Felipe Simão - Poesias

11 - Amor covarde


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Eu amo demais,

eu amo assaz,

amo em dobro,

amo e nunca tenho logro,

porque quando as pessoas percebem que me amam,

já é demasiado tarde;

o amor que me dão é covarde,

não corre atrás,

e mesmo que corresse,

o fim é de fato esse,

não há o que se conserte,

não há desejo que se desperte,

quando as palavras malditas já melaram tudo,

não há melô,

não há prova de amor,

não há pau duro


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Felipe Simão - PoesiasBy Felipe Simão