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Guilherme Trindade com David Francisco, Fábio Vieira Fernandes e Rita Miranda
Faz-me alguma confusão ir ao cinema, olhar para o género de um filme e ver lá “animação”. Não sei quando foi que o percebi, mas para mim animação não é um género, como a comédia ou a ficção científica. Sim, eu percebo que estas denotações servem para ajudar a que a maior parte das pessoas escolham que filme querem ver. E, se pensarmos nisso, a grande maioria das longas-metragens de animação que nos aparecem são de facto “filmes para crianças”, que é o que eles querem dizer quando dizem “animação”. Mas isso é dizer que «Panda do Kung Fu» tem o mesmo público-alvo que «Princesa Mononoke» ou «Akira». Que tal «Watership Down»? Ou «Persépolis»? Ou até o filme do «South Park»? Não são filmes pensados para crianças, embora utilizem um suporte tradicionalmente associado às histórias a elas contadas. A animação sofre de um preconceito que tem limitado o seu potencial enquanto meio de contar histórias. Felizmente, um pouco por todo o lado as pessoas têm conseguido ultrapassar essas restrições auto-impostas e utilizado o rico potencial da animação para contar histórias.
By ESCS FMGuilherme Trindade com David Francisco, Fábio Vieira Fernandes e Rita Miranda
Faz-me alguma confusão ir ao cinema, olhar para o género de um filme e ver lá “animação”. Não sei quando foi que o percebi, mas para mim animação não é um género, como a comédia ou a ficção científica. Sim, eu percebo que estas denotações servem para ajudar a que a maior parte das pessoas escolham que filme querem ver. E, se pensarmos nisso, a grande maioria das longas-metragens de animação que nos aparecem são de facto “filmes para crianças”, que é o que eles querem dizer quando dizem “animação”. Mas isso é dizer que «Panda do Kung Fu» tem o mesmo público-alvo que «Princesa Mononoke» ou «Akira». Que tal «Watership Down»? Ou «Persépolis»? Ou até o filme do «South Park»? Não são filmes pensados para crianças, embora utilizem um suporte tradicionalmente associado às histórias a elas contadas. A animação sofre de um preconceito que tem limitado o seu potencial enquanto meio de contar histórias. Felizmente, um pouco por todo o lado as pessoas têm conseguido ultrapassar essas restrições auto-impostas e utilizado o rico potencial da animação para contar histórias.