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Por que é difícil viver o presente?
Quando nos colocamos numa sala vazia, em silêncio absoluto, a reação não é de paz, mas de pânico mental.
A mente não suporta o vazio. Ela teme o silêncio. Prefere inventar ruídos, acender pensamentos, criar labirintos para não encarar o espaço aberto dentro de si.
Isto acontece devido à biologia humana. O cérebro é uma máquina de sobrevivência, não é um mestre zen. Entende que, para existir, tem de viajar no tempo. Vai ao passado, para rever erros e garantir que não os repete, e salta para o futuro, para antecipar perigos.
A mente evoluiu para ser como um guarda noturno paranoico, em vigilância constante. Um guarda que patrulha os corredores e procura assaltantes em todas as divisões, mesmo quando o edifício está seguro.
É difícil viver o presente porque, durante milhões de anos, na savana primitiva, o perigo era letal. Relaxar totalmente, nesse ambiente selvagem, significava ser o almoço de um predador. Por esta razão, a mente primitiva lê a ausência de estímulos como uma ameaça e, para defesa, fabrica pensamentos a uma velocidade alucinante.
By João ZarcoPor que é difícil viver o presente?
Quando nos colocamos numa sala vazia, em silêncio absoluto, a reação não é de paz, mas de pânico mental.
A mente não suporta o vazio. Ela teme o silêncio. Prefere inventar ruídos, acender pensamentos, criar labirintos para não encarar o espaço aberto dentro de si.
Isto acontece devido à biologia humana. O cérebro é uma máquina de sobrevivência, não é um mestre zen. Entende que, para existir, tem de viajar no tempo. Vai ao passado, para rever erros e garantir que não os repete, e salta para o futuro, para antecipar perigos.
A mente evoluiu para ser como um guarda noturno paranoico, em vigilância constante. Um guarda que patrulha os corredores e procura assaltantes em todas as divisões, mesmo quando o edifício está seguro.
É difícil viver o presente porque, durante milhões de anos, na savana primitiva, o perigo era letal. Relaxar totalmente, nesse ambiente selvagem, significava ser o almoço de um predador. Por esta razão, a mente primitiva lê a ausência de estímulos como uma ameaça e, para defesa, fabrica pensamentos a uma velocidade alucinante.