Os meus cinco minutos

20* Andas atento?


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Achei um coração. Um dos tantos que andam por aí perdidos… Ao sabor do vento, das tempestades que passam e a resistir às mudanças das estações do ano que já nada são do que eram.

Este coração poderia ser de madeira, de ferro, de papel, de carne ou de outro material qualquer, isso não faria diferença aos olhos de quem o vê porque o importante é a capacidade de o encontrar. A capacidade de o conseguir ver.

Quantas vezes andamos distraídos a procurar noutros lugares aquilo que temos mesmo debaixo do nosso nariz?

A nossa alma encontra aquilo que vibra. E tem sido impressionante a quantidade de corações que ando a encontrar no meu caminho nos últimos meses.

Gostava que eles me falassem. Acredito que se me estão aparecer tantas vezes no meu caminho me devem querer dizer alguma coisa. Mas, mesmo assim, acho que a mensagem que eles me pretendem transmitir vai sendo passada por cada um deles mediante o sitio e o momento em que me aparecem. Este, em particular, chamou-me a atenção por não estar completo. Seria tão perfeito se estivesse, pensei eu.

Será que há mesmo coisas perfeitas? Será que se ele estivesse completo o ia tornar realmente mais bonito ou com mais valor?

Comecei a pensar que talvez, parte dele, tenha sido arrancada por alguém que com ou sem intenção o deixou despedaçado. Ou então ele é simplesmente assim e aí reside a sua particularidade. Imagino que o espaço que lhe falta seja para quem o queira completar e dar assim origem a um coração bem especial.

Ao darmos lugar para existir algo mais, além daquilo que já temos e somos, vamos dar lugar também a uma expansão maior da nossa essência.

Eu prefiro pensar que a parte que lhe falta ainda vai aparecer e acredito que há sempre um espaço livre para encher ainda mais e melhor um coração, seja ele de que material for feito. Há sempre algo ou alguém que o faça tornar ainda mais completo e com o verdadeiro sentido do seu significado.

E pensando bem não será assim que ele se destaca dos demais?

Confesso que quando o vi tão depressa me entusiasmei como fiquei triste pelo facto não estar completo. Mas agora vejo que perfeição é assim mesmo. É atingida pela harmonia da união de duas coisas “imperfeitas” que se completam e se tornam, por isso, especiais.

E tu? Estás atento ao que andas a encontrar no teu caminho?

O que andas a deixar escapar?


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Os meus cinco minutosBy Sofia Gomes