Aquele em que eles debatem, contando com a companhia ilustre do historiador Moa, a questão do racismo no Brasil. A partir do questionamento de Moisés sobre as diferenças entre o racismo no Brasil e nos EUA, Moa utilizou teóricos como Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre para definir o que denominou de um “racismo sonso”, baseado em pretensas relações de intimidade, que passam pelo diminutivo, lembrado pelo Malavolta como característica lusitana. No fim das contas, a professora era chamada de “professorinha” pelo coronel, menos capaz que ela intelectualmente, para que fossem mantidas as mínimas relações de hierarquia. Malavolta, juntamente com Osvaldo e Moa, lembraram de como a Indústria Cultural manteve o negro em certos locais bem delimitados, longe, é claro, dos espaços decisórios. Aliás, Moa lembrou em algum momento como nos próprios movimentos de esquerda é difícil às vezes encontrar os negros em posições de evidência. Provocado pelo Moisés, um Cássio com uma voz quase inaudível em função da rouquidão apresentou o conceito de “colonialidade”, de Boaventura de Sousa Santos, presente na obra Epistemologias do Sul, fazendo uma vinculação direta entre o sucesso do sistema capitalista e o racismo e o sexismo. Assuntos como jazz, futebol e esportes se alternaram nesse bate papo entre os quatro odiados e esse monstro da História. Malavolta voltou ao velho Machado de Assis, nas “Memórias póstumas de Brás Cubas”, para tentar desvendar a natureza dessa mentalidade escravagista presente nas nossas elites. Quer saber detalhadamente como essa conversa, com pitadas de descontração, se desenrolou? Aperte o play e se enforque na corda da liberdade!
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Bruno é poeta e doutorando em Estudos Literários pela Unesp.
Cássio é graduado em Filosofia e doutor em História pela UFU.
Moisés é iniciado em roadie, direito, gastronomia e graduado em Ciências Sociais pela UFU.
Osvaldo cursou direito e é graduado em Ciências Sociais pela UFU.
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Edição de Arte e Podcast por Vinicius Campelo /
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