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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Café Brasil 723 – O Paradoxo do Dadinho
    Pois é... esta semana completo 64 anos de idade. Sessenta e quatro. Olhar pra trás e contemplar a jornada ainda não faz parte da minha rotina. Estou olhando pra frente, acelerando e tentando entender o que é essa coisa de “ficar velho”. Quem está mudando mais? O mundo ou eu?See omnystudio.com/listener for privacy information.
    29 min
  • Cafezinho 292 – A bunda da Daniele
    Daniele Hipolyto se apresentou na Olimpíada do Rio com um desempenho excelente na trave, onde obteve a maior nota da equipe brasileira. Na ginástica solo, ao aterrissar de uma sequência de piruetas, Daniele caiu sentada no chão. Ao se retirar, um jornalista pergunta da queda. E ela, com um sorriso constrangido responde: – Poxa, e você fala da queda e não fala da trave? Vocês em vez de ressaltarem a coisa boa, falam logo da queda… E o jornalista responde: – A gente fala de coisa ruim primeiro para depois falar de coisa boa… Aquele jornalista faz parte de uma rede de “especialistas” que acaba nos fazendo abdicar da responsabilidade de pensar. Anestesiados, ouvimos o que ele diz sem perceber que está nos conduzindo, já na pergunta, para a realidade que ele quer. No caso, o fracasso da Daniele. E sempre aparece um otário para dizer: Ô meu! Mas ela fracassou mesmo! Sim. Mas também acertou. Qual é o lado que você escolhe, hein? No Podcast Café Brasil 722 – O Poder do Mau, trato de como o negativo tem muito mais poder sobre nossos pensamentos do que o positivo. Tem alguém escolhendo o lado que será apresentado a você, insistindo no negativo, no sombrio. Sonegando o tipo de experiência intelectual que ajudaria você a ficar mais esperto. É o contraste entre o negativo e o positivo que enriquece nossa capacidade de perceber as nuances do mundo. Que não é feito só de coisas ruins. Nem só de coisas boas. Mas das duas coisas. Nossa imaginação não é apenas sobre capacidade criativa, mas sobre como vemos e experimentamos o mundo. Qual janela você escolheu para ver o mundo? Se for a da mídia, é a do entretenimento. Se for a da academia é a da ortodoxia. E se for a da política, é a da ideologia. nte essas três janelas andam um tédio. E desonestas. Só produzem medo e ressentimento. Só tem olhos para a bunda da Daniele no chão. Ninguém pode ganhar com isso.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutubeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • Cafezinho 291 – Indignite
    Cafezinho 291 – Indignite Fui contratado para palestrar num grande evento. Faltando três dias me avisam que o tempo combinado para a palestra, 90 minutos, seria reduzido para 30 minutos. Liguei para saber o que aconteceu e conversei com uma menina de 25 anos, assistente de alguma coisa, mais preocupada com o buffet do que com a palestra. Tentei argumentar que o tempo era insuficiente para o tema escolhido e logo percebi que não adiantava. Aliás, não tinha nem para quem reclamar! Inconformado, comentei com um amigo a minha indignação: - Pô, vão gastar uma bala de dinheiro entre cachê, transporte aéreo, hospedagem e alimentação para eu falar 30 minutos? Não me conformo! E meu amigo: - Estão pagando bem? Então vai, faz e fica quieto! Chegou o dia do evento. Desorganizado, atrasado, com meia dúzia de pessoas no auditório... Os promotores se preocuparam mais com o buffet e a decoração milionária do que em encher o auditório de gente. Jogaram dinheiro fora. Não perdi a chance de comentar com os outros dois palestrantes do evento e o que você acha que ouvi? - Tão pagando bem! Faz o seu e fica quieto! Eu havia deixado de fora da palestra conteúdos importantes, estava preocupado com o ritmo, com o humor. Queria entregar 120% do que foi contratado. Os outros dois palestrantes? Nem aí... O cliente pagou, tá tudo certo. Olha, vira e mexe essa situação se repete. Não consigo ligar o botão do dane-se e não expressar minha indignação com o desperdício de recursos, a falta de competência, a perda de tempo. Eu não estou naquele evento só por eles, mas por mim! E por mais que a avaliação seja excelente, que o cliente fique satisfeito, não engulo o sapo. Sou acometido por um surto de indignite aguda. Mas parece que eu sou exceção. Os três com os quais falei disseram o mesmo: se o cliente paga, faça o seu e fica quieto! Olha, eu até faço, sabe? Mas sofro antes, durante e depois. De mim o cliente só comprou a palestra. A consciência, não.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutube  See omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • LíderCast 204 – Marco Bianchi
    Humorista, um dos criadores dos Sobrinhos do Athaíde, que marcaram época na rádio e televisão brasileiras. Fala de escolhas que impactaram enormemente em sua carreira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 45 min
  • Café Brasil 722 – O Poder do Mau
    Um Podcast Café Brasil com quase três horas de duração sobre o poder da negatividade sobre nossas vidas. Pois é. A gente fez porque o tema tem tudo a ver com essa sensação de medo, insegurança e de estar sendo feito de trouxa que você está sentindo nos últimos tempos. É a contribuição do Café Brasil para a construção das únicas ferramentas que nos restam para defender nossa liberdade: a informação como forma de melhorar nossa capacidade de julgamento e tomada de decisão. Quer sair dessa quarentena melhor e mais produtivo do que entrou? Inscreva-se no curso PRODUTIVIDADE ANTIFRÁGIL. As inscrições serão encerradas muito em breve. Não perca tempo. Inscreva-se agora: https://produtividadeantifragil.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    2 hr 54 min
  • Cafezinho 290 – Relativismos morais
    O relativismo é o conceito que define que os pontos de vista não têm uma verdade absoluta, mas apenas um valor relativo, subjetivo, de acordo com diferenças na percepção de cada indivíduo. O que é mau pra mim pode ser bom pra você. E ambos estamos certos… Mas se cada um tem a sua verdade sobre o que é a justiça e ninguém tem o direito de impor a sua verdade a outros, em nome de qual verdade podemos impedir ou perseguir o roubo, a violação, a pedofilia ou o assassinato? Qual é a verdade que vale? A minha ou a sua? O relativismo acaba num círculo vicioso, percebeu? Sem uma referência a uma verdade universal que obrigue todos a seguir um padrão de comportamento, qual autoridade pode impor a outros o conceito do que é mau? Ora, ninguém tem o direito de impor a mim seus valores, não é? Por isso, como sociedade, negociamos verdades universais, que publicamos sob forma de um contrato social que chamamos de Constituição, de leis, de códigos de ética. Também recorremos a uma entidade suprema, acima dos homens, que define o que é certo ou errado. Um deus. Mas aí, quem não acredita no deus, fica doido. E quem não acredita na Constituição, também… O relativismo afirma os direitos individuais, mas como não tem nenhuma referência a uma verdade objetiva, cria a confusão sobre o que é bom e o que é mau. Com o relativismo, a justiça fica à mercê de quem tem o poder de impor sua opinião aos outros. E assim, atônitos, assistimos juízes do STF torturando a verdade universal da Constituição e definindo por conta própria quem é do bem e quem é do mal. E abrindo inquéritos, investigando, buscando e prendendo. Só falta mandar arrebentar, mas já já eles darão um jeito. E se você está rindo de quem está se dando mal, é porque não entendeu nada. Em algum momento esses relativistas morais imporão a verdade deles sobre você. E aí será tarde demais para chorar. Quem poderia lhe defender estará preso.       Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutubeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • Cafezinho 289 – Sem futuro
    Em tempos imemoriais, vivíamos mais alertas ao tigre de dentes de sabre do que à apetitosa gazela. Reconhecer a gentileza de um amigo não era questão de vida ou morte, mas ignorar a animosidade de um inimigo, sim.  Uma só pessoa não conseguia proteger a tribo, mas um só cozinheiro que não eliminasse as toxinas de um alimento, podia contaminar a todos. Um só indivíduo poderia destruir toda a tribo ao traí-la para uma tribo inimiga. Um erro podia matar você. Um inimigo podia fazer da sua vida um inferno. Uma perda podia apagar todos os ganhos anteriores. Prestar mais atenção às ameaças faz, portanto, todo o senso evolucionário. São essas questões ligadas a nossos mais primitivos sentimentos que explicam porque a cada dia aparecem notícias de que a humanidade está condenada. Foi a mídia que deu escala global ao terrorismo e as Torres Gêmeas foram o ápice dessa ferramenta de pressão. Ver as Torres Gêmeas caindo na sala da minha casa fez com que eu me sentisse presa dos terroristas, mesmo vivendo num país longe das ameaças. E isso aconteceu com bilhões de pessoas que, pela televisão e depois pelas mídias sociais, foram bombardeadas com a ameaça de aniquilação, espalhando uma sensação de impotência e de insegurança. O próximo atentado será maior. E pode ser na minha esquina. Publiquei em minhas mídias sociais uma imagem que mostra como a pobreza extrema, a democracia, a educação básica, a vacinação, a alfabetização e a mortalidade infantil evoluíram no mundo nos últimos dois séculos. A evolução positiva é sensacional, mas não se fala disso. Por que será, hein?  Porque se faltarem notícias ruins hoje, certamente há as que nos esperam amanhã. Isso é tão perverso que numa pesquisa com crianças pré-adolescentes nos Estados Unidos, ao serem perguntadas como será o mundo quando forem adultas, uma em cada três disse que ele provavelmente não existirá mais. Crianças que não veem um futuro. Não pode haver tragédia maior que essa.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutubeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min
  • LíderCast 203 – Marllon Gnocchi
    Empreendedor de Vitória, no Espírito Santo, que começa no segmento de distribuição de alimentos e dá uma guinada no negócio ao diversificar os produtos e adotar a tecnologia para agregar valor à seus serviços.   A transcrição deste programa é exclusiva para os assinantes do https://cafebrasilpremium.com.br    Quer sair dessa quarentena melhor e mais produtivo do que entrou? Inscreva-se no curso PRODUTIVIDADE ANTIFRÁGIL. As inscrições serão encerradas muito em breve. Não perca tempo. Inscreva-se agora: https://produtividadeantifragil.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 27 min
  • Café Brasil 721 – Lake Street Dive
    Olha, os dias andam um saco! Todo mundo nervoso, conflitos, política dominando o dia a dia... se bobear a gente esquece que o ser humano é capaz de coisas maravilhosas. Pois eu vou aproveitar o programa de hoje pra apresentar pra você a Lake Street Dive, uma banda. Quer sair dessa quarentena melhor e mais produtivo do que entrou? Inscreva-se no curso PRODUTIVIDADE ANTIFRÁGIL. As inscrições serão encerradas muito em breve. Não perca tempo. Inscreva-se agora: https://produtividadeantifragil.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    38 min
  • Cafezinho 288 – O Pacto dos Canalhas
    Cafezinho 288 – O Pacto dos Canalhas Quem chega a um posto de poder nessa república que aí está tem perfeito conhecimento do ambiente em que circula, dos podres e, em alguma medida, se utiliza de “práticas não-republicanas”. Uns mais, outros menos, uns por ganância, outros por sede de poder, uns para enriquecer, outros para ter influência, mas todos utilizam. Quem não o faz perde influência, é deixado fora da festa, dos holofotes, das posições de poder. Fora do Pacto dos Canalhas. “Eu sei da sua sujeira, você sabe da minha, nós sabemos das sujeiras deles, eles sabem das nossas. De quando em quando a gente briga, mas só até um limite. Se você me entregar, eu entrego você.” E assim o Pacto dos Canalhas promove um equilíbrio. Às vezes surge alguém disposto a não fazer parte do pacto, mas é logo enquadrado ao perceber que terá vida curta, que não aprovará nenhum projeto, que jamais penetrará nos círculos do poder. O Pacto dos Canalhas é a base da organização política dessa república que aí está. E não é de hoje. Enquanto houver seres humanos, existirá um Pacto dos Canalhas. Na apresentação das Cinco Leis Fundamentais da Estupidez Humana, que eu uso em minhas palestras, divido a sociedade entre Ingênuos, Estúpidos, Sábios e Canalhas. Os canalhas são poucos, os sábios menos ainda, a maioria absoluta é de ingênuos e estúpidos. Só os ingênuos ficam espantados quando sabem do Pacto dos Canalhas e muitos continuam pelas redes sociais tentando provar que seus bandidos são melhores que os bandidos dos outros. Não são, São todos canalhas. O Pacto só é desestabilizado quando alguma força maior se apresenta, como aconteceu com a Lava Jato, que teve de usar canalhas para pegar canalhas! O primeiro passo para combater o Pacto dos Canalhas é compreender que são os ingênuos e os estúpidos que reelegem os canalhas. Ah, antes que comece a gritaria aí em defesa de certos canalhas, preciso informar que este texto aqui foi publicado originalmente no começo de 2017.     Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutubeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    3 min