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Or


res-significando a ausência e o crescimento
a um tempo buscando resignificar o que não entendi.
o que indefinidamente não sei se perdi, se tive ou se um dia terei.
teria? tereria? tererei?
ou apenas senti.
algo certo e que o presente me eh indefinido,
mas a indefinição pode angustiar
e a angústia pode nos fazer sentir
aquilo que ja não mais deveria habitar em nós
ou ser algo a nos guiar, me guiar, me nortear.
só sei que estou. ou não estou.
ou estive. ou não deveria estar.
não apenas angústia a indefinição me causa
mas o pensamento de perde , buscando
procurando , se vinculando , ao que já não está
acredito que um dia esteve, acredito sim
mas sinto que a muito tempo já partiu
partiu daqui, partiu meu cotacao
partiu, mas antes partilhou, e por partilhar
os pedaços que não se foram
me fizerem pensar que ia voltar
talvez volte, um dia quem sabe voltes,
ou não, por perceber que de fato nunca havia partido
ou havia de partir.
mas só sei que hoje
meu peito é perda, percas, angústia, partida, e partes que se partiram, de quem me diz que não entendo, não entendi.
e cá pra mim, talvez nunca entenda, mas compreenderei tua ausência.
tu foste aquela que retornou, sem nunca partir
ou que nunca partiu, pois nunca esteve.
não me cabe cobrar, entender ou definir
mas sei que um dia saberei o que só tú poder escolher e decidir
afinal me cabe apenas aceitar que nem sempre
quase nunca na verdade,
talvez em algum momento,
quem sabe com alguem
mas com certeza sozinha
eu fui aquela que nem ganhou nem perdeu
mas cresceu.
nao. não nesse tempo verbal.
eu sou.
eu cresço
amo.
vivo.
tudo em mim. à Deus.
e quem sabe a alguém que queira estar.
consegue? aguenta?
tomei uma dose, e então decida.
21.03.26.11AM
início do áudio da rorpia leitura de seu texto de José januario @januariobook
e a segunda parte texto de @_otigaz no comentário do vídeo original.
musica da minha leitura
albatroz | the teskey brothers
what you won't do for love | EJ jones
By Marccella Belvedereres-significando a ausência e o crescimento
a um tempo buscando resignificar o que não entendi.
o que indefinidamente não sei se perdi, se tive ou se um dia terei.
teria? tereria? tererei?
ou apenas senti.
algo certo e que o presente me eh indefinido,
mas a indefinição pode angustiar
e a angústia pode nos fazer sentir
aquilo que ja não mais deveria habitar em nós
ou ser algo a nos guiar, me guiar, me nortear.
só sei que estou. ou não estou.
ou estive. ou não deveria estar.
não apenas angústia a indefinição me causa
mas o pensamento de perde , buscando
procurando , se vinculando , ao que já não está
acredito que um dia esteve, acredito sim
mas sinto que a muito tempo já partiu
partiu daqui, partiu meu cotacao
partiu, mas antes partilhou, e por partilhar
os pedaços que não se foram
me fizerem pensar que ia voltar
talvez volte, um dia quem sabe voltes,
ou não, por perceber que de fato nunca havia partido
ou havia de partir.
mas só sei que hoje
meu peito é perda, percas, angústia, partida, e partes que se partiram, de quem me diz que não entendo, não entendi.
e cá pra mim, talvez nunca entenda, mas compreenderei tua ausência.
tu foste aquela que retornou, sem nunca partir
ou que nunca partiu, pois nunca esteve.
não me cabe cobrar, entender ou definir
mas sei que um dia saberei o que só tú poder escolher e decidir
afinal me cabe apenas aceitar que nem sempre
quase nunca na verdade,
talvez em algum momento,
quem sabe com alguem
mas com certeza sozinha
eu fui aquela que nem ganhou nem perdeu
mas cresceu.
nao. não nesse tempo verbal.
eu sou.
eu cresço
amo.
vivo.
tudo em mim. à Deus.
e quem sabe a alguém que queira estar.
consegue? aguenta?
tomei uma dose, e então decida.
21.03.26.11AM
início do áudio da rorpia leitura de seu texto de José januario @januariobook
e a segunda parte texto de @_otigaz no comentário do vídeo original.
musica da minha leitura
albatroz | the teskey brothers
what you won't do for love | EJ jones