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Poesia
O amor nunca se chama amor
Sempre tem nome,
Sempre tem cheiro,
Sempre tem gosto,
Sejam quantos forem,
De que tipo sejam,
Cada um tem seu nome próprio,
E único,
Tem seu próprio jeito
E nunca lhe falta um sentido,
Mesmo não podendo ser visto,
Apesar dos vários rostos,
Várias vozes,
Vários leitos,
O amor é o que resgata, é o que afoga,
É o que pulsa,
E é o único que expulsa toda dor que carregamos.
O teu amor é o que me salva de mim mesmo,
E o que te nasce no meu peito.
- Edmir StClair
Na minha época de colégio não havia nada mais apavorante do que o professor pedir silêncio, logo no início da aula, e vaticinar:
— Guardem os livros e cadernos e deixem apenas uma folha em branco e a caneta sobre a carteira.
Aquela frase fazia gelar a alma do mais estudioso dos alunos. Imagine dos outros...
E a turma passava os 50 minutos seguintes em absoluto silêncio, todos concentrados naquele teste. A tensão na sala era enorme e, dependendo da severidade e atenção do professor da matéria, colar era o último recurso pelo alto risco que representava. Além disso, os mais aplicados geralmente se negavam a assumir aquele risco. E colar de quem sabia menos do que você, era dobrar a possibilidade de errar.
Lembro, com saudades, de quando achávamos que aquelas provas relâmpagos eram o grande problema das nossas vidas.
Mal sabíamos, que dali pra frente os testes relâmpagos fariam parte do nosso cotidiano.
A todo momento, elas aparecem das mais variadas formas e situações e temos de estar sempre com a matéria na ponta da língua. Em algumas provas da vida, não passar pode ser desastroso. E às vezes, passar também pode ser. E o problema desse excesso de possibilidades é que, não existe um professor para nos dizer se erramos ou não. O resultado de uma “prova da vida” pode demorar décadas para se revelar. E os resultados variam da felicidade extrema até as tragédias mais dolorosas, sem que saibamos direito onde acertamos ou erramos naquelas questões. E muitas vezes, quando aprendemos a lição já é tarde.
Como é complexa nossa vida de humanos, colocados à prova até por nós mesmos a todo instante.
Quando chegamos a vida adulta, o único “professor” com quem contamos para corrigir nossas provas diárias, somos nós mesmos. Alguns felizardos descobrem as terapias, nas quais constroem ferramentas que facilitam muito essa tarefa.
E, são tantos os testes pelos quais temos que passar diariamente que, por extinto de sobrevivência, preferimos nem tomar conhecimento de que estão ocorrendo a todo instante.
Ao nos olharmos no espelho ao acordar, já passamos pelo primeiro teste do dia, o da autoestima, que determinará se “vamos ou não estar "de bem" com a nossa própria cara naquela manhã. Dizem que nunca conseguimos nos ver como os outros nos veem. Dependendo do dia, nós achamos melhores ou piores, mas nunca da mesma forma como os outros nos veem. Dependendo do Humor, podemos nos reprovar já de cara ainda de manhã cedo... E isso não é bom.
Acordar se reprovando é reprovável.
A prova seguinte será imprevisível. E com certeza, também será relâmpago. Poderá acontecer numa situação no transporte, no trabalho, na família, nos amores ou com qualquer outro louco, que pode cruzar o caminho de qualquer um. E a gente nunca mais terá aqueles 50 minutos em silêncio para pensar sobre o assunto e lembrar de tudo que aprendemos, para só então decidirmos como agir.
As respostas, na maioria das vezes, têm que ser na bucha, no susto. No calor dos momentos, no arfar ofegante e agoniado da vida e com a adrenalina nas alturas dificultando qualquer tentativa de racionalidade.
Ninguém disse que seria fácil. E não é.
Afinal existem pessoas que sempre estarão dispostas a nos reprovar. E a despeito disso, continuaremos a "passar de ano", com aspas ou sem aspas, porque o tempo não tem segunda chamada, nem prova de recuperação.
O fato é que não precisamos tirar 10 em todos os testes, todos os dias, o que precisamos é passar nem que seja raspando. Ninguém aprende se não errar. Mas também se não acertar de vez em quando, não tem como aprender. Ambos, o erro e o acerto, fazem parte do mesmo processo chamado de amadurecimento.
E todos os dias, continuamos a escrever nossas histórias de vida nessa folha em branco sobre a mesa.
... e todo dia...
É dia de prova.
Edmir Saint-Clair
As palavras se rebelam e decretam uma Greve geral de 24 horas.
A Greve das Palavras - Ed St-Clair com a luxuosissima Locução do ícone do rádio brasileiro, o Jornalista e apresentador José Lino Souza Barros,
Porque alguém roubaria apenas 1 pé de um par de sapatos?
A importância da empatia para a felicidade pessoal e o desenvolvimento social. A empatia como ferramenta evolutiva., agregando repertório emocional e possibilitando relações satisfatórias, verdadeiras e duradouras. Edmir St-Clair.
LUA
Nascida nas noites, no escuro dos astros,
No horizonte do espaço, nas águas do mar
Mãe do silêncio, das loucuras da vida,
Dos segredos, amantes e dos perigos de amar
Dama da noite, sugerindo mistérios,
Inspirando boleros, dançando nas luzes,
Se deitando no mar.
Rainhas das ruas, dos becos, das bocas,
Dos cantos, encantos, recantos de amar,
Dos sábios, das loucas, das artes, das noites,
Quando a vida acontece sob a luz do luar.
Quando o mal passa a fazer parte do nosso dia a dia, se torna banal, comum, não causa mais espanto...Transforma o que é inaceitável, em aceitável! Reduz a zero a humanidade que existe em cada um, e debocha da dignidade da vida. Uma reflexão sobre o fenômeno chamado de " A banalidade do mal", descrito pela filósofa Hanna Arendt e suas implicações diárias. A empatia como antídoto a insensibilidade ao sofrimento alheio. A ideia de se divulgar e incentivar, através das mídias e da propaganda planejada, o incentivo a bondade, a empatia e a todas as atividades éticas e inclusivas. A divulgação do bem com a finalidade de inspirar, incentivar e celebrar as atitudes éticas e construtivas.
Um estranho acontecimento pôs fim a intolerância religiosa durante uma noite incomum na praia do Leblon, durante a passagem do ano de 1969.
Meus Cabelos Grandes - O Píer de Ipanema e as Dunas da Gal / Edmir St-Clair
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