.

.

By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
Download on the App Store

. episodes

  • Cafezinho 311 – As bactérias
    Podcast é o nome de um processo de distribuição de arquivos. Você tem de subir o arquivo para uma plataforma que gerará um endereço, o tal feed, que precisa ser informado aos agregadores, como o iTunes, Spotify, Google Podcasts e centenas de outros. São eles que enviarão os episódios para os assinantes. É prático, mas nem sempre simples. Há algum tempo, grandes plataformas globais estão se consolidando como distribuidoras de podcasts. Semanas atrás optamos por transferir todo nosso arquivo de quase 1400 episódios do Café Brasil, Cafezinho e LíderCast para a plataforma Omny Studio, que chegou ao Brasil pela Audio.ad, a primeira empresa de soluções de publicidade em áudio digital da América Latina. Na Omny Studio já estão algumas das principais organizações que produzem podcasts no mundo, como a Bell Media, CRP Radios, Grupo Bluradio, Cumulus Media, Stitcher e, aqui no Brasil, a CBN, CNN, Estadão, Jovem Pan e Grupo Globo. E estreamos no ranking da América Latina em 14º lugar, à frente de dezenas de programas gerados por grandes grupos de comunicação. E ainda vamos subir nesse ranking. Há algum tempo eu criei uma metáfora para explicar o que vem acontecendo com a  revolução da mídia: os grandes dinossauros, os brontossauros das mídias, como Rede Globo, Estadão, Folha e outros grupos, estão sendo dizimados pelos velociraptors, como Facebook, Twitter, Instagram, que são mais ágeis, espertos e adaptados ao meio ambiente. Estão dominando o jogo e crescendo. Como seus antecessores, vão ficar lentos, consumir muitos recursos para gerar pouca energia, vão ocupar muito espaço. É aí que aparecem as bactérias. Minúsculas, que precisam de pouco alimento, são ultra ágeis e se adaptam a quase qualquer ambiente. E se reproduzem numa velocidade impressionante. As bactérias vão dizimar os velociraptores. Eu sou uma bactéria. Me aguarde.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutubeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • Café Brasil 732 - Os quatro principios da objetividade
    Que tempo de medos, não? Mas será um medo objetivo? Aliás, você já reparou quantas vezes durante uma discussão alguém diz “seja mais objetivo”ou “essa opinião é subjetiva”? Quando falam de objetividade e subjetividade as pessoas estão tentando diferenciar entre os que olham o mundo focando nos fatos e números relevantes, e os que deixam que a relatividade e a intuição os influenciem. E isso impacta no medo que você vive. Vamos nessa hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    34 min
  • Cafezinho 310 - O chaveiro
    Dan Ariely é professor de psicologia e Economia Comportamental na Duke University, nos Estados Unidos. Em seu livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, conta uma história que ilustra muito bem nossos esforços equivocados para diminuir a desonestidade. Um dia, Pedro, um de seus alunos, ficou trancado para fora de casa. Então percorreu as redondezas para encontrar um chaveiro. Ele precisou de algum tempo para encontrar um que tivesse autorização municipal para destrancar portas. O chaveiro finalmente estacionou o caminhão e, em cerca de um minuto, destrancou a fechadura. Pedro ficou impressionado com a rapidez e facilidade com que essa pessoa conseguiu abrir a porta. Em resposta à sua surpresa, o chaveiro disse: “Um por cento das pessoas sempre será honesto e nunca roubará”. “Outro um por cento sempre será desonesto e tentará arrombar a fechadura e roubar a televisão.” O restantes 98% serão honestos desde que as condições sejam favoráveis. Mas se as tentações forem suficientemente grandes, também serão desonestos. As fechaduras não o protegerão dos ladrões, que conseguem entrar em sua casa se realmente quiserem. Elas só vão protegê-lo da maioria honesta que poderia ficar tentada a entrar na sua casa se não houvesse a fechadura. Após refletir sobre essas observações, eu saí pensando que provavelmente o chaveiro estava certo, cara. Não se trata de que 98% das pessoas sejam imorais ou que vão trapacear toda vez que a oportunidade surgir. Se trata de que muitos de nós precisamos de lembretes para nos mantermos no caminho certo. É por isso que seu pai, sua mãe, seus avós, são tão chatos...See omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • Cafezinho 309 - O surfista
    Encontrei um texto de 2016 que me parece mais atual do que nunca, especialmente se você aplicar a ideia às discussões políticas que infernizam nossas vidas atualmente. Olha só. Lembre-se, hein, o ano era 2016: Outro dia chamei um Uber e me surpreendi quando chegou um carro preto com placas vermelhas. Perguntei ao motorista, o Vagner, o que era aquilo e ele me disse: – Eu sou Uber, sou Táxi Comum, sou 99, sou Easy Taxi, sou qualquer sistema de transporte que o senhor conhece. Tudo regularizado, com as licenças necessárias. Trabalho com qualquer um. E eu perguntei: – Ué, mas você tem taxímetro? E ele: – Tenho e uso conforme o chamado que eu atendo. Comigo não tem tempo quente. De novo eu: – Pô, mas você gastou dinheiro pra ter tudo isso, não foi? E ele: – É. Mas eu acredito que vou compensar com o volume de trabalho que eu consigo. Posso pegar até cliente na rua. E não corro risco de ser atacado pelos que não querem o Uber, afinal, eu sou um taxista regularizado. Confesso que eu não entendi muito bem, não sei se um carro preto com placas vermelhas pode ter taxímetro, mas uma coisa ficou na minha mente desde aquele dia: no meio do tiroteio o Vagner fez uma escolha, em vez de optar por um lado ou outro, abraçou aquilo que todos os lados têm de melhor. Em vez de nadar contra a onda, o Vagner está surfando nela. Isso é que é ser disruptivo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    2 min
  • Café Brasil 731 - O Principio de Pareto
    O Princípio de Pareto demonstra que na maioria das vezes, as coisas da natureza ou feitas pelo homem são distribuídas na proporção de 80/20. Não é ciência, ciência, ciência, mas observação prática do cotidiano. E se você prestar um pouco de atenção, pode tirar muito proveito.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    30 min
  • Cafezinho 308 – O Crachá do Bozó
    “Difícil é lidar com donos da verdade. Não há dúvida de que todos nós nos apoiamos em algumas certezas e temos opinião formada sobre determinados assuntos. Isso é inevitável e necessário. Se somos, como creio que somos, seres culturais, vivemos num mundo que construímos a partir de nossas experiências e conhecimentos. Há aqueles que não chegam a formular claramente para si o que conhecem e sabem, mas há outros que, pelo contrário, têm opiniões formadas sobre tudo ou quase tudo. Até aí nada demais. O problema é quando o cara se convence de que suas opiniões são as únicas verdadeiras e, portanto, incontestáveis. Se ele se defronta com outro imbuído da mesma certeza, arma-se um barraco. De qualquer maneira, se se trata de um indivíduo qualquer que se julga dono da verdade, a coisa não vai além de algumas discussões acaloradas, que podem até chegar a ofensas pessoais. O problema se agrava quando o dono da verdade tem lábia, carisma e se considera salvador da pátria. Dependendo das circunstâncias, ele pode empolgar milhões de pessoas. (...) As pessoas necessitam de verdades e, se surge alguém dizendo as verdades que elas querem ouvir, adotam-no como líder ou profeta e passam a pensar e agir conforme o que ele diga (...) não cansamos de nos espantar com a reação, às vezes sem limites, a que as pessoas são levadas por suas convicções. E isso me faz achar que um pouco de dúvida não faz mal a ninguém. (...) prefiro os homens tolerantes, para quem as verdades são provisórias, fruto mais do consenso que de certezas inquestionáveis.” Esse é um trecho do texto O Benefício da Dúvida, escrito pelo poeta Ferreira Gullar lá em 2006. Cai como uma luva nestes dias de donos da verdade em cada post, cada tuíte, cada matéria de jornal, não é? Não se engane, viu? Esses donos da verdade só são donos da própria ignorância. E ao bradar “ciência, ciência, ciência!”, tornam-se prestidigitadores de palavras e dados. Eles usam a pobre ciência como aquele crachá do Bozó, o inesquecível personagem de Chico Anísio, criando uma pandemia de ignorância emocional. Não se discutem fatos, mas interpretações. A verdade depende de quem diz. Tudo virou torcida. Como muitos têm lábia, carisma e se consideram salvadores da pátria, é por isso mesmo que são perigosos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • Cafezinho 307 –O Otário
    Ivan Pavlov foi um médico russo que fez um experimento interessante cerca de um século atrás. Reuniu alguns cães e começou a condicioná-los. Cada vez que chegava com comida, Pavlov tocava uma sineta, até um ponto em que, mesmo sem comida, bastava acionar a sineta para que os cães começassem a salivar. Pavlov desenvolveu a ideia dos reflexos condicionados. Todos temos reflexos condicionados, a maioria deles naturais. Diante da visão de um cachorro rosnando com os dentes à mostra, imediatamente ficamos com os músculos tensos. Estamos condicionados a preparar a fuga ou o enfrentamento diante de uma situação de perigo. [Vinheta do Plantão Globo] Olha aí, ó. Isso que você sentiu é um reflexo condicionado. Mas também podemos ser intencionalmente treinados a reagir de forma condicionada a determinados estímulos. O que aconteceu com nossa relação com as mídias foi isso então, anos de condicionamento recebendo más notícias, quebrando expectativas, vivendo desilusões nos treinaram para o que somos hoje: uma sociedade desconfiada, cética, que sempre espera o pior. Quase não há mais espaço para o deleite, para curtir uma boa nova, para acreditar que alguém está fazendo algo bom. O otimista, o que acredita, o que confia no bom, no belo, no justo, é um otário. Não acho que dá pra justificar, mas dá pra explicar. É só olhar para nossa história de traições, desilusões, cizânia e inveja. De tanto apanhar, criamos uma casca emocional grossa. Parece impossível baixar a guarda e simplesmente curtir, saborear a notícia boa e compartilhá-la para que, por exemplo, outros copiem as boas ações. Há que se buscar o sofrimento, pintar o pior cenário, dizer que aquela boa notícia não merece crédito. Como Cães de Pavlov, estamos condicionados a babar. Isso sim é que é herança maldita.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • Cafezinho 306 - Sem treta
    Esta semana fiz um post no Twitter anunciando o Podcast Café Brasil 729. Eu vou atualizar os números: 247 pessoas clicaram, 68 deram likes e 14 compartilharam. 14 compartilhamentos de 68 likes. Eu disse 14, eu não disse 14 mil. A pessoa diz que gosta, mas não compartilha. Nós, os independentes, não vivemos de curtidas, mas do engajamento real de quem nos escuta e gosta do que fazemos. Tem de se mexer, pô. Mídias sociais não andam sozinhas e eu não pretendo investir em estratégias para buscar seguidores no atacado. Não. Eu não vou pintar o cabelo nem sair fazendo treta com celebridade para obter milhares de likes e compartilhamentos. Eu passei dessa idade faz muito tempo. Se você vê valor no conteúdo deste Cafezinho, pô, meu contribua! Dê um like, comente, compartilhe. Se não, fica complicado... E isso vale para todos os criadores independentes de conteúdo, que não têm um grande portal por trás ou filas de anunciantes procurando um post de um influenciador digital. Esse povo valoriza entretenimento, e isso é o que não tem por aqui. Fique atento para suas reações. Quando se deparar com alguém dizendo alguma coisa que você achou legal, cumprimente a pessoa, curta o post, comente, compartilhe. Use sempre um imperativo que leve para a ação. É disso que se trata: empatia com quem produz o conteúdo que você curte. Se curte, algum valor tem, não é? E se quiser ir mais longe, ajudando a gente a manter a independência, torne-se um assinante do Café Brasil. Acesse confraria.cafe e faça uma assinatura, o plano mais em conta custa 12 reais por mês. Doze reais, cara, é menos que duas cervejas quentes na balada. É assim que a gente vai conseguir manter a independência e o rabo solto. Mas só se você ajudar. Curta. Comente. Compartilhe. Assine. Confraria.cafe.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutubeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • Cafezinho 305 - Rabo e Perna 2
    Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de perna, hein? Quatro. Chamar o rabo de perna não faz do rabo uma perna. Essa frase é atribuída a Abraham Lincoln e eu a usei na abertura do Cafezinho 147, quando falei da realidade fantasma, a realidade desejada e a realidade em si. Diante das fontes não confiáveis de informações, apelamos para a realidade desejada, criando em nossas mentes o mundo que queremos, e vivendo nele como se fosse real. É aí que somos enganados, ludibriados, traídos, pela recusa de ver a realidade cruel. Até que aparece alguém que cospe a realidade na nossa cara. A primeira coisa é entender que a realidade nem sempre é ideal como você a imagina ou colorida como alguém pintou. Comece aceitando-a como ela é. Aceite que a realidade tem coisas boas e ruins e se puder, foque nas coisas boas. Provavelmente você jamais conseguirá mudar a realidade, mas sempre pode mudar o jeito de reagir a ela. Mas o mais importante é: aceite a realidade, mas não precisa se conformar com ela. Você pode e deve buscar formas de melhorá-la! Esse é o pensamento dos inovadores, dos transgressores que quebram regras e mudam o mundo para melhor. Eles sabem como é a realidade e assumem o compromisso de mudá-la. Mas tome cuidado para não se transformar em mais um revolucionário de butique, o jovem dinâmico com a cabeça feita por algum dinossauro do século 18, que prega o céu no futuro a custa do inferno no presente. Um céu que jamais chega. Bote sua energia em mudar a realidade para outra realidade possível, não para transformá-la na realidade fantasma de alguém. Ou na realidade desejada que só existe em seus sonhos. A realidade fantasma e a realidade desejada têm um baita problema: é nelas que vive a turma que diz que rabo é perna.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutubeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min