Tempo ao Tempo

Tempo ao Tempo

By Rui TavaresHistory
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Tempo ao Tempo episodes

  • A filha de Descartes, o pato mecânico e o homem-máquina

    Esta semana em Tempo ao Tempo, Rui Tavares continua a procurar no passado a relação entre homem e máquina, desta vez indo até Decartes e Jacques de Vaucanson, inventor do “Pato-Mecânico” e perguntamos o que nos separa das máquinas — e se essa fronteira ainda existe.

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    17 min
  • 1709: O grande Inverno em que Aladino chegou à Europa

    O cenário é o grande inverno de 1709, um dos mais rigorosos de que há memória na Europa. É nesse contexto que Hanna Diyab, um viajante sírio de Alepo, conta a Antoine Galland histórias que viriam a transformar para sempre o imaginário ocidental. Entre elas estão Aladino e Ali Babá, personagens hoje inseparáveis das Mil e Uma Noites.

    Ao mesmo tempo, nascem duas figuras que marcariam a história dos autómatos e da ideia do corpo como máquina. Literatura, ciência, magia, religião e tecnologia começam a entrelaçar-se de forma inesperada.

    Um episódio sobre encontros improváveis, histórias viajantes, apropriações literárias e um ano extraordinário em que diferentes formas de inteligência não humana começam a ocupar um lugar novo no imaginário europeu.

    Entre o génio das “Mil e Uma Noites” e os primeiros sonhos de criar máquinas capazes de imitar a vida, desenha-se uma encruzilhada que continua a interpelar-nos.

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    21 min
  • E se as pedras estiverem vivas? O mundo das inteligências não-humanas na antiguidade

    Quando o antropólogo Irving Hallowell perguntou a um ancião Ojibwa se todas as pedras estavam vivas, recebeu uma resposta inesperada: “Não. Algumas estão”

    A partir dessa ideia, percorremos diferentes formas de compreender o mundo e as entidades que o habitam. Dos daimones de Sócrates e das categorias propostas por Apuleio aos djinns da tradição islâmica e às cosmologias estudadas pelo antropólogo Philippe Descola, encontramos maneiras muito diversas de pensar a relação entre humanos e não humanos.

    Animismo, totemismo, analogismo e naturalismo ajudam-nos a perceber que aquilo que hoje entendemos como evidente nem sempre o foi. Durante grande parte da história, as fronteiras entre pessoas, animais, plantas, espíritos e coisas desenhavam-se de forma muito diferente.

    E chegamos inevitavelmente ao presente: quando falamos com uma inteligência artificial, quem responde do outro lado?

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    26 min
  • Inteligência Artificial na antiguidade? Quando os oráculos eram os algoritmos do passado

    Memória, imaginação e coragem são os três desejos que guiam Rui Tavares numa viagem em busca de instrumentos para pensar o presente e enfrentar o futuro. Este episódio assinala o início de um novo projeto de escrita, um livro em construção que cruza mitologia, história, religião e tecnologia para refletir sobre os desafios colocados pela inteligência artificial.

    Partindo de um mosaico da Antiguidade e das histórias de oráculos, génios, lares, musas e outras entidades que habitavam o imaginário greco-romano, o episódio recupera a longa experiência da humanidade na relação com inteligências consideradas diferentes da sua. Durante milénios, os seres humanos acreditaram viver rodeados por vozes, espíritos e vontades não humanas, e aprenderam a interpretar, temer ou negociar com elas.

    A inteligência artificial é realmente uma novidade? Rui Tavares propõe uma perspetiva inesperada: para compreender as inteligências não humanas que hoje emergem à nossa volta, talvez seja útil olhar para um passado em que elas já pareciam estar por toda a parte.

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    23 min
  • Quem foram os professores que inspiraram a carreira de Rui Tavares? Uma história sobre o caminho académico do historiador

    Neste episódio, Rui Tavares recupera o seu passado de aluno e recorda aqueles professores que marcaram a trajetória da sua formação como historiador, desde a escola primária à universidade, passando pelos anos de formação em França. São histórias de vocação, aprendizagem, amizade e gratidão, contadas num registo pessoal e próximo, como uma conversa entre antigos colegas de escola.

    No centro destas memórias está António Manuel Hespanha, professor admirado por várias gerações e mestre de alunos que seguiram caminhos muito diferentes. Através das suas aulas, das suas ideias e do seu exemplo, o episódio reflete sobre aquilo que um grande professor pode deixar para lá dos programas, dos exames e das notas.

    Uma homenagem a todos os professores que continuam a acompanhar-nos muito depois da última aula. Porque, de certa forma, nunca deixamos totalmente de ser alunos daqueles que nos marcaram.

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    38 min
  • Guerras Culturais: A invenção da imprensa ajudou à disseminação das ideias (e à censura) no século XVI

    No episódio anterior, Rui Tavares mostrou como as guerras culturais se ancoram no confronto entre identidades, valores e narrativas, e como a invenção da imprensa revolucionou a forma de contar, difundir e disputar ideias.

    Neste episódio, a história continua a partir das indulgências e da Reforma Protestante, um dos primeiros grandes exemplos de uma divisão cultural amplificada por uma revolução tecnológica. À medida que a imprensa acelerava a circulação de textos, imagens e polémicas, cresciam também a polarização, a censura e a propaganda.

    A ansiedade perante a sobrecarga informativa, que hoje associamos às redes sociais e ao mundo digital, acompanhou também os primeiros séculos da imprensa: nos séculos XVI, XVII e XVIII, muitos acreditavam que existia informação a mais, livros a mais, e que ninguém conseguia acompanhar tudo o que era publicado.

    Entre Lutero, Erasmo, a Bíblia Poliglota e os primeiros fenómenos de comunicação de massas, este episódio aprofunda a relação entre guerras culturais e tecnologia, mostrando como as revoluções da comunicação não mudam apenas a forma de transmitir ideias. Mudam também a forma como pensamos, escolhemos lados e imaginamos o mundo.

    Lista de obras musicais utilizadas neste episódio:

    Debussy - Petite Suite Menuet
    Vivaldi ‌- Gnossiene No.1 (Satie), Laurent Dury
    Lee John Gretton - Knowing Half the Future
    Giovanni Paolo Picchi - Canzon Quinta
    Georges Delerue - Gaillarde et air
    Steven Johh Carter - The Passing of Time
    Georges Delerue - Lamento

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    29 min
  • Entre Gutenberg e o Burkini: Onde crescem as guerras culturais?

    A cultura é um terreno de disputas constantes e as guerras culturais surgem quando valores, identidades e narrativas entram em conflito e despertam emoções intensas. Muitas vezes, não são os acontecimentos em si que dividem as pessoas, mas a forma como são contados, interpretados e partilhados. Da imprensa do século XV às redes sociais de hoje, as histórias continuam a moldar opiniões, criar pertenças e alimentar divisões.

    A partir da história da invenção da imprensa, Rui Tavares mostra como as ideias ganham vida própria quando passam de pessoa para pessoa, de livro para rumor, de facto para mito. E é precisamente essa viagem entre passado e presente que torna este episódio tão atual e relevante. 

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    26 min
  • Como surgiram os conceitos de esquerda e direita na política? Uma viagem até Versalhes e à revolução francesa

    Afinal, de onde vêm os termos esquerda e direita? A resposta é mais simples do que muitos imaginam. Nascidos durante a Revolução Francesa, esquerda e direita surgiram a partir de um detalhe quase corriqueiro: o lugar escolhido pelos deputados numa sala de debates. Mas aquilo que parecia ser apenas uma questão de lugares acabou por refletir diferenças profundas sobre o poder, os direitos e o futuro da sociedade.

    Neste episódio, viajamos até 1789 para descobrir como uma circunstância aparentemente banal deu origem a duas das palavras mais influentes da política moderna. Uma história surpreendente que mostra como pequenos acontecimentos podem deixar uma marca duradoura na forma como entendemos e discutimos a política ainda hoje.

    Lista de músicas usadas no episódio:

    Antonio Vianello - “I’ll Wait For You”
    Roman Andor - “Brilliant Mind”
    Mozart - “Sinfonia Concertante”
    Daniel Pemberton - “Civil Uprising
    Mozart - “Variations on ‘Ein Madchen oder Weibchen’”

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    14 min

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Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. 

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