
Sign up to save your podcasts
Or


Em 16 de março de 2026, o Lancet Psychiatry publicou a maior revisão já feita sobre cannabis medicinal em saúde mental. Jack Wilson e equipe do Matilda Centre, na Universidade de Sydney, reuniram 54 ensaios clínicos randomizados, 2.477 participantes, 45 anos de literatura.
O achado mais desconcertante: para depressão, simplesmente não existe um único ensaio clínico randomizado. Para ansiedade, TEPT, esquizofrenia, TOC e anorexia, não houve efeito significativo. Os poucos sinais positivos — em transtorno por uso de cannabis, autismo, tiques, tempo total de sono na insônia — foram sustentados por evidência de certeza majoritariamente muito baixa. Em cocaína, o sinal foi o oposto do esperado: canabinoides aumentaram a fissura.
Não prescrevo cannabis. Não tenho conflito de interesse. Acredito no direito dos meus colegas de prescrever o que julgarem melhor. Mas o paciente que senta na minha frente tem o direito de saber o que a literatura mostra, o que ela não mostrou e o que ainda ninguém testou. É por isso que faço o Notas de um Psiquiatra — para que essa conversa não fique trancada no consultório.
REFERÊNCIA
Wilson J, Dobson O, Langcake A, Mishra P, Bryant Z, Leung J, Dawson D, Graham M, Teesson M, Freeman TP, Hall W, Chan GCK, Stockings E. The efficacy and safety of cannabinoids for the treatment of mental disorders and substance use disorders: a systematic review and meta-analysis. *The Lancet Psychiatry* 2026; 13: 304–315. DOI: 10.1016/S2215-0366(26)00015-5. Publicado online em 16 de março de 2026. Registro PROSPERO CRD42023392718.
Se gostou, compartilhe.
Se não gostou, sugira melhorias e temas no @drhamerpalhares.
Dr. Hamer Palhares
PS: Conteúdo de caráter meramente informativo.
@drhamerpalhares
By Hamer PalharesEm 16 de março de 2026, o Lancet Psychiatry publicou a maior revisão já feita sobre cannabis medicinal em saúde mental. Jack Wilson e equipe do Matilda Centre, na Universidade de Sydney, reuniram 54 ensaios clínicos randomizados, 2.477 participantes, 45 anos de literatura.
O achado mais desconcertante: para depressão, simplesmente não existe um único ensaio clínico randomizado. Para ansiedade, TEPT, esquizofrenia, TOC e anorexia, não houve efeito significativo. Os poucos sinais positivos — em transtorno por uso de cannabis, autismo, tiques, tempo total de sono na insônia — foram sustentados por evidência de certeza majoritariamente muito baixa. Em cocaína, o sinal foi o oposto do esperado: canabinoides aumentaram a fissura.
Não prescrevo cannabis. Não tenho conflito de interesse. Acredito no direito dos meus colegas de prescrever o que julgarem melhor. Mas o paciente que senta na minha frente tem o direito de saber o que a literatura mostra, o que ela não mostrou e o que ainda ninguém testou. É por isso que faço o Notas de um Psiquiatra — para que essa conversa não fique trancada no consultório.
REFERÊNCIA
Wilson J, Dobson O, Langcake A, Mishra P, Bryant Z, Leung J, Dawson D, Graham M, Teesson M, Freeman TP, Hall W, Chan GCK, Stockings E. The efficacy and safety of cannabinoids for the treatment of mental disorders and substance use disorders: a systematic review and meta-analysis. *The Lancet Psychiatry* 2026; 13: 304–315. DOI: 10.1016/S2215-0366(26)00015-5. Publicado online em 16 de março de 2026. Registro PROSPERO CRD42023392718.
Se gostou, compartilhe.
Se não gostou, sugira melhorias e temas no @drhamerpalhares.
Dr. Hamer Palhares
PS: Conteúdo de caráter meramente informativo.
@drhamerpalhares