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Trindade e necessidade: um argumento trinitário da necessidade e da contingência


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Trindade e necessidade: um argumento trinitário da necessidade e da contingência. Adaptado de William Hasker e Richard Swimburne.


1. Deus é o ser metafisicamente necessário.

2. Deus também é o ser maximamente grande (possui todas as perfeições possíveis em todos os mundos possíveis).

3. Deus é amor (Deus exemplifica a perfeição do amor em grau máximo).

4. Se Deus é amor, ele o é eterna e necessariamente (de 1 e 3).

5. Só existe amor onde existe mais de uma pessoa.

6. Logo, há eterna e necessariamente mais de uma pessoa no ser de Deus (de 4 e 5).

7. O amor mútuo de duas pessoas é grandemente intensificado pela partilha do amor por uma terceira pessoa (Ricardo de São Vítor).

8. Assim, a presença de três pessoas em Deus exemplifica um estado de coisas mais excelente do que a de apenas duas.

9. Logo, como Deus é necessário, é maximamente grande e é amor, Ele subsiste em, pelo menos, três pessoas (de 6 a 8).

10. Mundos possíveis com mais pessoas divinas seriam melhores do que mundo possíveis com menos pessoas divinas.

11. Isso leva a uma série infinita de mundos cada vez melhores.

12. Como a série não tem fim, não existe mundo que seja, no geral, melhor. 13. Uma pessoa boa poderia escolher qualquer mundo possível.

14. Assim, a existência de qualquer pessoa divina acima da quarta (inclusive) é contingente, pois a atualização de qualquer mundo possível com este estado de coisas é facultativa.

15. Mas, como Deus é necessário, não podem existir pessoas divinas em número superior a três (de 1 e 9 a 13).

16. Logo, como Deus é o ser metafisicamente necessário, é maximamente grande, e é amor, então ele subsiste eterna e necessariamente em três pessoas (de 1, 2, 3 e 14).


Adicionalmente, segundo Swinburne, a geração eterna do Filho e a processão eterna do Espírito são exigências da distinção essencial entre as pessoas da Trindade.

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