputa.
Neste episódio, você vai entender:
* O que foram os padres operários e como atuavam dentro das fábricas;
* Como funcionavam as Comunidades Eclesiais de Base e qual foi o papel na formação política de trabalhadores;
* Se a Igreja Católica disputou espaço com o marxismo na organização da classe trabalhadora;
* O que a experiência histórica da Igreja revela sobre o papel do sindicato hoje;
* Se o sindicalismo atual perdeu a dimensão comunitária que já teve no passado.
Assista e descubra por que a organização coletiva pode nascer em lugares inesperados, e por que entender essa história é fundamental para pensar o futuro do sindicalismo.
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