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As interações no Tinder subiram durante a quarentena. Em 29 de março, houve uma marca histórica de 3 bilhões de swipes (nome que se dá ao ato de passar para a próxima foto do “catálogo” em busca de um parceiro que dê match). O número de conversas iniciadas pelo app aumentou 16%, e a duração dessas conversas, 25%. É evidente que a troca de mensagens picantes (sexting), o envio de nudes e até as chamadas de vídeo +18 são parte importante dessa estatística. Mas a realidade é que muito gente está procurando parceiros para outra coisa: conversar.
A quarentena gerou uma onda inédita de carência física e sentimental, e ergueu um Muro de Berlim entre duas facções do amor. De um lado, há os que moram com seus parceiros – e já estão cansados de passar o dia com eles, sem ver outros rostos. Do outro, há os que estão sozinhos – e sem nenhuma perspectiva de aliviar o tesão no horizonte. O isolamento social se tornou, acima de tudo, um teste de abstinência. Conversamos com o psiquiatra Alexandre Valverde sobre essa maratona da seca, e você pode ouvir o papo dando play ali em cima. Boa sorte aos isolados.
Houve um aumento de 20% nos pedidos de socorro dentro de casa à Polícia Militar, no Estado de São Paulo. Isso inclui agressões a vulneráveis, incluindo mulheres, crianças e idosos.
Não se trata de um fenômeno local. Itália, Espanha, Portugal e França viram aumento nas denúncias, em média 30%. Na Rússia, as denúncias de violência doméstica mais do que dobraram. Na China, uma organização de direitos da mulher registrou três vezes mais denúncias no período e a tendência é essa em outros lugares de mundo também.
As taxas de feminicídio também aumentaram. Só em São Paulo, houve um aumento de 68%. No Mato Grosso, de 400%.
Esses números deixam claro o tamanho do problema. O simples fato de passar mais tempo dentro de casa com um potencial agressor aumenta drasticamente um perigo que já existia. Esse é o tema do episódio número 9 do Terapia, o podcast da SUPER sobre a mente humana, e suas armadilhas.
Estudos realizados em vários países já começaram a revelar mais um efeito da pandemia de SARS-CoV-2: o impacto sobre a saúde mental das pessoas e da sociedade como um todo. E motivos para isso não faltam. Todo mundo tem que ficar em casa, sem saber direito até quando, sendo bombardeado por notícias terríveis (e previsões piores ainda).
Quem é autônomo está sem trabalho. Quem tem comércio não tem mais previsão de faturamento, nem de como pagar os funcionários. E as contas continuam chegando. Como manter o equilíbrio psicológico durante o período de isolamento social? O que os estudos já realizados sobre situações de confinamento podem ensinar sobre o que vem por aí? Descubra agora, nesta conversa com o médico psiquiatra Alexandre Valverde.
Artigos científicos citados no podcast:
Campanha de crowdfunding do psiquiatra Alexandre Valverde:
Cenas de pessoas usando máscaras cirúrgicas, imagens de desabastecimento em supermercados e números de mortes atualizados a cada minuto produziram uma onda de medo – que pode evoluir para pânico. Mas por que é assim, sendo que o número de casos no Brasil ainda é relativamente pequeno, e a Covid-19 apresenta baixa taxa de mortalidade para adultos saudáveis?
Por que o medo é capaz de se realimentar, e por que a mente humana é tão sensível a ele? Como funciona o ciclo de propagação e amplificação do medo? Ele pode ser interrompido? Descubra as respostas nesta conversa com o médico psiquiatra Alexandre Valverde.
A gente nunca dormiu tão mal – nem tão pouco. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto do Sono de São Paulo, os brasileiros estão dormindo 1h30 a menos, em média, do que na década de 1990: são só 6h30 por noite, em média. Mais de 70 milhões de brasileiros têm algum grau de insônia – muitos dormem só 4 horas por noite.
Por essas, as vendas de remédios pra dormir explodiram nos últimos anos. Só um deles, o zolpidem, cresceu 560% na última década – e hoje vende mais de 11 milhões de caixas por ano no Brasil. Mas o que pode estar causando essa epidemia de insônia? É seguro tomar remédios para dormir? Qual é a relação entre doenças mentais, como ansiedade e depressão, e a dificuldade para pegar no sono? E o que você pode fazer para dormir melhor? Descubra as respostas nesta conversa com o psiquiatra Alexandre Valverde.
As estatísticas variam, mas boa parte dos estudos acadêmicos dizem que pelo menos uma em cada cem pessoas é psicopata. É mais gente do que parece. Só no Brasil seriam 2 milhões de pessoas – se você contar só a população adulta, entre 20 e 60 anos, já dá um milhão.
Ou seja: é bastante provável que você já tenha convivido com algum psicopata clínico – ou, pior, que tenha uma relação próxima com um deles agora mesmo. Mas como reconhecer os psicopatas, e o que fazer na presença de um? Entenda melhor a questão, e saiba o que fazer, nesta conversa com o médico psiquiatra Alexandre Valverde.
“A pior parte de ter uma doença mental é que as pessoas esperam que você se comporte como se não tivesse”. É o que diz o personagem Coringa, vivido no cinema por Joaquim Phoenix, e define bem o tema deste podcast: a psicofobia. Existe um tabu bem óbvio em relação às doenças mentais, que não existe com as outras – ninguém tem vergonha de dizer que foi ao ortopedista ou ao endócrino, por exemplo, mas ir a um psiquiatra ou fazer terapia ainda é visto por muita gente como coisa de maluco.
Mas por que? Para entender, convidamos o psiquiatra Alexandre Valverde e o ilustrador Guilherme Craveiro, que sofre de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e conta sua história pessoal envolvendo a psicofobia – e como sua vida mudou quando ele a superou.
No segundo episódio do Terapia, o podcast mensal da SUPER sobre saúde mental, discutimos o sempre polêmico (e bastante complexo) Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, conhecido como TDAH.
Participam da conversa a psiquiatra da infância e adolescência Ana Cláudia Lacerda de Melo e o jornalista científico Rodrigo Rezende, colaborador da SUPER e diagnosticado com TDAH. O médico psiquiatra Alexandre Valverde retorna para mediar o debate junto com Alexandre Versignassi, diretor de redação da SUPER.
Neste episódio, você vai entender:
-As raízes do TDAH no cérebro;
Não é mimimi. Trabalhar além dos limites é um passaporte para o colapso – da mente e do corpo. Entenda o que causa a síndrome do esgotamento, veja se ela pode estar presente na sua vida, e saiba como evitá-la.
Neste episódio, que estreia o podcast Terapia da SUPER, os editores Alexandre Versignassi e Bruno Garattoni conversam com o psiquiatra e mestre em filosofia contemporânea Alexandre Valverde.
Durante o programa, você vai entender:
– De onde vem o termo burnout;
E o mais importante:
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