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Dei o diagnóstico e ela parou de respirar. A paciente queria saber se tinha volta. A literatura, até pouco tempo, dizia que não.
Neste episódio do Notas de um Psiquiatra, falo sobre o estudo que virou a conversa sobre Transtorno de Personalidade Borderline do avesso — o Collaborative Longitudinal Personality Disorders Study, publicado por John Gunderson na Archives of General Psychiatry em 2011.
Dez anos de acompanhamento, cento e setenta e cinco pacientes com TPB, e um achado que continua pouco divulgado: 91% remitiram, e a taxa de recaída foi menor do que em outros transtornos de personalidade e menor do que na depressão maior.
Mas os mesmos dados contam outra coisa. Só 21% alcançaram recuperação funcional. E aí mora a pergunta que o episódio habita: a quem servimos quando tratamos?
REFERÊNCIAS
Gunderson, J. G., Stout, R. L., McGlashan, T. H., Shea, M. T., Morey, L. C., Grilo, C. M., ... Skodol, A. E. (2011). Ten-year course of borderline personality disorder: Psychopathology and function from the Collaborative Longitudinal Personality Disorders Study. Archives of General Psychiatry, 68(8), 827–837. https://doi.org/10.1001/archgenpsychiatry.2011.37
Zanarini, M. C., Frankenburg, F. R., Reich, D. B., & Fitzmaurice, G. M. (2014). Prediction of time-to-attainment of recovery for borderline patients followed prospectively for 16 years. Acta Psychiatrica Scandinavica, 130(3), 205–213.
Se gostou, compartilhe.
Se não gostou, sugira melhorias e temas no @drhamerpalhares.
Dr. Hamer Palhares
PS: Conteúdo de caráter meramente informativo.
@drhamerpalhares
By Hamer PalharesDei o diagnóstico e ela parou de respirar. A paciente queria saber se tinha volta. A literatura, até pouco tempo, dizia que não.
Neste episódio do Notas de um Psiquiatra, falo sobre o estudo que virou a conversa sobre Transtorno de Personalidade Borderline do avesso — o Collaborative Longitudinal Personality Disorders Study, publicado por John Gunderson na Archives of General Psychiatry em 2011.
Dez anos de acompanhamento, cento e setenta e cinco pacientes com TPB, e um achado que continua pouco divulgado: 91% remitiram, e a taxa de recaída foi menor do que em outros transtornos de personalidade e menor do que na depressão maior.
Mas os mesmos dados contam outra coisa. Só 21% alcançaram recuperação funcional. E aí mora a pergunta que o episódio habita: a quem servimos quando tratamos?
REFERÊNCIAS
Gunderson, J. G., Stout, R. L., McGlashan, T. H., Shea, M. T., Morey, L. C., Grilo, C. M., ... Skodol, A. E. (2011). Ten-year course of borderline personality disorder: Psychopathology and function from the Collaborative Longitudinal Personality Disorders Study. Archives of General Psychiatry, 68(8), 827–837. https://doi.org/10.1001/archgenpsychiatry.2011.37
Zanarini, M. C., Frankenburg, F. R., Reich, D. B., & Fitzmaurice, G. M. (2014). Prediction of time-to-attainment of recovery for borderline patients followed prospectively for 16 years. Acta Psychiatrica Scandinavica, 130(3), 205–213.
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Dr. Hamer Palhares
PS: Conteúdo de caráter meramente informativo.
@drhamerpalhares