Maria sai de casa para se pôr a serviço. Ela é "cheia de Deus", e Isabel reconhece isso. Dois momentos importantíssimos de nossa vocação humana: colocar-mo-nos a serviço, pois isso nos agracia, o serviço ao outro nos enobrece; e a capacidade de reconhecer a Deus, mesmo sem os trajes em que esperamos encontrá-lo.
Isabel reconhece Deus que se fez pequeno, se faz um de nós. Deus assume e diviniza aquilo que nós evitamos: nossa fragilidade, nossa capacidade de sermos cuidados.
Em sua Encarnação, todos somos assumidos por Ele. Aliás, a Solenidade da Assunção é isso: Maria é plenamente assumida por Deus. Antes de nossa intercessora, Maria é nosso exemplo, prova de que não é só possível, como também é necessário aproximar nossa vida do sonho de Deus.
A solenidade da Assunção de Nossa Senhora quebra a sequência de leituras da liturgia do Tempo Comum, mas não o percurso de celebração do mistério salvífico. Essa solenidade representa uma afirmação de fé alicerçada no mistério pascal: Jesus ressuscita como primícias dos que morreram, como atesta o apóstolo Paulo na segunda leitura. Por isso, o Evangelho e a primeira leitura deste domingo versam sobre o mistério de Jesus Messias. A resposta do salmo aponta para o lugar ocupado por Maria em virtude de sua resposta positiva à missão que lhe fora confiada por Deus, e por isso, com o salmista, cantamos: “À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir” (Sl 44).
Eu sou FÁBIO CHRISTIANO!, e o Santo do Dia deste domingo, 16 de agosto, dia das vocações religiosas, faz uma reflexão sobre o Evangelho da Liturgia da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, Lc 1, 39-56, baseado nos roteiros homiléticos da revista Vida Pastoral, escrito pela Ir. Rita Maria Gomes e comentário inicial de Frei Clauzemir Makximovitz, OFM, adaptado para esta versão em áudio. Aperte o play, ouça, comente (se quiser!), siga e ative as notificações para não perder nenhum episódio e compartilhe! Siga-nos também no Instagram no perfil @podcastsantododia.