Psicanálise em Ato

11-O que é ficção e o que é real


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O que é ficção e o que é real documentável?
A filosofia é inútil para duas pessoas que entram em conflito: na hora de uma briga, ninguém abrirá um caso clínico de Freud, ou um manual de filosofia, nem Dom Casmurro nem o caso Freud e Jung.
Um conflito não se resolve pela teoria.
Nem se Freud e Jung se deitassem no divã de outro psicólogo teriam resolvido a dificuldade entre eles!
Somente os dois envolvidos resolverão o acordo.
Dom Casmurro é ficcional, Machado não quis fornecer provas objetiva.
Porém, na relação entre Freud e Jung o que mais existe é prova.
Será que Freud e Jung negociariam um acordo?
Jung, já em vantagem, consideraria pouco qualquer acordo.
Jung considerava que já tinha uma vantagem sobre o Freud e a psicanálise já estava na mão dele, e ele ficou surpreso pela reviravolta de Freud e foi por isso que entrou em Metanoia.
Este comentário aqui, literário-filosófico, é apenas uma confirmação de que ‘aguas passadas não movem moinhos’.
Erros acontecidos somente são possível de serem revistos pelas partes envolvidas.
Machado até tentou que Bentinho fizesse Capitu confessar, mas ela nunca admite.
Mulher nunca admite que errou – a falha sempre é do outro.
“A mulher jamais fará concessões para os erros dela”
-Como é possível este filho meu com o rosto de Escobar? Me explique, Capitu. Vamos entrar num entendimento.
Em Freud e Jung vinha havendo também uma tentativa de entendimento, até que Jung diz que “vai seguir o caminho dele porque Freud já adiantou a maior parte”.
-Você já me antecipou a maior parte, não preciso mais, e eu vou adiante sem você.
Há a tentativa de entendimento, mas não há o recuo: uma parte acha que já venceu, ou então que não pode admitir o erro.
-Bentinho, Escobar me seduziu, me enrolou, e quando eu vi, eu estava grávida. Vou te falar, meu erro é imperdoável, faz o que você quiser, eu admito. Vamos fugir para outra cidade, você vai querer se vingar de Escobar, de mim...
Será possível que ele perdoaria ela com um filho do adultério?
“É mais inteligente chegar num acordo, evitar o conflito”
-Jung me disse que eu já antecipei para ele a maior parte e que ele não precisa mais de mim!
Pronto. Houve a ruptura. Diante da ruptura, tem várias possibilidades.
A pessoa que ficou tanto tempo junto não quer retornar sobre seus erros, perdoar, ver que foi um erro contingente, não era má intenção, era uma briga.
Ao contrário de avançar, há uma perda total.
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Psicanálise em AtoBy Adelmo Marcos Rossi


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