foi dos voos mais aprazíveis que já peguei, mesmo em tempos de pandemia. nenhuma turbulência, nem atraso, nem imprevistos, nem tempo ruim. o transcontinental que me trouxe até aqui cruzou sete mil quilômetros e pousou do outro lado do oceano em um novo país para chamar de lar. deixar hamburgo foi das mais devastadoras e das mais suaves tarefas que já cumpri; perdoem a antítese, mas nem eu mesma sei nomear meus sentimentos relativos ao ocorrido. ainda preciso de tempo para digerir esta partida (e superar a fase da negação). retornei ao continente americano - mais ao norte que antes, entretanto - e pisei em atlanta pronta para recomeçar. ora, seria arrogante e prepotente demais dizer que foi tudo simples, que não senti o impacto da troca. pois claro que foi um momento de vibração e euforia que se emaranhou com confusão mental e uma nova estética interessante. de início percebi duas coisas: a vida corre por aqui, o tempo esvai-se rapidamente e o povo tem pressa; e há beleza. uma nova versão dela, mais artificial e ligeiramente exagerada ao meu ver, mas ela existe a sua maneira: e eu mal posso esperar para ser parte dela e desta vida acelerada, hiperativa - bem diferente daquela que deixei na europa e que me preparou para chegar até onde estou. minha mudança para os estados unidos, minhas primeiras impressões sobre este lugar e como encontrei equilíbrio para me manter fiel a minhas crenças nesta terra de desafios são o tema do episódio de hoje do podcast.
A Ingrid: @ingrid_bleil
O Documentário: “os minimalistas - less is more”