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Vivemos a era da psique e do pixel: hiperconectados, mas profundamente sós. Nunca estivemos tão próximos em termos de dados, sinais e notificações — e, paradoxalmente, nunca tão distantes em termos de encontro. A solidão deixou de ser uma melancolia íntima para se tornar um fenômeno social, clínico e político. Milhões de bolhas de isolamento flutuam nesse oceano digital, enquanto o sujeito contemporâneo tenta sustentar um ideal de ego virtual que o afasta de si mesmo.
A psicanálise nos ajuda a entender esse impasse. O eu não nasce sozinho: ele se constitui no olhar do outro, na presença, no reconhecimento. Quando o contato visual, o toque e a escuta são substituídos pelo scroll infinito, o corpo paga o preço. Aumentam a ansiedade, o cansaço, as patologias do vazio. Somos amados pelo que parecemos ser — enquanto aquilo que realmente somos permanece invisível, não visto, não escutado.
Este vídeo é um convite à interrupção dessa queda livre. Um chamado à presença, à palavra, ao laço possível entre corpos reais. Apresento aqui o projeto Não Estou Só, uma iniciativa gratuita do ILPC para criar encontros sem filtros, sem celular, com escuta e convivência. Talvez a cura não esteja em ter mais pessoas ao redor, mas em poder ser verdadeiramente você diante de alguém.
By ILPC PsicanáliseVivemos a era da psique e do pixel: hiperconectados, mas profundamente sós. Nunca estivemos tão próximos em termos de dados, sinais e notificações — e, paradoxalmente, nunca tão distantes em termos de encontro. A solidão deixou de ser uma melancolia íntima para se tornar um fenômeno social, clínico e político. Milhões de bolhas de isolamento flutuam nesse oceano digital, enquanto o sujeito contemporâneo tenta sustentar um ideal de ego virtual que o afasta de si mesmo.
A psicanálise nos ajuda a entender esse impasse. O eu não nasce sozinho: ele se constitui no olhar do outro, na presença, no reconhecimento. Quando o contato visual, o toque e a escuta são substituídos pelo scroll infinito, o corpo paga o preço. Aumentam a ansiedade, o cansaço, as patologias do vazio. Somos amados pelo que parecemos ser — enquanto aquilo que realmente somos permanece invisível, não visto, não escutado.
Este vídeo é um convite à interrupção dessa queda livre. Um chamado à presença, à palavra, ao laço possível entre corpos reais. Apresento aqui o projeto Não Estou Só, uma iniciativa gratuita do ILPC para criar encontros sem filtros, sem celular, com escuta e convivência. Talvez a cura não esteja em ter mais pessoas ao redor, mas em poder ser verdadeiramente você diante de alguém.