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#06 - Embalagens e Covid-19: consequências da pandemia para o setor de alimentos


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Desde o aparecimento da COVID-19, a humanidade tem enfrentado desafios severos no que tange à readaptação e a manutenção dos serviços básicos. Em meio a maior crise humanitária e econômica do século, as consequências do novo coronavírus evidenciaram ainda mais a importância de algumas empresas para o enfrentamento da pandemia. Enquanto algumas indústrias fecham as portas temporariamente para evitar o avanço da doença, o setor de alimentos e as indústrias de suprimento, por se caracterizarem como atividades essenciais, têm tentado manter a produção e distribuição de seus produtos em todo o mundo. Além disso, para evitar a contaminação, a Organização Mundial da Saúde tem recomendado o uso de recipientes descartáveis e embalagens que evitem a necessidade de limpeza antes do consumo dos alimentos, minimizando os riscos de infecção pelo manuseio dos recipientes utilizados. Por estes motivos, grande parte do setor alimentício está trabalhando em sistema de entrega, o famoso “delivery”, o que tem proporcionado aumento na demanda e produção de embalagens e outros itens destinados ao segmento. Desde o final de março de 2020, vários estabelecimentos de alimentos tem se adaptado para distribuir seus produtos na forma de entrega ou retirada. Por isso, o uso de materiais descartáveis tem aumentado, conforme a previsão de várias pesquisas realizadas em todo o mundo no início da pandemia. Os referidos experimentos demonstraram o otimismo do setor de embalagens com o impulsionamento da demanda por seus produtos no período de isolamento social. Segundo dados da Information Resources Incorporation, em meio à crise, houve aumento considerável dos gastos dos consumidores com alimentos embalados na Itália, França e Reino Unido. No Brasil, os sindicatos das empresas de embalagens plásticas orientam os empresários a ficarem atentos às oportunidades para manter a competitividade. Muitas empresas de plásticos no Brasil reportam aumento da produção, inclusive se adaptando à elaboração de embalagens para álcool em gel, protetores faciais, e outros produtos nesta linha. Este aumento na demanda e na produção chegou em um momento em que as empresas de alimentos e bebidas enfrentavam críticas sobre o impacto ambiental das embalagens descartáveis. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, um terço do lixo doméstico é composto por embalagens e 80% destas são utilizadas apenas uma vez, sendo descartadas muitas vezes de forma incorreta. Entretanto, o surgimento do coronavírus fez mudar o cenário em relação às legislações que proíbem o uso de plástico e outros materiais descartáveis com elevado potencial poluente. Agora, o uso de produtos descartáveis torna-se um aliado importante na prevenção da COVID-19.  Em São Paulo, por exemplo, o Tribunal de Justiça suspendeu uma lei municipal que proibiria o uso de copos, pratos e talheres de plástico na capital a partir de janeiro de 2021. Algumas redes de fast food e varejo, incluindo duas grandes cadeias de café dos Estados Unidos, a Starbucks e a Dunkin’ Donuts, proibiram o uso de copos e recipientes reutilizáveis. Supermercados americanos estão pedindo que as pessoas não levem suas sacolas retornáveis para evitar a contaminação. Alguns governantes já estão solicitando doações para empresas do setor de plásticos visando garantir que a sociedade tenha o acesso aos itens essenciais durante o combate ao novo coronavírus.  

* O FoodCast Brasil é apresentador por Fábio Silva e Íris Braz. Coordenação geral: Fábio Silva, Íris Braz e Valquíria Cardoso. Produção: Fábio Silva, Íris Braz e Valquíria Cardoso. Edição: Fábio Silva. Coordenação digital: Fábio Silva e Íris Braz. Arte: Lara Patrício, Pedro e Fábio Silva. Trilha: bensound, YouTube, free music archive, trecho do programa Além da conta da GNT disponível no YouTube. **CONTATOS: [email protected] e @foodcastbr no Instagram.

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