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parece meio fora de lugar falar de qualquer coisa que não seja as eleições ou o futuro do Brasil, mas tô tentando. acho que todo mundo precisa de um respiro (inclusive eu)—daí veio o episódio dessa semana; um questionamento leve frente à iminência do fim do mundo.
link da newsletter!
lidos e assistidos da semana:
- A Tormenta de Espadas (2000), livro (lendo!)
- Piaf (2026), peça
peço que entendam o que significa ser otimista pra mim. acho que basicamente o que eu disse foi que tá todo mundo sofrendo e, por isso, temos que encontrar espaços em comum. vê aí o que você acha.
referência e mencionados:
- o artigo falando sobre os espaços vazios nas histórias pós-apocalípticas
- The Road, Cormac McCarthy
- The Last of Us pt. II
lidos e assistidos da semana:
- A Hipótese do Amor (2026), filme
- A Fúria dos Reis (1998), livro
- The Last of Us pt. II (2020), jogo
eu poderia falar extensamente sobre o episódio, mas acho que ele fala por si. espero não deprimir muito vocês, não era essa a intenção.
uma geminiana e uma pisciana sentam pra conversar e tentam seguir um roteiro—e falham. quer dizer, mais ou menos. falamos sobre criação de conteúdo, relações à distância e a Vic criticou minha vida amorosa; é quase como ler as nossas conversas de WhatsApp.
a tradução da citação que a Vic leu no final do episódio (pra quem não for assistir ao vídeo): "eu estava ao mesmo tempo dentro e fora, simultaneamente encantado e repelido pela inesgotável variedade da vida."
mencionados:
- O Caminho do Artista, Julia Cameron
- O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald
redes da Vic:
- youtube
usei o gemini notebook pela primeira vez e me deparei com a possibilidade do fim do mundo (e do pensamento crítico).
esse não é um episódio sobre the last of us, mas é um episódio no qual eu penso sobre como the last of us me faz pensar sobre o que é importante na vida. tô meio monotemática com essa coisa de sentido da vida—é que tem sido um tópico constante na minha terapia e nas minhas rodas de conversa.
um texto de uma peça que eu fiz dizia: "eu não sei o que eu vou ser quando eu crescer, mas eu já cresci. e agora?" e esse episódio é basicamente isso.
eu não sei vocês, mas eu acho que o meu uso do celular já deixou de ser saudável tem um tempo. tô meio chovendo no molhado mas espero que ajude a refletir (autocrítica).
referências:
- o dilema das redes (netflix)
- inside (netflix); e a cena específica que eu menciono
- a sociedade do espetáculo (guy debord)
- vídeo da marcia tiburi
meio rindo e meio melancólica (não tinha como ser diferente), encontrei dois diários de 2006, 2007 e 2008. achei que valia vir compartilhar com vocês. espero que faça com que vocês se olhem com carinho—foi assim pra mim.
assim como muitas pessoas, assisti a odisseia semana passada, e quis dar meu pitaco também. tentei não dar spoilers, então dá pra ouvir mesmo se você ainda não assistiu—mas é mais legal se você tiver assistido.
errata! shakespeare viveu no final do século XVI e início do XVII. falei errado no episódio porque esse negócio de século ainda me confunde, perdão.
referências:
- entrevista com a emily wilson
- a epopeia odisseia de homero como instrumento formativo: concepções sobre os princípios do herói grego
- homero e a tradição oral
- odysseus and the genus "hero"
- the ancient reception of homer
mencionados (na ordem em que aparecem):
- Jogos Vorazes, Suzanne Collins
- Quarta Asa, Rebecca Yarros
- 1984, George Orwell
- Romeu e Julieta, William Shakespeare
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