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Tentei reimaginar o programa num formato um pouco mais longo e com mais detalhes. É um teste que pode ou não permanecer nesse formato. Aos antigos ouvintes peço que deem sua opinião e aos novos, aproveitem =)
Amor, então
Um dos maiores poetas da sua geração, Paulo Leminski é curitibano (ou não? A Biografia dele deixa uma dúvida sobre o real local de nascimento) e representante da geração mimeografo, movimento contracultura que, no contexto da ditadura ASSASSINA que vivemos no nosso país, levou pensadores e intelectuais a buscarem métodos alternativos para publicação e divulgação do conteúdo produzido.
Amar você é coisa de minutos
Paulo Leminski
Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
O Poeta modernista, nascido em Alegrete, RS, considerado um dos maiores poetas do séc. XX. Nunca foi aceito na ABL, mesmo tentando 3 vezes e por conta dessas 3 negativas, ele escreveu um poema que é MUUUUUITO repetida por muita gente, o Poeminha do Contra, aquele que diz:
“Todos esses que aí estão
Agora vc sabe a origem do Poeminha do Contra
“Amar é mudar a alma de casa”,
Amar é ter alegria que extravasa,
Amar, é aquilo que embasa,
Mário Quintana
O chão é cama para o amor urgente,
E para repousar do amor, vamos à cama.
O Mineiro de Itabira, 107 Km de Belo Horizonte, “Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro…” é um representante da segunda geração do modernismo, mas qualquer um que leia um pouquinho a obra dele, percebe que a sua ele fala de um espectro muito mais amplo. E obvio que terá muito mais texto. Vc pode nunca ter lido uma poesia deste homem, mas com certeza já ouviu “E agora José?”, ou “Tinha uma pedra do meio do caminho”
Amar
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
Amar solenemente as palmas do deserto,
Este o nosso destino: amor sem conta,
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
Carlos Drummond de Andrade
Eu não sei senão amar-te,
Fernando Pessoa que é, um homem que poderia se apresentar como Legião, pq indiscutivelmente, ele é (não FOI, é, pq quem escreve está vivo enquanto é lido) tantos que precisou dividir sua alma em muitos a fim de, categorizar e organizar seus textos e sentimentos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares são apenas algumas das vozes que ele escreveu para se tornar um dos maiores de todos os tempos
Todas as cartas de amor são
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
As cartas de amor, se há amor,
Mas, afinal,
Quem me dera no tempo em que escrevia
A verdade é que hoje
(Todas as palavras esdrúxulas,
Fernando Pessoa
Arte de Amar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
Manuel Bandeira
O Amigo do rei de Pasargada, Nascido no Recife mas logo aos 10 anos foi para o Rio de Janeiro, fez parte da primeira geração dos modernistas. Versos livres, linguagem coloquial e sua obra (que além de poesias consta com contos, traduções e criticas literárias), modo geral fala do cotidiano e da melancolia. “Eu faço versos como quem chora De desalento… de desencanto…”
Poética
Estou farto do lirismo comedido
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
Dedução
Não acabarão nunca com o amor,
Vladimir Maiakovski
Nascido em 1893 em Moscou, vc já deve ter calculado que em 1917 ele estava no auge da juventude, 24 nos, mas desde os 15 ele estava vinculado aos Bolcheviques do Partido Social-Democrático Operário Russo. Um nome incontornável e considerado o MAIOR POETA DO FUTURISMO, é um movimento artístico e literário que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista
Amor
Um dia, quem sabe, ela, que também gostava de bichos,
Para viver livre dos nichos das casas.
a mãe, pelo menos a Terra.
Meu Destino
Nas palmas de tuas mãos
Cora Coralina
A Dona Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, doceira, publicou seus primeiros textos em 1965 (historicamente, ainda ontem a noitinha) sob o pseudônimo de Cora Coralina, aos 76 anos de idade, ainda que tivesse o hábito de traduzir a alma em textos desde a adolescência. Alheia e distante dos agito dos grandes centros urbanos, ela falou sobre o cotidiano do interior do Brasileiro
Todas as Vidas – Cora Coralina
Todas as Vidas
Vive dentro de mim
By Cristiano MachadoTentei reimaginar o programa num formato um pouco mais longo e com mais detalhes. É um teste que pode ou não permanecer nesse formato. Aos antigos ouvintes peço que deem sua opinião e aos novos, aproveitem =)
Amor, então
Um dos maiores poetas da sua geração, Paulo Leminski é curitibano (ou não? A Biografia dele deixa uma dúvida sobre o real local de nascimento) e representante da geração mimeografo, movimento contracultura que, no contexto da ditadura ASSASSINA que vivemos no nosso país, levou pensadores e intelectuais a buscarem métodos alternativos para publicação e divulgação do conteúdo produzido.
Amar você é coisa de minutos
Paulo Leminski
Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
O Poeta modernista, nascido em Alegrete, RS, considerado um dos maiores poetas do séc. XX. Nunca foi aceito na ABL, mesmo tentando 3 vezes e por conta dessas 3 negativas, ele escreveu um poema que é MUUUUUITO repetida por muita gente, o Poeminha do Contra, aquele que diz:
“Todos esses que aí estão
Agora vc sabe a origem do Poeminha do Contra
“Amar é mudar a alma de casa”,
Amar é ter alegria que extravasa,
Amar, é aquilo que embasa,
Mário Quintana
O chão é cama para o amor urgente,
E para repousar do amor, vamos à cama.
O Mineiro de Itabira, 107 Km de Belo Horizonte, “Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro…” é um representante da segunda geração do modernismo, mas qualquer um que leia um pouquinho a obra dele, percebe que a sua ele fala de um espectro muito mais amplo. E obvio que terá muito mais texto. Vc pode nunca ter lido uma poesia deste homem, mas com certeza já ouviu “E agora José?”, ou “Tinha uma pedra do meio do caminho”
Amar
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
Amar solenemente as palmas do deserto,
Este o nosso destino: amor sem conta,
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
Carlos Drummond de Andrade
Eu não sei senão amar-te,
Fernando Pessoa que é, um homem que poderia se apresentar como Legião, pq indiscutivelmente, ele é (não FOI, é, pq quem escreve está vivo enquanto é lido) tantos que precisou dividir sua alma em muitos a fim de, categorizar e organizar seus textos e sentimentos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares são apenas algumas das vozes que ele escreveu para se tornar um dos maiores de todos os tempos
Todas as cartas de amor são
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
As cartas de amor, se há amor,
Mas, afinal,
Quem me dera no tempo em que escrevia
A verdade é que hoje
(Todas as palavras esdrúxulas,
Fernando Pessoa
Arte de Amar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
Manuel Bandeira
O Amigo do rei de Pasargada, Nascido no Recife mas logo aos 10 anos foi para o Rio de Janeiro, fez parte da primeira geração dos modernistas. Versos livres, linguagem coloquial e sua obra (que além de poesias consta com contos, traduções e criticas literárias), modo geral fala do cotidiano e da melancolia. “Eu faço versos como quem chora De desalento… de desencanto…”
Poética
Estou farto do lirismo comedido
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
Dedução
Não acabarão nunca com o amor,
Vladimir Maiakovski
Nascido em 1893 em Moscou, vc já deve ter calculado que em 1917 ele estava no auge da juventude, 24 nos, mas desde os 15 ele estava vinculado aos Bolcheviques do Partido Social-Democrático Operário Russo. Um nome incontornável e considerado o MAIOR POETA DO FUTURISMO, é um movimento artístico e literário que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista
Amor
Um dia, quem sabe, ela, que também gostava de bichos,
Para viver livre dos nichos das casas.
a mãe, pelo menos a Terra.
Meu Destino
Nas palmas de tuas mãos
Cora Coralina
A Dona Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, doceira, publicou seus primeiros textos em 1965 (historicamente, ainda ontem a noitinha) sob o pseudônimo de Cora Coralina, aos 76 anos de idade, ainda que tivesse o hábito de traduzir a alma em textos desde a adolescência. Alheia e distante dos agito dos grandes centros urbanos, ela falou sobre o cotidiano do interior do Brasileiro
Todas as Vidas – Cora Coralina
Todas as Vidas
Vive dentro de mim