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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Cafezinho 469 – O idoso
    Este ano completarei 66 anos de vida. Quando eu era um garoto de 15 anos, lá em 1971 um sujeito com 66 era…velho, cara. Quando nasci, em 1956, a expectativa média de vida do brasileiro era por volta de 45 anos. Quarenta e cinco anos! Hoje é 77, 78 anos! Ganhamos mais 32 anos de vida nesses meus 66 anos… É quase outra vida. Imagine aí uma linha do tempo, que começa quando você nasce e termina quando você morre, com 60 anos lá nos anos 1960. Agora coloque mais 40 anos nessa linha, levando-a até os 100 anos. O que aconteceu com a linha de tempo? A gente tem a tendência de imaginar que ela cresceu, pois 40 anos foram acrescentados a ela, não é? Pois é… mas esse crescimento não foi pela agregação de mais um bloco com 40 anos. Na verdade aquela linha foi esticada até os 100 anos. E com isso, tudo foi esticado. A infância foi esticada, a juventude, a maturidade, a velhice… foi tudo foi esticado. Algum tempo atrás circulou uma fake news dando conta que a OMS mudou o conceito de faixas etárias. Ela estaria adotando o menor de Idade até os 17 anos, jovem de 18 a 65 anos, meia idade de 66 a 79, idoso de 80 a 99 anos e idoso de longa vida aos maiores de 100 anos. Pô, fiquei feliz! Continuo jovem. E isso confirmava que aquela imagem da linha esticada está certa. Mas aquela notícia era fake news. Era mentira. Não existe nada dessa nova classificação. O que vale é jovens, até 19 anos. Adultos entre 20 e 59 anos e idosos acima de 60. Para consolo, chamam os idosos de melhor idade… Bem, então eu sou idoso mesmo. E isso ficou claro com a pandemia. Eu fui colocado numa faixa de risco… Pois é. Mas isso tudo se aplica ao corpo. É ele que está ficando velho. A cabeça, não!   Isca: Não seja um adolescente de 30 anos.     Esta reflexão continua no vídeo: https://youtu.be/LE0fLg5XG9E   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min
  • LiderCast 232 - Giovanna Mel
    Hoje a convidada é Giovanna Mel, comunicadora e jornalista que tem se dedicado ao ensino da oratória. A conversa vai de comunicação à política, passando pela visão conservadora e muito mais.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 37 min
  • Cafe Brasil 811 - O Quinto Elemento
    Link para O Quinto Elemento no YT: https://www.youtube.com/channel/UC1_UK9KENF9VMFSaM68Bzhw O pessoal da Panela Produtora criou um programa para seu canal do Youtube, chamado O Quinto Elemento. São quatro elementos fixos e um quinto... Para inaugurar me convidaram, cara. Foi um papo muito legal, nutritivo, bem-humorado e repleto de ideias. E hoje vamos reproduzir o áudio daquele programa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    2 hr 5 min
  • Cafezinho 468 – O velhinho
    CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL Platão escreveu muitas coisas interessantes sobre Sócrates, mas um relato em especial sempre me chamou a atenção. Trata de Sócrates refletindo sobre seu amigo desde a juventude, Querofonte, que um dia foi ao Oráculo de Delfos para perguntar se havia alguém mais sábio que ele, Sócrates. A pitonisa respondeu que não existia ninguém. Sócrates então começa a perguntar a si mesmo: “Tendo em vista que eu não me considero sábio, o que quer dizer o deus ao afirmar que sou o mais sábio dos homens? Com certeza não mente, pois ele não pode mentir”. Sócrates começa a investigar e conta que no processo, criou inimigos de toda espécie, além de suscitar calúnias contra si. E concluiu que era chamado de sábio pois os que o ouviam consideravam que ele possuía de fato a sabedoria que mostrava faltar nos outros. E Platão conclui: “O deus é sábio. Ele não fala de Sócrates, mas apenas o usa para exemplificar, como se dissesse que o mais sábio entre os homens é aquele que, como Sócrates, sabe que tudo aquilo que sabe, não tem nenhum valor”… Não é sensacional, cara? Só sei que nada sei. E esse é o verdadeiro aprendizado de ficar velho, cara. Ou deveria ser… Desde que amadureci, lá depois dos 40 anos, me acostumei com as pessoas se espantando quando que dizia minha idade. Sempre me deram menos. Agora com os cabelos e barba embranquecendo, com as rugas marcando mais, a idade física começa a se aproximar da cronológica. Mas as pessoas ainda se espantam, porque eu não me visto como um velhinho de 64 anos, eu não falo como um, não me comporto como um. Mas afinal, como é um velhinho de 64 anos, hein?   Esta reflexão continua no vídeo: https://youtu.be/g6wb6JpPJ80   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min
  • Cafezinho 467 – Chega de palminhas
    CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL   Você já deve ter reparado que meu canal no Youtube, principal via de distribuição deste cafezinho, tem poucos views e engajamento, não é? Um vídeo de sucesso tem 500 visualizações, um número ridículo.   Há quem garanta que é por conta do meu posicionamento político, mas esse argumento não se sustenta. Meu posicionamento é soft. Você não encontrará nenhum post meu defendendo Jair Bolsonaro. Encontrará centenas EXPLICANDO. Defendendo ou dizendo que ele é mito, esqueça. No máximo eu explico, mas por não atacar, sou chamado de "bolsonarista", seja lá o que isso quer dizer. Se eu incomodo pessoas pelo meu posicionamento, digamos que nenhum esquerdista e nenhum "centrista" queira interagir comigo, ainda restarão 10, 20 milhões de pessoas dentro da internet que são simpáticas a mim. Isso dá um Chile. Dois Portugal. Seis Uruguais. É gente demais para zero de interartividade. Gente muito mais radical, explícita e agressiva do que eu no posicionamento político tem altíssimo engajamento, justamente por ter a seu favor quem concorda com suas posições. No meu caso, tenho centenas de comentários com parabéns, adorando o conteúdo, a qualidade, a minha importância na vida das pessoas. Mas não rola um compartilhamento, um like. Nada. É impressionante. Por isso concluo que meu conteúdo atrai uma audiência fria para redes sociais, não acostumada a sentar o dedo no "compartilhar", que consome meu conteúdo e acha que para por aí. Não cumpre com sua parte de polinizador, compartilhando os conteúdos pelas próprias redes onde o consome. Pode até mandar para um primo, para um amigo, mas é varejinho. No atacado, meu público não engaja. No Twitter é igual. Se 2% (dois por cento, não 20) dos 15 mil seguidores do Twitter dessem um like ou compartilhassem meus conteúdos, mudaria minha vida. Mesmo com 98% ignorando os posts. O processo de comunicação pelas redes sociais não é o de um indívíduo falando para outro. É de uma rede que se autoalimenta, onde o emissor e o receptor agem em conjunto. É isso que o tipo de audiência que eu atraio, parece que ainda não entendeu. O ato de compartilhar é um ato de generosidade. Não é um favor que você faz para quem originou o post, mas para as outras pessoas que vão acessá-lo. E isso implica numa tremenda responsabilidade. Ao compartilhar, você está dizendo para a pessoa: "gaste seu tempo precioso de vida vendo isto que estou enviando para você". Sacou? Não bata palminhas para os conteúdos que você curte. Compartilhe.   Isca: Não se limite as tapinhas nas costas.     Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=9kfytU7T8xc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min
  • LiderCast 231 - Geovana Conti
    Hoje a convidada é Geovana Conti, que é Sócia Fundadora da Youngers, uma  Startup Social com foco no desenvolvimento das comunidades locais. Geovana coordenou o desenvolvimento de um modelo de educação Empreendedora para atender empresas em busca de programas de desenvolvimento das comunidades locais em seu entorno. Mais uma história de inciativa individual que muda vidas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 41 min
  • Café Brasil 810 - Simpatia pelo Diabo revisitado
    Em 2013 fiz um programa chamado DIAS SOMBRIOS, no qual eu falava dos conflitos crescentes no Brasil, da incapacidade das pessoas aceitar quem pensa diferente, do uso do rótulo “fascista” como se fosse “bobo” ou “tonto”. Aquele programa inspirou um outro em 2014, Simpatia pelo Diabo, que vou revisitar hoje. Olha: já se vão oito anos... De lá para cá, saímos do bate boca para o cancelamento. Das sombras para as trevas, num crescendo de intolerância que continua dividindo o Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    29 min
  • Cafezinho 466 – O banco traseiro
    CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL   No começo dos anos 1960, em Bauru, meu pai comprou seu primeiro carro, um Lincoln Humpmobile 1941. Era o carrão da família, comprado de segunda, terceira ou quarta mão. Eu tinha cerca de sete anos de idade e aquele automóvel imenso tinha um grande banco traseiro onde eu me esbaldava junto com meus irmãos mais novos. Aquele banco era o universo das nossas aventuras. O carro, que já tinha mais de 20 anos, vira e mexe parava na rua com algum defeito. Ninguém ligava para a seguradora mandar o guincho… Foi então que meu pai começou a ter problemas com dores nas costas. Um dia ele foi ao médico e, após os exames de praxe, ouviu a pergunta fundamental: -Que carro o senhor tem? E o médico descobriu que meu pai empurrava o Lincoln pesadíssimo. Receitou então: -Troque de carro que as dores passam. Pois bem, quarenta anos depois visitei um fantástico museu do automóvel – que infelizmente não existe mais – em Canoas, no Rio Grande do Sul. Andando pelo corredor, dei de cara com o quê? Com um Lincoln igualzinho ao do meu pai! Imediatamente pedi: “Ô, posso sentar no banco de trás”? Com o coração disparado abri a porta traseira… E tomei um susto! Aquele banco imenso para aquele garoto de sete anos agora era um tímido banquinho para o senhor de quase cinquenta. Foi uma imensa decepção. É impressionante como o tempo diminui o tamanho das coisas… Eu não me preparara para o fato de em quarenta anos ter crescido na altura e na largura, mudado o ângulo de visão e começado a ver o mundo sob outra perspectiva. Hoje, dezenas de automóveis depois, 80 quilos a mais e sem a liberdade de imaginação da criança, é impossível reviver as mesmas sensações, escolhas e impactos que senti. E se é assim com uma experiência pessoal que vivi intensamente, imagine como é com os fatos que não vivi e que se perdem na história, 50 ou 60 anos atrás… Por isso não me conformo com a quantidade de gente que pauta o debate político com fatos que aconteceram antes delas terem nascido. Como se o Brasil fosse o mesmo daquele banco traseiro antigo. A fila anda. O tempo passa. A gente muda. O mundo é outro! Vira o disco, meu! Saí do velho automóvel e continuei a caminhar até encontrar o carro que meu pai comprou para substituir o Lincoln Continental: um Renault Gordini. Nunca mais ele teve dores nas costas.   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=abIn82Zgdes   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    10 min
  • Cafezinho 465 - Frankenstein
    CONHEÇA A VEROO CAFÉS: http://veroo.cafe/cafebrasil Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL Em 2018, Elon Musk tuitou uma frase da escritora Mary Shelley em seu romance Frankenstein, que deixou as pessoas curiosas: “Você é meu criador, mas eu sou seu mestre”. Essa é a eterna ameaça, que nos assombra desde o começo dos tempos: o monstro incontrolável criado por nós e que pode nos devorar. Já foi a bomba, uma arma genética, as redes sociais... Todas questões que envolvem tecnologia. Olha, é possível se proteger do Frankenstein. De uma bomba. De uma arma genética. Da rede social. Mas há uma ameaça da qual não se pode escapar: uma ideia. Não há vacina ou lockdown que dê jeito... O nazismo, por exemplo, é uma ideia, que pregava a superioridade racial e cultural dos povos “nórdicos” (germânicos) sobre todos os outros europeus e todas as outras raças. Aquela ideia materializou-se em algumas das maiores atrocidades da história da humanidade. Ideias são como um vírus: vêm de um lugar qualquer, silenciosamente, vão infectando sem que gente perceba e podem se transformar numa doença, epidemia e pandemia. O poeta alemão Heinrich Heine escreveu em 1834 que “Conceitos filosóficos nutridos na quietude do estudo de um professor, podem destruir uma civilização”. Heine se referia à Revolução Francesa. nem sonhava com a tragédia nazista que explodiria 100 anos depois. Muito menos com o palco global que a internet ofereceria a ideias extremas, quase 200 anos depois.   “Você é meu criador, mas eu sou o seu mestre”. É sintomático que essa frase tenha sido tuitada por Elon Musk, o bilionário criador de soluções tecnológicas que estão mudando a humanidade. Ele sabe que são as ideias que mudam o mundo. Para o bem e para o mal. Por isso são perigosas.    No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=pTyhIR2UZKU   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min
  • LiderCast 230 - Paulo Moura
    Hoje a conversa é com Paulo Moura, Estrategista Político e Especialista em Marketing Político, Estratégia & Comunicação. Paulo é um dos mais argutos comentaristas políticos em atividade no Brasil, com seu canal o Youtube, o  Dextra. Um papo fascinante sobre posicionamento político, economia e o futuro do Brasil. See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 59 min