Deteção da autenticidade de obras de arte e metais preciosos, estudo de materiais utilizados na eletrónica, diagnóstico e tratamento de doenças. São muitas as potenciais aplicações das tecnologias da física nuclear e Portugal testemunhou, em 1961, a chegada de uma delas: o Acelerador Van de Graaff. Este acelerador - o objeto de que contamos a história no programa 110 Histórias | 110 Objetos - atraiu, para o atual Campus Tecnológico e Nuclear (CTN) do Instituto Superior Técnico, na Bobadela, uma nova comunidade de físicos. O acelerador é um equipamento elétrico que permite acelerar partículas elementares - protões, eletrões ou iões. Recorrendo a feixes de partículas, é possível estudar os mais diversos materiais para obter informação sobre a sua constituição, como se tivesse acesso ao bilhete de identidade dos vários elementos químicos que constituem cada amostra estudada. O acelerador do CTN foi renovado, a partir dos anos 90, e passou a atingir energias ainda mais elevadas. Dentro dessa nova versão do acelerador estão alguns componentes do seu antecessor. As restantes partes do original podem ser encontradas no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa.
Reportagem: Marco António (366 Ideias) Pré-produção: Joana Lobo Antunes, Pedro Garvão Pereira, Sílvio Mendes e Filipa Soares (Área de Comunicação Imagem e Marketing do Técnico)