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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Cafezinho 539 - A bela tragédia
    Cafezinho 539 – A bela tragédia “Se pergunto a mim próprio como decidir se determinada interrogação é mais premente do que outra qualquer, concluo que a resposta depende das ações a que elas incitam, ou obrigam. Galileu, que possuía uma verdade científica importante, dela abjurou com a maior das facilidades deste mundo, logo que tal verdade pôs a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Aquela verdade não valia a fogueira. Qual deles, a Terra ou o Sol gira em redor do outro, é profundamente indiferente pra nós. A bem dizer, é um assunto fútil. Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerarem que a vida não merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pelas ideias ou pelas ilusões que lhes dão uma razão de viver (o que se chama uma razão de viver é ao mesmo tempo uma excelente razão de morrer). Julgo, pois que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos – das interrogações. E como responder-lhe?” Quem escreveu esse texto foi Albert Camus, em O Mito de Sísifo. Já Rubem Alves escreveu assim: “Nietzsche, no seu livro O nascimento da tragédia, observou que os Gregos tinham um agudo senso da tragédia.  Para eles, a tragédia permanecia tragédia até o fim, não tinha um final feliz.  Os Cristãos, ao contrário, não sabem o que é tragédia. No final das contas tudo se resolve para melhor no outro mundo. E ele se pergunta: Sendo assim possuídos por esse sentimento trágico da vida, por que é que os Gregos não se suicidaram? E a sua resposta foi: Porque eles conquistaram a tragédia pela beleza. A tragédia continuava tragédia. Nada havia que a amenizasse. Mas a beleza a transfigurava. A beleza a tornava suportável! Mais do que isso: era mesmo possível amar a tragédia o que explica as razões por que o povo voltava sempre ao teatro para sofrê-las de novo! Se não me engano, num dos versos das Elegias de Duino, Rilke diz que o Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir.” Entendeu? Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir. Continuo a reflexão neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=fLzydv2MwjA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    12 min
  • Cafezinho 538 - Crueldade atenuada
    Link para o livro Merdades e Ventiras: http://merdadeseventiras.com.br “Todas as pessoas são capazes de construir ideologias morais para justificar seus comportamentos, e geralmente tendem a convencer a si e aos outros de seus princípios conforme lhes convêm.” Essa frase é de Albert Bandura, psicólogo e pedagogo autor do livro Desengajamento Moral, que deveria ser obrigatório em todas as escolas. No processo de justificativa moral, tentamos fazer com que a conduta prejudicial aos outros seja apresentada como algo valioso para propósitos morais e sociais. E assim, o que seria reprovável passa a ser aceitável. Uma das ferramentas do processo de desengajamento moral é a linguagem eufemística, que troca termos ou expressões que possam ofender alguém, por outros mais suaves. Caixa dois vira “recursos não contabilizados”… ditadura vira “democracia social”… censura à imprensa vira “controle social da mídia”… Privatização é chamada de “desestatização”. Quarentena vira lockdown. Cada eufemismo permite um alívio moral. Sabe qual é o problema? As pessoas se comportam de forma muito mais cruel quando suas ações são verbalmente atenuadas. Racionalizar a conduta delituosa, é disso que trata o desengajamento moral. Recorro a William Sheakespeare, na fala de Julieta, a namorada de Romeu: “O que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume.” Pense nisso. Continuo a reflexão neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=OiiBvSjX-0E   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com      See omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min
  • Café Brasil 846 - Sina
    Terminada mais uma eleição, temos uma nova situação, onde o Brasil passa a ter uma nova direção. Ou melhor, uma velha direção. Parece uma sina... de quando em quando, estamos sob nova direção, que esquece o que foi feito pela anterior, e começa tudo outra vez.  Muita, mas muita gente ficou angustiada, amedrontada, decepcionada e agora está preocupada com o futuro. Eu sou uma delas... e quero fazer algumas reflexões sobre como ultrapassar este momento de angústia. See omnystudio.com/listener for privacy information.
    24 min
  • Café Com Leite 22 – Os três Filtros
    “Os três filtros de Sócrates” é um diálogo atribuído a Sócrates, mesmo que não existam referências a esses três filtros nas obras de Platão. Mas isso não invalida a mensagem muito positiva que transmite, e pela semelhança que apresenta com a forma de dialogar do filósofo grego.

    Os três filtros de Sócrates são um exemplo de bom uso da razão, e nos ensinam como tratar as fofocas. É sobre eles que Bárbara Stock e Babica reinam neste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    14 min
  • Cafezinho 537 - Você está errado
    Um Cafezinho especial, relacionado às eleições presidenciais de 2022, onde abro o coração, até o limite que as redes sociais suportam, para manifestar as razões de minha escolha e o foco nas consequências no futuro do país.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    24 min
  • LíderCast 249 - Dom Lancelotti
    Tá no ar um #LiderCast especial, com Dom Lancelotti, um cearense que se formou em direito, trabalhou como ator e um dia decidiu que precisava se envolver com o ambiente político.

    E em 2018 cria o movimento Gays com Bolsonaro, derrubando o disjuntor de muita gente. Uma conversa franca e nutritiva sobre comportamento, política, sexualidade e propósito.

    https://cafebrasilpremium.com.br/app/podcast-lidercast/lidercast-249-dom-lancelottiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    2 hr 10 min
  • LíderCast 248 - Mara Behlau e Marisa Barbara
    As convidadas de hoje são Mara Behlau e Marisa Barbara, duas profissionais de áreas distintas, mas que têm em comum o interesse pela neurociência da comunicação. Um dia elas se encontram, começam a trabalhar juntas, até concluir que estava na hora de lançar um livro, o Comunicação Consciente – O que comunico quando me comunico. Um papo muito interessante sobre comunicação e liderança.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 28 min
  • Cafe Brasil 845 - Merdades e Ventiras-live
    O MERDADES E VENTIRAS LIVE é uma série com convidados de altíssimo nível, onde falaremos sobre como você pode se blindar da mídia que quer fazer a sua cabeça. E já abrimos em alto nível, com Roberto Motta, que hoje é comentarista na Jovem Pan e o deputado federal Paulo Ganime, que concorreu a governador do Rio de Janeiro. Ambos com muita experiência na convivência com a mídia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 32 min
  • Café Com Leite 21 – O Certo e o Errado
    O mundo parece que fica cada dia mais complicado, não é? Tanta coisa acontecendo, tudo ao mesmo tempo.... Através de uma história impressionante do rei Xerxes, da Pérsia, vamos discutir como nem sempre é fácil determinar o que é certo e o que é errado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    15 min
  • Cafezinho 536 - Baita gritaria
    Cafezinho 536 – Baita gritaria Quem me acompanha há algum tempo sabe que os assinantes dos diversos planos do Café Brasil, trocam ideias em grupos fechados no Telegram. Entre eles, o grupo da Confraria, que é febril. É normal ter 200, 300 mensagens num dia, tratando dos temas mais diversos. E como ali é um microcosmo “controlado”, não acontecem as baixarias das áreas de comentários das redes sociais, que parecem mais fábricas de malucos. Quem está naqueles grupos escolheu estar ali, e sabe que precisa conviver com ideias que são diferentes das suas. É claro que quem entra lá sabe de minha inclinação político/ideológica, que certamente atrai pessoas com pensamento parecido com o meu. Portanto, a Confraria é um grupo que tende à uma posição liberal/conservadora. A turma da esquerda não tem vida fácil lá, por isso muitos saem reclamando, ao serem contestados. Atenção: eu disse contestados, com argumentos, e não com ataques. Mas o que me deixa sempre fascinado, são os movimentos que surgem na Confraria, e que são uma amostra excelente de como seu “espírito de colmeia” se revela. De quando em quando aparece um movimento para ajudar alguém, algum projeto, para promover alguma ação social. E então, magicamente, pessoas que nunca se viram, se juntam para cumprir tarefas que não lhes trarão nenhum benefício direto. Sacrificam seu tempo, seu dinheiro e sua energia pela sensação de ajudar o grupo a realizar uma missão. Isso implica numa alta dose de generosidade, na capacidade de dar valor àquilo que é intangível e, principalmente, na empatia, a capacidade de se colocar no lugar dos outros. E o mais fascinante: ninguém ali é obrigado a isso. E sempre, sempre, dentro de um grupo de mais de 800 pessoas, surgem uns 20 abnegados que compram os desafios, se unem e, sem julgar um ao outro, sem querer saber quem vota em quem, sem querer saber a ideologia do beneficiado, provocam impacto nas vidas de outras pessoas. A Confraria funciona embalada por uma frase que adaptei de um pensador conservador chamado Roger Scruton: “É melhor encontrar o que você ama e trabalhar para defender, do que procurar o que você odeia a agir pra destruir.” O quê? Você não conseguiu ouvir? Ah, a gritaria tá alta demais, não é? Pois é... Continuo a reflexão no vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=It6O_0MNg5k  See omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min