Você já se perguntou por que alguns pacientes com instabilidade de ombro nunca se sentem "confiantes", mesmo após uma cirurgia tecnicamente perfeita? Como Fisioterapeuta Forense, você avalia apenas a estrutura ou consegue enxergar a disfunção neurofisiológica por trás da lesão?
No episódio de hoje, mergulhamos no artigo científico de Tooth et al. (2026), uma revisão sistemática que sacode as bases da reabilitação e da perícia física. Os dados são claros: a instabilidade recorrente do ombro muda o cérebro.
O que você vai descobrir neste episódio:
• A Falha da Imagem: Por que alterações estruturais no cérebro são inconsistentes, mas as mudanças funcionais (conectividade) são uma marca registrada da patologia.
• A Biologia do Medo: A "apreensão" não é algo subjetivo. O estudo mostra ativação real em áreas de memória e emoção (amígdala e hipocampo) quando o paciente vê situações de risco.
• Prova Pericial Robusta: Como correlacionar escores clínicos (Rowe, WOSI) com a neuroplasticidade mal-adaptativa para fundamentar laudos contra o INSS e em ações trabalhistas.
O "Pulo do Gato" para o Perito: Aprendemos que a instabilidade é, cada vez mais, vista como uma disfunção neurofisiológica central e não apenas uma lesão local.8... Se o cérebro do trabalhador foi "reprogramado" para evitar o movimento por medo da luxação, como dizer que ele está apto para funções de risco?
Este episódio é um convite para você pensar fora da caixa. Pare de olhar apenas para o labrum e comece a analisar o sistema como um todo. A ciência de ponta é a sua melhor ferramenta de convencimento judicial.
🎧 Ouça agora e eleve o nível dos seus laudos funcionais!
Fonte: https://www.crd.york.ac.uk/PROSPERO/view/CRD42023486507