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No episódio #9 do 1049 vamos para o Ceará conversar sobre as dinâmicas territoriais em torno à atuação das facções criminais. Pensando nessas dinâmicas em relação ao contexto político estadual, ao contexto nacional de guerra ao crime e às drogas, como essas violências estão relacionadas à questão da segurança pública? Além disso, sendo os movimentos sociais um dos maiores produtores de informação sobre Violência de Estado, falamos sobre o Livro ONZE, que conta a história das vítimas da Chacina do Curió, 2015, do ponto de vista de suas mães e familiares, e sua importância na produção e a disputa de narrativas a respeito de jovens periféricos.
Pra isso, convidamos duas pessoas atuantes no Estado: Edna Carla, co-fundadora das Mães da Periferia das Vítimas da Violência Policial no Ceará e mãe do Álef, assassinado na Chacina do Curió, e o sociólogo e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência, Luiz Fábio.
Vem com a gente! Pegue seus fones, bloquinho (se quiser) e aperte o play!
#1049podcast #caafunifesp #maesdocurio #maesdaperiferia #messejana
Vai ano e vem ano e a Cracolândia sempre é um assunto que está na mídia. Mas em geral ao falar sobre esse tema vemos uma série de informações cortadas, enormes camadas de desconhecimento e estigmas a respeito do espaço e dos sujeitos que lá vivem e habitam. Esses e outros elementos tornam a discussão sobre o tema superficial e as soluções públicas ineficientes, e claro, violentas.
Por isso, a gente convidou uma galera pra conversar a respeito das relações, vínculos e tensões que produzem a vida e as tramas sociais no cotidiano deste local. O Daniel Melo, jornalista e atuante no coletivo A Craco Resiste e a Associação Birico e o Aluízio Marino, pesquisador, educador e um coordenadores no LabCidade - FAU USP.
E pra essa conversa temos a participação especial da Taniele Rui, que é antropóloga e professora na Unicamp, autora do clássico "Nas tramas do crack: etnografia da abjeção".
Será que o crack e o vício produzem e caracterizam a Cracolândia?
#1049podcast #caafunifesp #cracoresite #labcidade
Em dezembro de 2021, quase no finalzinho do ano, as coordenadoras do curso “Direitos Humanos e Lutas Sociais”, (professoras Marina Mello e Joana da Silva Barros), convidaram a equipe do projeto sobre os crimes de Paraisópolis para fazer a aula de encerramento. Neste caso, falar sobre o processo de realização da série recém lançada, “Paraisópolis: 3 atos, 9 vidas.”*
Logo, este não é um episódio comum: há uma série de vozes, estudantes do curso, que compartilharam dúvidas, impressões sobre os vídeos, suas vivências e opiniões acerca das questões que envolvem a violência de Estado em São Paulo e no Brasil como um todo.
Pra quem estava com saudade do 1049, fica aqui esse episódio especial com pessoas muito bacanas, a quem nós agradecemos o tempo e disponibilidade.
Peguem os seus fones e aperte o play!
*Ah, pra quem não viu os vídeos da série, dá pra acessar no link abaixo ou lá na nossa bio!
https://youtube.com/playlist?list=PLjoNuTZcOqoLaye1YLPd6ibAZNrCXl6SJ
#1049podcast #caafunifesp #Paraisopolis #3atos9vidas
Pra encerrar com chave de ouro nossa segunda temporada resolvemos falar sobre a questão do desaparecimento forçado, porque aos povos latinoamericanos essa é uma triste, e infelizmente, consistente realidade que parece longe de ter um fim. Com números alarmantes, Brasil e México comungam de um mesmo problema, apesar das especificidades dentro de cada país. Pra entender melhor essa questão convidamos duas mexicanas: a antropóloga May-ek Querales, que atua no Grupo de Investigação em Antropologia Social e Forense, o GIASF, e Blanca Martínez, atuante no grupo Forças Unidas por Nossos Desaparecidos em Coahuila e México.
Vamos conhecer melhor esses dois grupos e suas formas de atuação, além de falarmos sobre o que se entende como desaparecimento forçado na realidade mexicana e as relações do tema no Brasil. Além disso, elas também nos contam sobre o processo de procura das pessoas pelo país e o que elas chamam de “crise forense”. E claro, vamos falar sobre quem permanece na busca, nesse caso, as madres buscadoras (mães buscadoras) e o seu papel. Já ouviram falar? Brasil e México, países de dimensões gigantescas, mas que têm muita conversa em comum. Quer apostar? Pois pegue seus fones, bloquinho e aperte o play!
#1049podcast #caafunifesp #giasf #mexico #madresbuscadores #desaparicionesforzadas
Há muitas suposições e desconhecimento sobre o sistema carcerário, especialmente no Brasil. Seja porque prisões são espaços fechados ao conhecimento e análise pública ou porque se supõe que esse seja um espaço à parte do mundo exterior, o fato é que pra grande maioria, o universo do sistema carcerário é uma grande incógnita... Por isso, nesse episódio convidamos três pesquisadores que há alguns anos têm se debruçado no tema: o Fábio Mallart, o João Marcelo Dias e o Rafael Godoi, pra conversarmos sobre os pontos acima e alguns outros que surgiram nessa conversa, de modo muito direito e detalhado, do jeito que o "1049" gosta. Sejam as produções acadêmicas ou os relatórios do "Mecanismo", que vocês vão conhecer nesse papo, entender a produção de dados, informações e fluxos do sistema prisional nos ajuda a discutir as dificuldades e tabus ao falar sobre o tema, especialmente quando as prisões são lidas como a melhor resposta para a resolução de conflitos.
#1049podcast #caafunifesp #sistemaprisional
Desde 2020 o vírus do Covid-19 nos afetou de diversas maneiras e aqui seguimos em 2021 ainda passando por este processo...
No Brasil, podemos dizer que vivemos muitas pandemias dentro da pandemia, por isso, no episódio #5 do "1049" batemos um papo com o Fábio Araújo, sociólogo e pesquisador da "Cooperação Social da Fiocruz", e a Adriana Martins, ativista do "Movimento Negro Unificado" entre outras instituições, sobre o desenvolvimento de produção de dados sobre o Covid-19 em espaços periféricos e favelas.
Eles vão nos contar sobre o que é o “Boletim Socioepidemiológico da Covid-19 nas Favelas” e do “Radar Covid-19 Favelas” e discutir como a produção de dados a respeito deste tema nesses territórios nos ajuda a entender as dinâmicas de contágio, as respostas (ou não respostas) do poder público e quais são os impactos sociais que a pandemia trouxe a esses lugares e sujeitos.
É pra fechar o ano com um tema mais atual do que nunca, não é mesmo? Pois peguem seus fones e aperta o play!
#1049podcast #caafunifesp #radarcovid19
Nosso episódio 4 chegou alargando fronteiras! E pra esse papo convidamos a Débora Silva, Fundadora e Coordenadora do Movimento Independente Mães de Maio e pesquisadora aqui do CAAF e o Jaime Alves, antropólogo e jornalista, pra falaram sobre a questão do território e Violência de Estado a partir de dois países que eles conhecem bem: Brasil e Colômbia, dois dos países latino-americanos com maiores percentuais de pessoas negras e que similarmente seguem exterminando esses corpos e tornando invisível as lutas tanto aqui como lá. Infelizmente.
Foi pensando nas semelhanças que falamos sobre a importância desses territórios, São Paulo e Cali, ao pensar a produção de evidências e dados, se é possível, olhando essas histórias, falar de “direito à cidade”, o que é a “política da maldade” e o processo de articulação destas mulheres nesse grande continente.
É uma conversa densa, boa e com o nível de urgência que esse novembro negro precisa!
Pegue seus fones, bloquinho e caneca, se quiser, aperta o play e vem!
#1049podcast #caafunifesp #movimentomãesdemaio #casaculturalchontaduro #novembronegro
Nosso episódio #3 chega com a seguinte pergunta: como a ação militarizada nas periferias vai além de tiros e execuções? E mais: como os corpos de mulheres são afetados por esse tipo de violência?
Essa e outras perguntas é o que a publicação “Violências de gênero em contextos militarizados: uma cartografia escrita por mulheres” busca discutir. Ao longo de três anos, acadêmicas, militantes, moradoras de periferias e favelas de Manguinhos e da Maré, gestoras de equipamentos públicos, evidenciam nesse trabalho, de maneira muito sensível e assertiva, como a violência nestes territórios vai pra além da produção da letalidade. Convidamos três autoras da publicação, Gizele Martins, Rachel Barros e Juliana Farias, pra falar sobre como essas coerções cotidianas, os xingamentos, ameaças veladas e diretas, assédios sexuais são parte de uma prática misógina presente na cultura policial e que tem impactos a curto, médio e longo prazo nessas pessoas. É uma cartografia escrita por mulheres que nos relembra a importância de estudar as violências de gênero no campo dos Direitos Humanos.
Então se prepare, pegue seus fones e vem!
#1049podcast #caafunifesp #violênciadegênero #machismo #justiçapormarielle
Ficha Técnica: O “1049” é um podcast independente produzido pelo CAAF I Unifesp desde abril de 2020. Equipe técnica: Pesquisa: Lorrane Rodrigues e Desirée Azevedo Produção: Lorrane Rodrigues e Desirée Azevedo Texto e transcrição para as redes sociais: Lorrane Rodrigues Produção Gráfica: Cássia Aranha e Lorrane Rodrigues Edição: Lorrane Rodrigues e Cássia Aranha
Nosso segundo episódio está repleto de histórias. Tudo porque conversamos com Nego Bispo, habitante do Quilombo do Saco-Curtume (São João do Piauí/PI), além de poeta, escritor e intelectual, ou como prefere ser chamado, um “tradutor do pensamento de seu povo” e com Bernardo Freire, que é professor na Universidade Federal do Vale do São Francisco (CANT-Univasf) pra falar sobre a confluência entre saberes nas lutas quilombolas no Piauí. Além de sabermos o que é confluência e contracolonização, ambos destacam a importância desses territórios, dos seus modos de vida e as complexas relações que estabelecem com o seu entorno. Peguem seus fones e aperta o play! #1049podcast #caafunifesp #quilombos #negobispo #unifesp #podcast
Ficha Técnica: O “1049” é um podcast independente produzido pelo CAAF I Unifesp desde abril de 2020. Equipe técnica: Pesquisa: Lorrane Rodrigues e Desirée Azevedo Produção: Lorrane Rodrigues e Desirée Azevedo Texto e transcrição para as redes sociais: Lorrane Rodrigues Produção Gráfica: Cássia Aranha Edição: Lorrane Rodrigues e Cássia Aranha
No 1º ep. da segunda temporada do 1049 conversamos com Daniel Hirata (professor de sociologia e coordenador do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense - GENI/UFF) e o Fransérgio Goulart (Historiador, coordenador executivo da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial - IDMJR/Baixada Fluminense-RJ) a respeito do trabalho que ambos fazem nestas instituições.
Além disso, o papo também discute o contexto da Baixada Fluminense, as especificidades desse lugar e o que é uma operação policial, palavra que constantemente escutamos, especialmente no RJ, mas será que sabemos realmente o que significa? E por que não há dados sobre essas operações?
E, olha, ainda deu tempo de conversar um cadinho sobre abolição das polícias.
Nos sigam nas redes sociais: @caaf_unifesp
Ficha Técnica
O “1049” é um podcast independente produzido pelo CAAF I Unifesp desde abril de 2020. Equipe técnica:
Pesquisa: Lorrane Rodrigues e Desirée Azevedo
Produção: Lorrane Rodrigues e Desirée Azevedo
Texto e transcrição para as redes sociais: Lorrane Rodrigues
Produção Gráfica: Cássia Aranha
Edição: Cássia Aranha e Lorrane Rodrigues
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